Adelson Elias Vasconcellos
Quem assistiu a sessão da CPI dos cartões em que se tentou interrogar o vazador, Zé Aparecido, e o entregador, André Fernandes, pode perceber que, na prática a CPI acabou. Na verdade, ela nasceu morta. Aordem do Planalto para a sua base era que não se deixasse investigar coisa alguma. Claro houve um passo mal dado que foi a história do dossiê, mas nada que pudesse atrapalhar muito, já que a maioria folgadana comissão garantia que a pizza fosse assada sem sustos.
Primeiro é preciso ver que a atual posição não são os xiitas do petê. Tenta-se fazer uma “oposição responsável” que, num país civilizado, até soaria bem. Não em terra brazilis, onde em tempo de petê no poder, tudo é válido. Assim, com uma oposdição sem discurso e muito menos sem ação, fica difícil combater as malvadezas governamentais.
Segundo, porque o foco da CPI seria investigar os excessos de gastos feitos com os tais cartões corporativos, principalmente da corte faraônica que cerca o senhor Luiz Inácio. Como ele precisa manter a aparência de “pobre operário coitado”, então ficaria feio mostrar as vísceras imperiais com que o áulico vive, claro, às custas do restante do país.
Terceiro, abrir a caixa preta da listas de gastos e saques (estes principalmente) feitos com cartões, mostraria ou desvendaria alguns mistérios que permanecem insepultos na república. Mostraria,por exemplo, que o mensalão não morreu.Mostraria gente realizando despesas pessoais com dinheiro público. Mostraria também parte da origem do 1,7 milhão apreendido pela Polícia Federal, em 2006, nas dependências de um hotel em São Paulo, e que serviria como pagamento de um dossiê anti-Serra. E assim por diante. E tudo desagüaria no colo de quem os petistas mais tentam proteger, o poderoso chefão, ao melhor estilo da “Cosa Nostra”.
Diante deste quadro, e, vale repetir, contando com maioria folgada na CPI, de fato, o Planalto não teria porque temer, já que seus capachos faria o servibinho sujo necessário para impedir toda e qualquer investigação que pudesse atingir vossa excel~encia. E foi o que fizeram, e deu no que deu, ou seja, em nada.
Contudo, e várias vezes susgerimos isto à oposição, o resultado até poderia ser outro se a oposição tivesse um pouco mais de ousadia. Seguerimos inúmeras vezes que os oposicionistas simplesmente escolhessem uma das sessões para em massa retirar-se comum discurso de denúncia do que a base alçiada estava fazendo e se dirigissem à Justiça para solicitar quebra de todos os sigilos quantos entendessem fossem necessários, abrisse processo no Ministério Público uma ação investigativa sobre os gastos (saques principalmente), fosse para a mídia e denunciasse à exaustão para toda a sociedade o jogo sujo e desonesto do governo e seus aliados de não se deixarem ser investigados.
Podia até resultar em coisa alguma, mas pelo menos marcariam presença, ocupariam espaço e levantariam suspeitas bastante consistentes sobre o governo e sua base de apoio.
Há uma coleção imensa de ações de corrupção explícita e que sempre os aliados de Lula tentam evitar que elas atinjam seu chefe, apesar de muitas se dão ao lado de sua própria sala de trabalho. Se a prática de corrupção não lhe pode ser imputada, pode ao menos colar a de crime de responsabilidade.
Portanto, até o final deste governo dificilmente a oposição poderá atingir alguém do governo, a menos que reúna provas bem concretas dos crimes que este pratica. Do contrário, será praticamente impossível furar o bloqueio que se formou em torno do todo-poderoso.
O que mais irrita na ação dos partidos de oposição é sua pouca dedicação em marcar presença, sua pouca energia de luta em nome de uma causa, sua pouca disposição para vencer dificuldades. Houvesse, por assim dizer, maior fibra e tenacidade, por certo, não se praticaria tanta bandalheira com dinheiro público, não se chutaria tão violentamente as leis vigentes, e não se desmoralizariam tanto nossas instituições (Congresso principalmente) como se tem feito desde janeiro de 2003.
E é bom que eles que se preparem para o pior. Tivesse um mínimo de inteligência e ação política e, em 2010, poderiam por um fim no reinado do petê. Mas parece que eles não aprendem a lição.
