Adelson Elias Vasconcellos
O Ministro da Saúde do Mosquito, dentre as primeiras medidas que anunciou para se tentar controlar a epidemia da dengue, anunciou a criação de um cartão de acompanhamento para os infectados, e já lhe deu o singelo nome de Cartão Dengue.
Na verdade, o problema não é o mosquito. A atual epidemia atingiu as proporções de agora, no Rio de Janeiro, porque os governos estadual, municipal e federal não acreditaram que, a falta de melhor programa de prevenção, pudesse produzir o estrago que se viu.
Mas não apenas isso: já se sabe, e não é de hoje, que a rede pública de saúde no Rio de Janeiro vai de mal a pior. A situação é de total calamidade. Muitas das mortes que a epidemia deste ano provocou, foram em conseqüência da simples falta de atendimento em uma rede hospital sucateada, impotente em equipamentos e pessoal, e insuficiente para atender a população já em tempos normais, quanto em situações emergenciais e de intensa calamidade como agora.
O cartão vai ajudar ? Talvez sim, talvez não, mas sua eficiência está diretamente ligada a maciço investimento na ampliação e modernização da rede hospital carioca. Sem isso, em 2009, a situação poderá se repetir, assim como 2008 é a versão piorada e amplificada de 2007.
É preciso, contudo, não se perder o fio da meada. Em 2006 já advertíamos aqui mesmo no COMENTANDO A NOTÍCIA, que a política de saúde no Brasil estava seguindo a trajetória contrária às necessidades do país. Sob o título “O desmonte do Ministério da Saúde”, em 07.08 daquele ano, (clique aqui), já fica evidentemente que a descontinuidade de inúmeros programas de saúde implementados ainda no governo FHC, período em que o país várias vezes foi elogiado pela Organização Mundial da Saúde, além da partidarização com o consequentemente afastamento de técnicos e especialistas, provocariam graves conseqüências. No campo da AIDS, um dia, já fomos considerados excelência no combate, tratamento e prevenção. A turbeculose ronda com números negativos e cada vez com maior intensidade. A rede hospitalar, e não apenas no Rio de Janeiro, é em todo o país, está esgotada na capacidade, no aparelhamento e nos recursos humanos.
E, em todo este tempo, recursos não faltarão ao governo para minimizar ao menos estas carências. Tanto, que nestes cinco anos do Luiz Inácio, a CPMF jorrou para os cofres públicos, cerca de R$ 160,0 bilhões de reais, e nem com isso, o governo atual contribuiu para a redução das carências.
A grande verdade é que, enquanto o governo se comportar apenas pensando nas urnas para a concretização de seu projeto de poder, o país continuará apresentando quadros de apagões cada vez mais intensos. Apenas para relembrar vejamos: já tivemos o apagão da segurança pública, e mesmo com quatro pacotes de segurança lançados pelo governo federal, a exceção de São Paulo, todos os demais estados apresentam aumento indiscriminado de violência. O trânsito no Brasil mata mais do que todas as guerras somadas. O apagão na área da educação sequer é necessário comentar, basta debruçarmo-nos sobre os resultados dos exames de avaliação da rede de ensino. A carência de mão de obra especializada na construção civil, por exemplo, justo quando o setor retoma um forte crescimento, é bem representativo deste apagão. Mas não apenas a atividade da construção vive este drama, muitas outras atividade, uma mais especializadas do que as outras. Tal situação representa o quê? Que as escolas brasileiras não estão conseguindo ensinar o básico para nossas crianças: ler e escrever, além das quatro operações básicas de matemática.
Mas há ainda apagões mais dolorosos: o aéreo, por exemplo, vitimou 353 pessoas… E a dengue, apenas ela, e em apenas um ano, em uma única cidade, mais de 50 mortes confirmadas, com cerca de outras tantas em investigação. Só nestes dois apagões, já se provocou mais mortes em cinco anos, do que as vítimas da ditadura militar em 20 anos... Não dúvida, nuncadantez neste país...
Assim, diante deste quadro, é fácil notar que estamos priorizando as necessidades mais urgentes do país, e a omissão unida à incompetência do governo federal, têm provocado vítimas. Vale dizer que seria necessário que a Organização Mundial da Saúde criasse um programa único para o Brasil do tipo: “ A Organização Mundial da Saúde adverte: viver no Brasil de Lula e PT é prejudicial à saúde e ... à vida”.
Portanto, melhor faria o Luiz Inácio se parasse com suas tagarelices, seus palanques, sua obsessão em se auto-promover e sua preocupação palanqueira. é notório a falta de rumo do país. E mesmo naquilo em que vamos bem, no caso a economia, há cuidados prioritários que estejam sendo relegados a um segundo plano em detrimento da prioridade política. Não ter esta visão é apostar num formidável risco. Vivemos um momento em que é imprescindível FAZER muito mais do que COLHER. E muito pode ser feito sem um cartão mosquito, porque o problema ainda será a falta de atendimento. E isto o cartão não assegurará ao seu portador.
