Adelson Elias Vasconcellos
Pois vamos agora voltar a falar sobre a questão que, de fato, me preocupa em relação a grande venda de automóveis, que é falta de ações públicas, que permite ao grandes centros urbanos, absorverem sem traumas nem caos, este enorme de veículos novos que estão sendo despejados a mais no trânsito, seja das vias públicas nas cidades, ou até nas rodovias.
Para quem mora em São Paulo, ou ao menos acompanha os noticiários diários, sabe o inferno e a loucura que andar de carro na capital paulistana tem se tornado. Já se calculou o prejuízo que caótico provoca: são mais de R$ 20,0 bilhões anuais.
No Rio de Janeiro, quem nos informa é o Globo online:
O preço que o Rio paga por parar no tempo
O Globo Online
RIO - Parado num engarrafamento, onde só os minutos passam correndo, o carioca não perde apenas tempo, segundo reportagem publicada neste domingo pelo jornal 'O Globo'. De acordo com estudo feito pelo professor de engenharia de transportes da Coppe/UFRJ Ronaldo Balassiano, ao qual os repórteres Cláudio Motta e Fernanda Pontes tiveram acesso, as horas de trabalho desperdiçadas no trânsito das principais vias da cidade, seja ao volante do próprio carro ou dentro dos ônibus, geram um prejuízo que pode chegar a R$ 12 bilhões por ano, o equivalente a 10% do PIB da cidade. O cálculo considera o valor médio da hora trabalhada e os gastos a mais com combustíveis.
Vocês acham pouco ? Então, saibam que apenas nestas duas cidades, os prejuízos causados pelo trânsito no espaço de um ano apenas, é quase o dobro do montante que o Governo Federal pretende investir em 2008 em infra-estrutura em toda a extensão do território nacional. Conclusão: nem no curto tampouco no médio prazos, teremos soluções que ao menos amenizem o prejuízo. A tendência, conclusão óbvia, é continuar aumentando.
E destaca-se ainda que o incentivo governamental para que este aquecimento se mantenha vai permanecer como está. Claro, existem razões políticas e econômicas, com as quais as autoridades tentam se justificar. Contudo, até seria razoável de se entender tais razões se, em contrapartida, houvesse de parte do Poder Público um pouco de ação no campo de se dotar não apenas as cidades, mas também as estradas que cortam o país, de uma capacidade mínima possível de suportar o fluxo cada dia mais intenso.
Ontem, dissemos aqui que também, por conta de apelo para a compra de carros, que não se pode ignorar a falha criminosa das autoridades responsáveis pela fiscalização do trânsito. Muitos prefeitos e vereadores, na tentativa de capitalizarem simpatias e votos junto ao eleitorado, sistematicamente fazem campanha prometendo acabar com o que eles chamam de “indústria da multa”. Retiradas de redutores de velocidade, liberação de limites de velocidade, liberação inconseqüente de estacionamento em vias sem a menor condição para tanto, tudo aliado a falta de critério para concessão de novas habilitações, a falta de condição mínima de um imenso contingente de veículos imprestáveis, vão se juntando a leniência com as leis que servem para tirar das ruas pessoas inaptas, que se consideram donas das ruas e se comportam acima das leis. Já nem sequer apelo ao prejuízo material, e sim ao prejuízo de vidas que são ceifadas aos milhares, afora os sobreviventes que permaneceram inválidos para o restante de suas existências.
Hoje, A Agência Estado publicou uma estatística aterradora: há no Brasil, segundo estimativa do Estudo da VIGITEL, um total de 350.829 motoristas dirigindo diariamente após o consumo de bebida alcoólica. Destacam-se São Paulo, com 40.305, Belo Horizonte com 8.711, Rio de Janeiro com 21.299, Distrito Federal com 7.670, Salvador com 9.681, justamente as que apresenta os maiores congestionamentos, e as que possuem a maior frota. E sabemos o quanto é difícil para as autoridades de trânsito conseguirem punir alguém por conta desta infração. Esquecem-se os que adoraram infringir, as milhares de pessoas que morrem anualmente por conta de acidentes provocados por motoristas embriagados. Neste caso, não apenas o motorista bêbado, que provocou acidente com vítimas fatais, deveria ter sua carteira habilitação apreendida, como também deveria responder a processo por homicídio culposo, e ainda mais importante, cumprir a pena devidamente preso. Não se pode condescender com práticas criminosas. Tal comportamento apenas serve para transformar o país numa terra de selvagens, onde inexiste leis, onde impera a barbárie e a violência é que faz as regras.
Não é tornar a lei severa além do que ela já é. Basta apenas cumpri-la, e isto deve valer para todos. Conscientização de motoristas se faz não apenas com propagandinhas vagabundas, com campanhas incipientes, ou com a adoção de novas regras que, depois de serem notícias, caem no profundo esquecimento. É preciso que haja rigor, e não apenas no trânsito mas em tudo, no cumprimento das leis que servem para tornar a vida de todos melhor e mais segura. É preciso multar, apreender veículos imprestáveis e cassar habilitação de motoristas sem a menor condição de dirigirem um carro.
Pois vamos agora voltar a falar sobre a questão que, de fato, me preocupa em relação a grande venda de automóveis, que é falta de ações públicas, que permite ao grandes centros urbanos, absorverem sem traumas nem caos, este enorme de veículos novos que estão sendo despejados a mais no trânsito, seja das vias públicas nas cidades, ou até nas rodovias.