Exemplos ? Notem o caso da prefeitura de SãoPaulo. Uma das eleições mais fáceis para serem conquistadas nas eleições municipais e o que os “destemidos” fazem ? Brugam entre si para, primeiro ressuscitar Marta Suplicy e, segundo, uma força danada para lhe entregar a prefeitura de bandeja. Tudo porque o senhor Geraldo Alckmin não é capaz de ler o seu momento político. Ora, seria fácil manter a aliança com os democratas e apostar as fichas na candidatura Kassab. Barbadíssima.
E, em 2010, Alckmin até poderia escolher ou o governo do Estado ou o senado. No plano federal, então nem se fala. Seria simples. Serra seria o candidato a presidente e Aécio sseria ou o seu vice, que seria amelhor alternativa, ou buscaria o Senado para, em 2014, sair candidato a presidente. Seriam oito anos de poder em Minas, São Paulo e o Governo Federal. E, a depender do próprio governo que Alckimin pudesse fazer, em São Paulo, a partir de 2011, poderia ser ele o suscessor natural de Aécio. Mas começaram mal, comAécio disputando espaço com Serra, e Alckin disputando qualquer espaço de qualquer um. Com tanta fogueira de vaidades perigam acabar em lugar nenhum. Todos eles.
Este tópico serve para mostrar o quanto a oposição continua com uma atuação pífia. E, na medida em vai jogando fora oportunidades e deixando campo aberto, Lula que não é bobo nem nada, vai cumprinda seu papel de vento em popa.
E, da mesma manaeira como a CPI dos cartões não conseguirá avançar em seus pontos mais importantes, a das ONGS, então, nem pensar. E nesta o que não faltam são munições everdadeiras bombas-escândalos para pôr muito picareta e vigarista na cadeia, sem contar a conivência com o governo federal para ação não muito honestas. O caso do Paulinho da Força, é bom que se diga, é apenas um dos muitos casos dos crimes imensos que se praticam com dinheiro público. Sei o quanto será difícil para as oposições conseguirem avançar neste terreno pantonoso, sabendo do imenso aparelhamento de vigaristas que o governo Lula colocou estrat4egicamente em postos chaves da administração gederal. É preciso persistência e inteligência. É preciso, firmeza, ação, garra. É preciso vontade de querer fazer e ir àluta, independente da dificuldade.
O que não podem é permanecerem de braços cruzados chorando peloleite derramado. Em política quem não fizer, dá chances para o adversário fazer e ocupar espaços.
Quem assistiu a sessão da CPI dos cartões em que se tentou interrogar o vazador, Zé Aparecido, e o entregador, André Fernandes, pode perceber que, na prática a CPI acabou. Na verdade, ela nasceu morta. Aordem do Planalto para a sua base era que não se deixasse investigar coisa alguma. Claro houve um passo mal dado que foi a história do dossiê, mas nada que pudesse atrapalhar muito, já que a maioria folgadana comissão garantia que a pizza fosse assada sem sustos.
Primeiro é preciso ver que a atual posição não são os xiitas do petê. Tenta-se fazer uma “oposição responsável” que, num país civilizado, até soaria bem. Não em terra brazilis, onde em tempo de petê no poder, tudo é válido. Assim, com uma oposdição sem discurso e muito menos sem ação, fica difícil combater as malvadezas governamentais.
Segundo, porque o foco da CPI seria investigar os excessos de gastos feitos com os tais cartões corporativos, principalmente da corte faraônica que cerca o senhor Luiz Inácio. Como ele precisa manter a aparência de “pobre operário coitado”, então ficaria feio mostrar as vísceras imperiais com que o áulico vive, claro, às custas do restante do país.
Terceiro, abrir a caixa preta da listas de gastos e saques (estes principalmente) feitos com cartões, mostraria ou desvendaria alguns mistérios que permanecem insepultos na república. Mostraria,por exemplo, que o mensalão não morreu.Mostraria gente realizando despesas pessoais com dinheiro público. Mostraria também parte da origem do 1,7 milhão apreendido pela Polícia Federal, em 2006, nas dependências de um hotel em São Paulo, e que serviria como pagamento de um dossiê anti-Serra. E assim por diante. E tudo desagüaria no colo de quem os petistas mais tentam proteger, o poderoso chefão, ao melhor estilo da “Cosa Nostra”.
Diante deste quadro, e, vale repetir, contando com maioria folgada na CPI, de fato, o Planalto não teria porque temer, já que seus capachos faria o servibinho sujo necessário para impedir toda e qualquer investigação que pudesse atingir vossa excel~encia. E foi o que fizeram, e deu no que deu, ou seja, em nada.
