***** Preços de serviços postais terão reajuste de até 17,6%
BRASÍLIA - Após um período de 21 dias de greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), os serviços postais dos Correios terão reajuste de até 17,6% e médio de 7,9%. Segundo o Ministério das Comunicações, ainda não está decidido quando o reajuste entrará em vigor. Para que isso ocorra, é necessária a publicação de uma portaria pelo ministério.
O assunto será tratado pelo ministro Hélio Costa a partir da próxima segunda-feira. Os percentuais foram calculados pela ECT no início do ano, com base nos custos operacionais da empresa, e submetidos ao Ministério da Fazenda, que autorizou o reajuste. O maior índice de aumento, de 17,6%, será para carta internacional, com destino à Europa. De acordo com a empresa, a carta nacional simples terá reajuste médio de 8,5%.
BRASÍLIA - Após um período de 21 dias de greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), os serviços postais dos Correios terão reajuste de até 17,6% e médio de 7,9%. Segundo o Ministério das Comunicações, ainda não está decidido quando o reajuste entrará em vigor. Para que isso ocorra, é necessária a publicação de uma portaria pelo ministério.
O assunto será tratado pelo ministro Hélio Costa a partir da próxima segunda-feira. Os percentuais foram calculados pela ECT no início do ano, com base nos custos operacionais da empresa, e submetidos ao Ministério da Fazenda, que autorizou o reajuste. O maior índice de aumento, de 17,6%, será para carta internacional, com destino à Europa. De acordo com a empresa, a carta nacional simples terá reajuste médio de 8,5%.
O valor da carta de até 20 gramas passará dos atuais R$ 0,60 para R$ 0,65. A carta comercial terá aumento médio de 10,7% e, na faixa de peso de até 20 gramas, subirá de R$ 0,90 para R$ 1,00. Segundo a ECT, o telegrama de balcão, enviado de uma agência dos Correios, subirá de R$ 5,25 para R$ 5,85. O telegrama fonado, enviado de um telefone, passará de R$ 4,23 a R$ 4,80. E o telegrama pela internet subirá de R$ 3,78 para R$ 4,05.
Os Correios informam que os valores do Sedex não terão aumento, já que foram reajustados em 8,38% em abril. Também não terá reajuste a carta registrada nacional, que permanece em R$ 2,60. Já a carta registrada internacional subirá de R$ 3,50 para R$ 3,60. A ECT e o Ministério das Comunicações procuraram desvincular o aumento dos serviços postais da greve dos funcionários da estatal.
A empresa disse que os índices foram propostos pelos Correios no início do ano e que o reajuste acontece anualmente. A assessoria do Ministério das Comunicações disse que os Correios já tinham uma previsão de aumento de 30% para 73% dos 53 mil carteiros e que o maior problema que levou à paralisação foi o plano de cargos e salários, que voltará a ser negociado entre empresa e trabalhadores.
O acordo que resultou no fim da greve estabelece o pagamento definitivo de abono de 30% sobre o salário-base para 43 mil carteiros da distribuição e coleta externa. Também está previsto o pagamento de um adicional fixo de R$ 260,00 mensais para outros 16 mil funcionários, incluindo motoristas e atendentes de agências dos Correios. A estimativa dos Correios é de que o acerto represente um impacto de R$ 10 milhões mensais no orçamento da empresa.
