Vocês vão ler baixo matéria de Tânia Monteiro para o Estadão, em que apesar de tudo que Lula e alguns ministros já disseram, o Brasil vai acabar amolecendo à pressão paraguaia para rever o contrato de Itaipu. Novidade? Nenhuma, já antecipávamos isto aqui. Lula adora bancar este papel “filantrópico” para com os vizinhos pobres, mesmo que para tanto precise contrariar o interesse do país, mesmo que precise jogar no lixo contratos consagrados em atos jurídicos perfeitos. Ontem, aqui, expusemos esta “fragilidade” sentimental do Lula, muito embora, o país acabe pagando a conta. Nada contra ajudar quem precisa, mas, caramba, será que precisa ser sempre às custas do que é importante para o Brasil? Afinal, goste ou não, Lula AINDA é presidente do Brasil, e não dos pobres do continente. E por aqui o que não faltam são pobres precisando de governo!
Nada contra o Luiz Inácio sair mundo afora distribuindo óbolos de bondade para seus amigos, companheiros e aliados, mas não quando esta bondade é feita às custas do povo brasileiro que é quem paga conta, sabendo-se das enormes carências que este mesmo povo ainda tem.
Aliás, em matéria de política externa, nunca o Brasil rastejou tanto como neste período de Lula presidente. Impressionante como decaímos em princípios e valores. E acreditem: para recuperar o prestígio e mais do que isto, o respeito que a diplomacia brasileira sempre gozou no cenário internacional, não será fácil e em curto prazo. Porque país nenhum consegue ser respeitado tendo como assessor para assuntos internacionais um Marco Aurélio Ridículo Garcia. É muita mediocridade numa só criatura.
Interessante é como Celso Amorin acabou abordando esta espécie de “concessão brasileira” às exigências paraguaias. É ele mesmo quem diz: “...A paz na região não é em detrimento do nosso País. Ninguém vai ceder a chantagem...”
Até parece, né, Amorin, até parece...
Segundo o ministro Celso Amorim, governos brasileiro e paraguaio vão discutir ‘a maneira de fazer’ o reajuste
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou ontem que o Brasil vai mesmo abrir negociações formais para reajustar o preço da energia elétrica de Itaipu comprada do Paraguai. A decisão política está tomada, e, segundo o ministro, o que o governo vai discutir agora com o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, “é a maneira de fazer (o reajuste)”.
Nada contra o Luiz Inácio sair mundo afora distribuindo óbolos de bondade para seus amigos, companheiros e aliados, mas não quando esta bondade é feita às custas do povo brasileiro que é quem paga conta, sabendo-se das enormes carências que este mesmo povo ainda tem.
Aliás, em matéria de política externa, nunca o Brasil rastejou tanto como neste período de Lula presidente. Impressionante como decaímos em princípios e valores. E acreditem: para recuperar o prestígio e mais do que isto, o respeito que a diplomacia brasileira sempre gozou no cenário internacional, não será fácil e em curto prazo. Porque país nenhum consegue ser respeitado tendo como assessor para assuntos internacionais um Marco Aurélio Ridículo Garcia. É muita mediocridade numa só criatura.
Interessante é como Celso Amorin acabou abordando esta espécie de “concessão brasileira” às exigências paraguaias. É ele mesmo quem diz: “...A paz na região não é em detrimento do nosso País. Ninguém vai ceder a chantagem...”
Até parece, né, Amorin, até parece...
Segundo o ministro Celso Amorim, governos brasileiro e paraguaio vão discutir ‘a maneira de fazer’ o reajuste
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou ontem que o Brasil vai mesmo abrir negociações formais para reajustar o preço da energia elétrica de Itaipu comprada do Paraguai. A decisão política está tomada, e, segundo o ministro, o que o governo vai discutir agora com o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, “é a maneira de fazer (o reajuste)”.
Em entrevista concedida em Acra, capital de Gana, antes de embarcar para o Brasil, Amorim deixou claro que o objetivo das negociações é saber como o Paraguai “pode obter uma remuneração adequada para a sua energia.” “Isso é justo”, afirmou. O Brasil quer fazer isso, como disseram Amorim e o presidente Lula, sem reescrever o Tratado de Itaipu: “Não muda o contrato”, disse Lula. “Em Itaipu, temos um tratado e ele vai se manter.”
O Tratado de Itaipu formalizou a sociedade entre Brasil e Paraguai, com a inauguração da usina, em novembro de 1982. Pelo acordo, os dois países dividem igualmente o que é produzido, mas o Paraguai, que só consome 5% da energia, é obrigado a vender ao Brasil os 95% restantes da sua cota. Ano passado, o Brasil pagou US$ 307 milhões pela energia paraguaia de Itaipu, mas Fernando Lugo chegou a falar, durante a campanha eleitoral, em um valor anual “justo” em torno de US$ 2 bilhões.
“Devemos fazer com que o Paraguai obtenha o máximo de benefício em função da sociedade que eles têm conosco em Itaipu”, disse Amorim. O ministro fez questão de lembrar um precedente, que não exigiu nenhuma mexida no tratado: “Há uns anos, houve um reajuste numa parcela de compensação pela energia do Paraguai porque estava defasada.”
Fazendo coro a uma entrevista dada minutos antes pelo presidente Lula, que defendeu que o Brasil, “como maior economia da América Latina”, ajude os vizinhos mais pobres, Amorim disse considerar “um absurdo que o Paraguai, sendo sócio da maior hidrelétrica do mundo” tenha uma fornecimento de energia “tão ruim em Assunção” e não possa investir em linhas de transmissão que façam o fornecimento regular de energia.
Questionado sobre a possibilidade de o Brasil enfrentar no Paraguai os problemas que enfrentou na Bolívia com a exploração, produção, distribuição e exportação de gás pela Petrobrás, Lula minimizou: “Não aconteceu nada com a Bolívia, gente. Aconteceu aquilo que eles entenderam que era importante para eles.”Amorim também abordou a possibilidade de eventuais prejuízos brasileiros, disse que o governo não se comporta assim nem por ser “paternalista” nem “bonzinho” e acrescentou: “A paz na região não é em detrimento do nosso País. Ninguém vai ceder a chantagem.”