Um país não pode ficar refém de meia dúzia de “auditores”. É inconcebível. Mais ridículo ainda é saber que toda esta confusão se dá por miseráveis R$ 500,00 que é a diferença entre o que pedem os auditores como salário, e o que o governo se propõem a pagar. Reparem que o salário atual, sem as regalias e penduricalhos que fazem a alegria dos funcionários públicos melhor remunerados é de “módicos” R$ 13.400,00. O governo propõe elevar para R$ 19.200,00, mas os ímpios exigem R$ 19.700,00.
Nesta queda de braço vergonhosa entre poder público e uma categoria funcional, apenas no porto de Santos, vocês vão ler em seguida, a carga parada aguardando o final da novela, é de quase R$ 5,0 bilhões. Imaginem o total no país todo. Na Zona Franca de Manaus, empresas e mais empresas precisaram interromper sua produção, conceder férias aos seus funcionários que lá estão esperando a boa vontade desta tropa toda se dar conta do seu dever. Imaginem o que há de contrato de exportação cancelado por não cumprimento dos prazos de entrega!
Afinal, que país é este em que meia dúzia de pessoas, já naturalmente muito bem pagas diga-se de passagem, simplesmente param uma grande e importante parte da nossa economia para ficarem discutindo com o poder público a diferença ridícula de quinhentos a mais ou a menos. Claro que sabemos que este desgoverno JAMAIS vai regulamentar o direito de greve. Isto sempre servirá de pretexto para extorquirem o país ainda mais, nos chantagearem às últimas conseqüências para nos arrancarem um pedaço a mais do nosso couro. Contudo, e o direito de empresários e trabalhadores, onde fica, na sarjeta onde se apodrecem os valores e os deveres deste pessoal todo? Não seria o bastante discutirem esta diferença sem prejudicar justamente aqueles que os sustentam?
Afinal, quem é que manda neste país? Quem é que governa de fato? E os prejudicados que se danem futebol clube? Definitivamente, TODOS OS PREJUDICADOS, sem exceção, devem imediatamente ingressar na Justiça e exigir a reparação por perdas e danos e lucros cessantes. Nenhum deles é culpado pelo prejuízo com que se obrigam em arcar por conta de briguinha de comadres em torno de uma merda de diferença de R$ 500,00. Até quando o país terá que suportar esta máfia salafrária encastelada no poder? Por quanto tempo mais deveremos suportar esta exploração sem sentido e injustificável? Que se cobrem dos sindicatos esta farra toda. E que depois eles que vão reclamar prô bispo, afinal, com a bondade federal lhes forrará os cofres com o imposto que continuará sendo extorquido dos trabalhadores, seria bom eles suportarem o peso de sua incúria e irresponsabilidade. Tem que lhes doer fundo no bolso, para aprenderem a ter respeito com quem os sustenta.
Paralisação de auditores provoca superlotação em terminais
Tribuna da Imprensa
CAMPINAS (São Paulo) - A greve dos auditores fiscais que completa 34 dias provoca superlotação no terminal de cargas de importação e exportação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O movimento no setor tem registrado grande volume por causa da aproximação do Dia das Mães, segundo empresários ligados ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
A liberação gradual das cargas paradas vem sendo operada com 30% do efetivo na alfândega em Viracopos. O desembaraço das mercadorias principalmente de produtos perecíveis e artigos de medicamentos ganhou corpo com a liminar, no começo do mês, expedida pelo juiz federal Marco Aurélio de Mello Castrianni, da 1ª Vara Civil da Justiça Federal valida para a aduana da Superintendência da 8ª Região Fiscal (São Paulo).
De acordo com a assessoria da Infraero cerca de 90% das cargas que chega ao Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas é despachada pelo sistema denominado Canal Verde. Por este sistema, a liberação é automática sem a necessidade de uma fiscalização direta dos auditores fiscais.
Não há números oficiais de quanto está retido por causa da greve dos auditores e nenhum representante local do sindicato foi localizado para comentar o assunto neste feriado de Tiradentes.
Greve deve acabar logo, dizem líderes
Auditores da Receita Federal acreditam que a greve deve acabar logo. Passado o feriado, fiscais tentam marcar reunião com o governo amanhã para acertar detalhes que podem encerrar a paralisação que dura mais de um mês. O plano de carreira dos servidores é o principal ponto de discordância entre as partes.
Sobre o aumento de salário, auditores devem aceitar a proposta do governo que é R$ 500 menor que a reclamada: R$ 19.200. "Não falta muito para o movimento terminar. Agora, são detalhes", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Pedro Delarue.