Contudo, e várias vezes susgerimos isto à oposição, o resultado até poderia ser outro se a oposição tivesse um pouco mais de ousadia. Seguerimos inúmeras vezes que os oposicionistas simplesmente escolhessem uma das sessões para em massa retirar-se comum discurso de denúncia do que a base alçiada estava fazendo e se dirigissem à Justiça para solicitar quebra de todos os sigilos quantos entendessem fossem necessários, abrisse processo no Ministério Público uma ação investigativa sobre os gastos (saques principalmente), fosse para a mídia e denunciasse à exaustão para toda a sociedade o jogo sujo e desonesto do governo e seus aliados de não se deixarem ser investigados.
Podia até resultar em coisa alguma, mas pelo menos marcariam presença, ocupariam espaço e levantariam suspeitas bastante consistentes sobre o governo e sua base de apoio.
Há uma coleção imensa de ações de corrupção explícita e que sempre os aliados de Lula tentam evitar que elas atinjam seu chefe, apesar de muitas se dão ao lado de sua própria sala de trabalho. Se a prática de corrupção não lhe pode ser imputada, pode ao menos colar a de crime de responsabilidade.
Portanto, até o final deste governo dificilmente a oposição poderá atingir alguém do governo, a menos que reúna provas bem concretas dos crimes que este pratica. Do contrário, será praticamente impossível furar o bloqueio que se formou em torno do todo-poderoso.
O que mais irrita na ação dos partidos de oposição é sua pouca dedicação em marcar presença, sua pouca energia de luta em nome de uma causa, sua pouca disposição para vencer dificuldades. Houvesse, por assim dizer, maior fibra e tenacidade, por certo, não se praticaria tanta bandalheira com dinheiro público, não se chutaria tão violentamente as leis vigentes, e não se desmoralizariam tanto nossas instituições (Congresso principalmente) como se tem feito desde janeiro de 2003.
E é bom que eles que se preparem para o pior. Tivesse um mínimo de inteligência e ação política e, em 2010, poderiam por um fim no reinado do petê. Mas parece que eles não aprendem a lição.
Exemplos ? Notem o caso da prefeitura de SãoPaulo. Uma das eleições mais fáceis para serem conquistadas nas eleições municipais e o que os “destemidos” fazem ? Brugam entre si para, primeiro ressuscitar Marta Suplicy e, segundo, uma força danada para lhe entregar a prefeitura de bandeja. Tudo porque o senhor Geraldo Alckmin não é capaz de ler o seu momento político. Ora, seria fácil manter a aliança com os democratas e apostar as fichas na candidatura Kassab. Barbadíssima.
E, em 2010, Alckmin até poderia escolher ou o governo do Estado ou o senado. No plano federal, então nem se fala. Seria simples. Serra seria o candidato a presidente e Aécio sseria ou o seu vice, que seria amelhor alternativa, ou buscaria o Senado para, em 2014, sair candidato a presidente. Seriam oito anos de poder em Minas, São Paulo e o Governo Federal. E, a depender do próprio governo que Alckimin pudesse fazer, em São Paulo, a partir de 2011, poderia ser ele o suscessor natural de Aécio. Mas começaram mal, comAécio disputando espaço com Serra, e Alckin disputando qualquer espaço de qualquer um. Com tanta fogueira de vaidades perigam acabar em lugar nenhum. Todos eles.
Este tópico serve para mostrar o quanto a oposição continua com uma atuação pífia. E, na medida em vai jogando fora oportunidades e deixando campo aberto, Lula que não é bobo nem nada, vai cumprinda seu papel de vento em popa.
E, da mesma manaeira como a CPI dos cartões não conseguirá avançar em seus pontos mais importantes, a das ONGS, então, nem pensar. E nesta o que não faltam são munições everdadeiras bombas-escândalos para pôr muito picareta e vigarista na cadeia, sem contar a conivência com o governo federal para ação não muito honestas. O caso do Paulinho da Força, é bom que se diga, é apenas um dos muitos casos dos crimes imensos que se praticam com dinheiro público. Sei o quanto será difícil para as oposições conseguirem avançar neste terreno pantonoso, sabendo do imenso aparelhamento de vigaristas que o governo Lula colocou estrat4egicamente em postos chaves da administração gederal. É preciso persistência e inteligência. É preciso, firmeza, ação, garra. É preciso vontade de querer fazer e ir àluta, independente da dificuldade.
O que não podem é permanecerem de braços cruzados chorando peloleite derramado. Em política quem não fizer, dá chances para o adversário fazer e ocupar espaços.