O Ministro da Saúde do Mosquito, dentre as primeiras medidas que anunciou para se tentar controlar a epidemia da dengue, anunciou a criação de um cartão de acompanhamento para os infectados, e já lhe deu o singelo nome de Cartão Dengue.
Na verdade, o problema não é o mosquito. A atual epidemia atingiu as proporções de agora, no Rio de Janeiro, porque os governos estadual, municipal e federal não acreditaram que, a falta de melhor programa de prevenção, pudesse produzir o estrago que se viu.
Mas não apenas isso: já se sabe, e não é de hoje, que a rede pública de saúde no Rio de Janeiro vai de mal a pior. A situação é de total calamidade. Muitas das mortes que a epidemia deste ano provocou, foram em conseqüência da simples falta de atendimento em uma rede hospital sucateada, impotente em equipamentos e pessoal, e insuficiente para atender a população já em tempos normais, quanto em situações emergenciais e de intensa calamidade como agora.
O cartão vai ajudar ? Talvez sim, talvez não, mas sua eficiência está diretamente ligada a maciço investimento na ampliação e modernização da rede hospital carioca. Sem isso, em 2009, a situação poderá se repetir, assim como 2008 é a versão piorada e amplificada de 2007.
É preciso, contudo, não se perder o fio da meada. Em 2006 já advertíamos aqui mesmo no COMENTANDO A NOTÍCIA, que a política de saúde no Brasil estava seguindo a trajetória contrária às necessidades do país. Sob o título “O desmonte do Ministério da Saúde”, em 07.08 daquele ano, (clique aqui), já fica evidentemente que a descontinuidade de inúmeros programas de saúde implementados ainda no governo FHC, período em que o país várias vezes foi elogiado pela Organização Mundial da Saúde, além da partidarização com o consequentemente afastamento de técnicos e especialistas, provocariam graves conseqüências. No campo da AIDS, um dia, já fomos considerados excelência no combate, tratamento e prevenção. A turbeculose ronda com números negativos e cada vez com maior intensidade. A rede hospitalar, e não apenas no Rio de Janeiro, é em todo o país, está esgotada na capacidade, no aparelhamento e nos recursos humanos.
E, em todo este tempo, recursos não faltarão ao governo para minimizar ao menos estas carências. Tanto, que nestes cinco anos do Luiz Inácio, a CPMF jorrou para os cofres públicos, cerca de R$ 160,0 bilhões de reais, e nem com isso, o governo atual contribuiu para a redução das carências.
A grande verdade é que, enquanto o governo se comportar apenas pensando nas urnas para a concretização de seu projeto de poder, o país continuará apresentando quadros de apagões cada vez mais intensos. Apenas para relembrar vejamos: já tivemos o apagão da segurança pública, e mesmo com quatro pacotes de segurança lançados pelo governo federal, a exceção de São Paulo, todos os demais estados apresentam aumento indiscriminado de violência. O trânsito no Brasil mata mais do que todas as guerras somadas. O apagão na área da educação sequer é necessário comentar, basta debruçarmo-nos sobre os resultados dos exames de avaliação da rede de ensino. A carência de mão de obra especializada na construção civil, por exemplo, justo quando o setor retoma um forte crescimento, é bem representativo deste apagão. Mas não apenas a atividade da construção vive este drama, muitas outras atividade, uma mais especializadas do que as outras. Tal situação representa o quê? Que as escolas brasileiras não estão conseguindo ensinar o básico para nossas crianças: ler e escrever, além das quatro operações básicas de matemática.
Mas há ainda apagões mais dolorosos: o aéreo, por exemplo, vitimou 353 pessoas… E a dengue, apenas ela, e em apenas um ano, em uma única cidade, mais de 50 mortes confirmadas, com cerca de outras tantas em investigação. Só nestes dois apagões, já se provocou mais mortes em cinco anos, do que as vítimas da ditadura militar em 20 anos... Não dúvida, nuncadantez neste país...
Assim, diante deste quadro, é fácil notar que estamos priorizando as necessidades mais urgentes do país, e a omissão unida à incompetência do governo federal, têm provocado vítimas. Vale dizer que seria necessário que a Organização Mundial da Saúde criasse um programa único para o Brasil do tipo: “ A Organização Mundial da Saúde adverte: viver no Brasil de Lula e PT é prejudicial à saúde e ... à vida”.
Portanto, melhor faria o Luiz Inácio se parasse com suas tagarelices, seus palanques, sua obsessão em se auto-promover e sua preocupação palanqueira. é notório a falta de rumo do país. E mesmo naquilo em que vamos bem, no caso a economia, há cuidados prioritários que estejam sendo relegados a um segundo plano em detrimento da prioridade política. Não ter esta visão é apostar num formidável risco. Vivemos um momento em que é imprescindível FAZER muito mais do que COLHER. E muito pode ser feito sem um cartão mosquito, porque o problema ainda será a falta de atendimento. E isto o cartão não assegurará ao seu portador.