quarta-feira, abril 23, 2008

Jucá propõe saída para manter arrozeiros: imposto de índios.

Já não chegam os gigolôs políticos achacando o país a torto e direito, agora recentemente Lula consagrou os gigolôs do sindicalismo vagabundo para viverem às custas do trabalhador brasileiro e sem precisarem prestar contas a quem quer que seja, agora Romero Jucá quer criar uma terceira categoria de gigolôs: os indígenas. Na reserva Raposa do Sol, quem for morador e não indígena, poderá permanecer desde que... pague aos índios uma espécie de sobre-taxa, ou um pedágio, ou, no melhor estilo feudal, pague com trabalho e parte da produção. Isto não apenas é ridículo e humilhante: é uma puta SACANAGEM. Será que Romero Jucá não tem vergonha na cara de propor uma safadeza destas para aquele povo cujo erro maior foi acreditar que, com seu trabalho honesto, poderia viver e ser feliz? E dizer que o cara se elegeu por aquele estado? Santo deus !

Oh, Jucá, cretinice tem lugar e hora, meu irmão. Pára com isso, ô malandro! O pessoal daquele de Roraima merece um mínimo de respeito e consideração !!!

A notícia é da Tribuna da Imprensa.

Fórmula proposta por Romero Jucá evitaria confronto entre Lula e o Poder Judiciário

A utilização dos recursos da reserva indígena Raposa Serra do Sol (RR), no caso de o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar o decreto de homologação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já divide opiniões. O senador roraimense Romero Jucá (PMDB), líder do governo no Senado, procura encontrar uma fórmula que garanta a permanência dos produtores de arroz na área - mesmo quando estiver controlada pelos indígenas.

Uma das alternativas estudadas por ele - desde antes da suspensão da operação de despejo dos rizicultores pelo STF - seria um acordo com os índios. Eles autorizariam a continuidade da rizicultura, em troca de uma percentagem da produção ou uma taxa fixa, a ser destinada à comunidade indígena.

Com essa fórmula, o senador, francamente favorável à permanência dos rizicultores na área, procura evitar um confronto direto com o presidente Lula e o ministro da Justiça, Tarso Genro, que autorizaram o despejo - suspenso no dia 9 pelo Supremo. No momento, Jucá prefere aguardar a manifestação final da corte - o que não deixa de sinalizar uma falta de sintonia com o governo que representa. Afinal, o presidente Lula promete mobilizar todos os recursos para obter no STF a confirmação da terra indígena - com a saída dos rizicultores.

Indecisões
A fórmula do senador Jucá tem precedentes na região. Na terra indígena São Marcos, colada à Raposa, a comunidade recebe R$ 1,2 milhão por ano da Eletrobrás, pelo fato de a área ser cortada pelo linhão que leva a energia elétrica comprada na Venezuela até Boa Vista, capital do Estado.

O problema da fórmula do senador é que os índios ainda não decidiram o que fazer com os arrozais. Uma parte da comunidade deseja tocar a produção por conta própria, apoiada por instituições do governo. Outra parte, porém, prefere abandonar a área e assim evitar o uso de agrotóxicos - que é bastante pesado. Por toda a Raposa existem dúvidas sobre a sua exploração.

Segundo Euzébio de Lima Marques, líder de uma comunidade na região montanhosa da reserva, a maior parte dos índios cria pequenos rebanhos, em áreas abertas. Mas alguns deles já estão se tornando grandes empreendedores: "A família de um professor na minha comunidade tem 5 mil cabeças de gado. E existem outros como ele por aqui", relatou Marques.

Na comunidade do Mutum, que já foi uma movimentada vila de garimpeiros, na divisa do Brasil com a Guiana, outro líder comunitário, Faustino Pereira da Silva, diz que o principal problema é estimular os índios a retomarem a agricultura de subsistência. "Tem gente por aqui que aprendeu a viver apenas do garimpo e quer continuar assim, apesar de agora ser proibido por lei", disse ele.