Para quem mora em São Paulo, ou ao menos acompanha os noticiários diários, sabe o inferno e a loucura que andar de carro na capital paulistana tem se tornado. Já se calculou o prejuízo que caótico provoca: são mais de R$ 20,0 bilhões anuais.
No Rio de Janeiro, quem nos informa é o Globo online:
O preço que o Rio paga por parar no tempo
O Globo Online
RIO - Parado num engarrafamento, onde só os minutos passam correndo, o carioca não perde apenas tempo, segundo reportagem publicada neste domingo pelo jornal 'O Globo'. De acordo com estudo feito pelo professor de engenharia de transportes da Coppe/UFRJ Ronaldo Balassiano, ao qual os repórteres Cláudio Motta e Fernanda Pontes tiveram acesso, as horas de trabalho desperdiçadas no trânsito das principais vias da cidade, seja ao volante do próprio carro ou dentro dos ônibus, geram um prejuízo que pode chegar a R$ 12 bilhões por ano, o equivalente a 10% do PIB da cidade. O cálculo considera o valor médio da hora trabalhada e os gastos a mais com combustíveis.
Vocês acham pouco ? Então, saibam que apenas nestas duas cidades, os prejuízos causados pelo trânsito no espaço de um ano apenas, é quase o dobro do montante que o Governo Federal pretende investir em 2008 em infra-estrutura em toda a extensão do território nacional. Conclusão: nem no curto tampouco no médio prazos, teremos soluções que ao menos amenizem o prejuízo. A tendência, conclusão óbvia, é continuar aumentando.
E destaca-se ainda que o incentivo governamental para que este aquecimento se mantenha vai permanecer como está. Claro, existem razões políticas e econômicas, com as quais as autoridades tentam se justificar. Contudo, até seria razoável de se entender tais razões se, em contrapartida, houvesse de parte do Poder Público um pouco de ação no campo de se dotar não apenas as cidades, mas também as estradas que cortam o país, de uma capacidade mínima possível de suportar o fluxo cada dia mais intenso.
Ontem, dissemos aqui que também, por conta de apelo para a compra de carros, que não se pode ignorar a falha criminosa das autoridades responsáveis pela fiscalização do trânsito. Muitos prefeitos e vereadores, na tentativa de capitalizarem simpatias e votos junto ao eleitorado, sistematicamente fazem campanha prometendo acabar com o que eles chamam de “indústria da multa”. Retiradas de redutores de velocidade, liberação de limites de velocidade, liberação inconseqüente de estacionamento em vias sem a menor condição para tanto, tudo aliado a falta de critério para concessão de novas habilitações, a falta de condição mínima de um imenso contingente de veículos imprestáveis, vão se juntando a leniência com as leis que servem para tirar das ruas pessoas inaptas, que se consideram donas das ruas e se comportam acima das leis. Já nem sequer apelo ao prejuízo material, e sim ao prejuízo de vidas que são ceifadas aos milhares, afora os sobreviventes que permaneceram inválidos para o restante de suas existências.
Hoje, A Agência Estado publicou uma estatística aterradora: há no Brasil, segundo estimativa do Estudo da VIGITEL, um total de 350.829 motoristas dirigindo diariamente após o consumo de bebida alcoólica. Destacam-se São Paulo, com 40.305, Belo Horizonte com 8.711, Rio de Janeiro com 21.299, Distrito Federal com 7.670, Salvador com 9.681, justamente as que apresenta os maiores congestionamentos, e as que possuem a maior frota. E sabemos o quanto é difícil para as autoridades de trânsito conseguirem punir alguém por conta desta infração. Esquecem-se os que adoraram infringir, as milhares de pessoas que morrem anualmente por conta de acidentes provocados por motoristas embriagados. Neste caso, não apenas o motorista bêbado, que provocou acidente com vítimas fatais, deveria ter sua carteira habilitação apreendida, como também deveria responder a processo por homicídio culposo, e ainda mais importante, cumprir a pena devidamente preso. Não se pode condescender com práticas criminosas. Tal comportamento apenas serve para transformar o país numa terra de selvagens, onde inexiste leis, onde impera a barbárie e a violência é que faz as regras.
Não é tornar a lei severa além do que ela já é. Basta apenas cumpri-la, e isto deve valer para todos. Conscientização de motoristas se faz não apenas com propagandinhas vagabundas, com campanhas incipientes, ou com a adoção de novas regras que, depois de serem notícias, caem no profundo esquecimento. É preciso que haja rigor, e não apenas no trânsito mas em tudo, no cumprimento das leis que servem para tornar a vida de todos melhor e mais segura. É preciso multar, apreender veículos imprestáveis e cassar habilitação de motoristas sem a menor condição de dirigirem um carro.
Com planejamento viário e rodoviário e a devida aplicação das leis que disciplinam o tráfego, já se estará indo na direção certa, isto é, fazer do automóvel aquilo que ele realmente é, um meio de transporte, e não uma arma nas mãos de gente sem qualificação. Ou seja, e em resumo: precisamos, sempre e sob quaisquer circunstância, preservar e valorizar a vida. Do jeito que vai, sem ações nem conscientização, ruas, avenidas e rodovias estão se transformando em campos de batalha. Importante destacar, batalha contra a gente mesmo.