O principal deles é o plano de carreira. Pela proposta do governo, o posto máximo entre os auditores poderia ser atingido em até 42 anos após a entrada na Receita. Delarue rejeita o prazo e pede que o período seja reduzido para até 18 anos. Outro ponto de discordância é o calendário para o pagamento do aumento de salário.
O governo quer dividir o reajuste em três partes a serem pagas nos meses de julho de 2008, 2009 e 2010. Os auditores querem que os pagamentos sejam feitos em prazo mais curto: até abril de 2009. Sobre o salário, Pedro Delarue sinaliza que os fiscais devem "ceder" e aceitar a proposta do governo, que veio aquém do desejado.
Segundo ele, a categoria quer isonomia com policiais federais, que ganham até R$ 19.700 mensais. Mas a proposta do governo foi R$ 500 menor, de até R$ 19.200. O representante dos auditores rechaçou a idéia que vem sendo aventada nos bastidores, de dar mais poder aos analistas da Receita, que poderiam substituir os fiscais.
"Essa idéia foi levantada durante as negociações, mas já alertamos que isso poderia ser o início de um "trem da alegria" com analistas virando auditores sem terem feito concurso. Terminar uma greve dessa forma é criar problemas para os próximos três ou quatro anos", afirma.
Nesta queda de braço vergonhosa entre poder público e uma categoria funcional, apenas no porto de Santos, vocês vão ler em seguida, a carga parada aguardando o final da novela, é de quase R$ 5,0 bilhões. Imaginem o total no país todo. Na Zona Franca de Manaus, empresas e mais empresas precisaram interromper sua produção, conceder férias aos seus funcionários que lá estão esperando a boa vontade desta tropa toda se dar conta do seu dever. Imaginem o que há de contrato de exportação cancelado por não cumprimento dos prazos de entrega!
Afinal, que país é este em que meia dúzia de pessoas, já naturalmente muito bem pagas diga-se de passagem, simplesmente param uma grande e importante parte da nossa economia para ficarem discutindo com o poder público a diferença ridícula de quinhentos a mais ou a menos. Claro que sabemos que este desgoverno JAMAIS vai regulamentar o direito de greve. Isto sempre servirá de pretexto para extorquirem o país ainda mais, nos chantagearem às últimas conseqüências para nos arrancarem um pedaço a mais do nosso couro. Contudo, e o direito de empresários e trabalhadores, onde fica, na sarjeta onde se apodrecem os valores e os deveres deste pessoal todo? Não seria o bastante discutirem esta diferença sem prejudicar justamente aqueles que os sustentam?
Afinal, quem é que manda neste país? Quem é que governa de fato? E os prejudicados que se danem futebol clube? Definitivamente, TODOS OS PREJUDICADOS, sem exceção, devem imediatamente ingressar na Justiça e exigir a reparação por perdas e danos e lucros cessantes. Nenhum deles é culpado pelo prejuízo com que se obrigam em arcar por conta de briguinha de comadres em torno de uma merda de diferença de R$ 500,00. Até quando o país terá que suportar esta máfia salafrária encastelada no poder? Por quanto tempo mais deveremos suportar esta exploração sem sentido e injustificável? Que se cobrem dos sindicatos esta farra toda. E que depois eles que vão reclamar prô bispo, afinal, com a bondade federal lhes forrará os cofres com o imposto que continuará sendo extorquido dos trabalhadores, seria bom eles suportarem o peso de sua incúria e irresponsabilidade. Tem que lhes doer fundo no bolso, para aprenderem a ter respeito com quem os sustenta.
Paralisação de auditores provoca superlotação em terminais
Tribuna da Imprensa
CAMPINAS (São Paulo) - A greve dos auditores fiscais que completa 34 dias provoca superlotação no terminal de cargas de importação e exportação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O movimento no setor tem registrado grande volume por causa da aproximação do Dia das Mães, segundo empresários ligados ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
A liberação gradual das cargas paradas vem sendo operada com 30% do efetivo na alfândega em Viracopos. O desembaraço das mercadorias principalmente de produtos perecíveis e artigos de medicamentos ganhou corpo com a liminar, no começo do mês, expedida pelo juiz federal Marco Aurélio de Mello Castrianni, da 1ª Vara Civil da Justiça Federal valida para a aduana da Superintendência da 8ª Região Fiscal (São Paulo).
De acordo com a assessoria da Infraero cerca de 90% das cargas que chega ao Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas é despachada pelo sistema denominado Canal Verde. Por este sistema, a liberação é automática sem a necessidade de uma fiscalização direta dos auditores fiscais.
Não há números oficiais de quanto está retido por causa da greve dos auditores e nenhum representante local do sindicato foi localizado para comentar o assunto neste feriado de Tiradentes.
Greve deve acabar logo, dizem líderes
Auditores da Receita Federal acreditam que a greve deve acabar logo. Passado o feriado, fiscais tentam marcar reunião com o governo amanhã para acertar detalhes que podem encerrar a paralisação que dura mais de um mês. O plano de carreira dos servidores é o principal ponto de discordância entre as partes.
Sobre o aumento de salário, auditores devem aceitar a proposta do governo que é R$ 500 menor que a reclamada: R$ 19.200. "Não falta muito para o movimento terminar. Agora, são detalhes", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Pedro Delarue.
O principal deles é o plano de carreira. Pela proposta do governo, o posto máximo entre os auditores poderia ser atingido em até 42 anos após a entrada na Receita. Delarue rejeita o prazo e pede que o período seja reduzido para até 18 anos. Outro ponto de discordância é o calendário para o pagamento do aumento de salário.
O governo quer dividir o reajuste em três partes a serem pagas nos meses de julho de 2008, 2009 e 2010. Os auditores querem que os pagamentos sejam feitos em prazo mais curto: até abril de 2009. Sobre o salário, Pedro Delarue sinaliza que os fiscais devem "ceder" e aceitar a proposta do governo, que veio aquém do desejado.
Segundo ele, a categoria quer isonomia com policiais federais, que ganham até R$ 19.700 mensais. Mas a proposta do governo foi R$ 500 menor, de até R$ 19.200. O representante dos auditores rechaçou a idéia que vem sendo aventada nos bastidores, de dar mais poder aos analistas da Receita, que poderiam substituir os fiscais.
"Essa idéia foi levantada durante as negociações, mas já alertamos que isso poderia ser o início de um "trem da alegria" com analistas virando auditores sem terem feito concurso. Terminar uma greve dessa forma é criar problemas para os próximos três ou quatro anos", afirma.
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Portos parados
Folha de São Paulo
Fiscais da Receita, no topo da pirâmide salarial, impõem transtornos e prejuízos milionários ao país com greve abusiva
Após um mês de braços cruzados, os auditores da Receita Federal rejeitaram as propostas do Ministério do Planejamento e mantiveram a greve. O movimento, abusivo, tornou caótica a rotina dos portos brasileiros e propicia prejuízos milionários à economia nacional.
Atualmente 80% dos auditores fiscais ganham o teto salarial, de R$ 13,4 mil, sem incluir adicionais; os demais recebem o piso de R$ 10,1 mil. Seus proventos, portanto, já os colocam no topo da pirâmide salarial brasileira, considerado também o setor privado. Reivindicam, porém, um piso de R$ 14 mil e a equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal, cujos salários devem alcançar R$ 19,7 mil em abril do próximo ano.
A persistência da greve dos fiscais é estapafúrdia. Tornou-se panacéia invocar o direito à equiparação salarial no setor público. Equiparação sempre para cima: os auditores fiscais não querem equiparação com professores doutores de universidades federais, que ganham bem menos. Mas os fiscais da Receita ainda se deram ao desplante de recusar a generosa proposta do governo, que era chegar aos R$ 19 mil em 2010, de modo escalonado.
Por causa da greve, prejuízos gigantescos, de naturezas diversas, se acumulam. Os fluxos de comércio internacional do país estão prejudicados.
Apenas no porto de Santos, a carga parada foi estimada em US$ 4,9 bilhões.Exportadores não podem cumprir contratos, que são cancelados, interrompendo canais de distribuição a duras penas construídos. Produtores que dependem de insumos importados paralisam linhas de montagem. Só no setor de componentes eletrônicos, as retenções da Receita de itens necessários à fabricação chegam a US$ 350 milhões.
Os segmentos de transportes e logística contabilizam prejuízos de cerca de US$ 14 milhões, com os caminhões parados em 14 pontos de fronteira no país.
As empresas arcam com os custos de veículos estacionados, estimados em US$ 300 por dia -para não mencionar que os caminhões parados estrangulam o faturamento dessas companhias. Cerca de 3.500 veículos de carga argentinos estão detidos na fronteira com o Brasil.
Descontar do salário dos grevistas os dias parados é o mínimo que se exige do governo federal. É preciso, contudo, ir além e discutir formas de ressarcimento pelos prejuízos causados por essa paralisação abusiva.