***** Servidor pode ganhar novo aumento
O Ministério do Planejamento deve encaminhar em agosto, ao Congresso, um projeto que estabelece aumento para os servidores públicos. A proposta deverá ser dividida em duas medidas provisórias; uma para estabelecer o pagamento na forma de subsídios, e a outra, na forma de remuneração tradicional. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) admitiu que a redação já está quase pronta e que deve ser enviada aos parlamentares antes do prazo previsto, que expira em setembro. Ele esclareceu que a decisão de implementação do projeto por meio de medida provisória ainda será tomada pelo presidente Lula em conjunto com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
*****Governo: corte de R$ 3 bi em gastos
O governo vai cortar R$ 3 bilhões no Orçamento Geral da União para conter gastos contra a inflação. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) informou hoje que o corte linear está entre as medidas que também prevê o aumento da taxa de juros para reduzir o consumo. Bernardo também revelou que deve haver um aumento no superávit primário em torno de R$ 14,2 bilhões, além do corte nos orçamentos dos órgãos estatais. O ministro informou que a articulação contra a inflação é uma determinação do presidente Lula. Mas, apesar das medidas contra o consumo, o governo vai continuar preservando os investimentos que estão sendo feitos no Brasil pelo capital estrangeiro.
***** Colômbia: há ‘acordo’ entre Farc e ETA
A Procuradoria Geral da Colômbia confirmou hoje a existência de um "acordo terrorista" entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o grupo separatista basco ETA para cometer atentados e seqüestros. A informação foi anunciada pelo procurador Mario Iguarán que disse que as ligações foram estabelecidas depois de análise do material encontrado em computadores de um acampamento que as Farc bombardearam, em território equatoriano, no dia 1º de março, em que foi morto o número dois das Forças Armadas, Raúl Reyes. Foram encontradas 1.400 correspondências com servidores na Espanha. Autoridades espanholas também confirmaram sobre o pacto terrorista.
O governo colombiano vai entregar ao Conselho de Segurança da ONU as pessoas, entidades e governos, entre eles o do Brasil, suspeitos de financiar narcoterroristas das Farc, que seqüestraram Ingrid Betancourt.
***** Ameaça
Nos Correios, já se fala em nova greve nos próximos 60 dias. A menos, é claro, que o governo honre o acordo assinado esta semana.
Em tempo: é sempre bom lembrar que a greve recente já se deu pelo motivo, isto é, pelo não cumprimento de parte do Governo Federal do acordo firmado no ano passado.
Como sempre afirmamos, este é o governo da mentira, que promete e faz discursos demagógicos, eleitoreiros, mas que depois se “esquece” do que disse e prometera.
***** Oportunista
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tenta faturar prestígio com Ingrid Betancourt, ex-refém dos bandidos das Farc. Mas ele jamais condenou os narcoterroristas que a acorrentaram na floresta por mais de seis anos.
O presidente Lula, tampouco as mulheres e os homens do PT, com ou sem mandato, jamais levantaram a voz para condenar o seqüestro e/ou pedir a libertação de Ingrid Bettancourt. Agora fingem solidariedade.
Portanto, ninguém do Petê ou até mesmo deste governo delinqüente tem a mínima moral para promover”agradinhos” cínicos e falsos em relação a Ingrid Bettancourt.
***** MP acusa ex-presidente do Ibama de má gestão pública
O Ministério Público Federal em São Paulo, ajuizou hoje uma ação civil contra o ex-presidente do Ibama Marcus Barros por má gestão pública. De acordo com a acusação, o ex-presidente contrariou a Política Nacional do Meio Ambiente e um decreto do Supremo Tribunal Federal, ao conceder a licença ambiental de instalação para a transposição do Rio São Francisco, em março do ano passado. O MP alega que Barros tinha consciência da irregularidade sobre a emissão da licença sem a análise dos projetos executivos sobre o assunto e sem realizar audiências públicas para que houvesse a participação da sociedade. Barros negou todas as acusações e disse que trabalhou “dentro da constitucionalidade”.
O que o Ministério Público não é “culpar” paus-mandados: Barros apenas “facilitou” as ordens recebidas do andar de cima. Este projeto de Transposição do São Francisco está “viciado” de atropelos desde o início. A turma do IBAMA é apenas a ponta mais frágil do esquema.
***** Polícia mata 649 em confrontos entre janeiro e maio, diz ISP
Entre janeiro e maio deste ano, a polícia fluminense matou 649 pessoas no que chamam de "confrontos ou autos de resistência", segundo divulgou ontem o Instituto de Segurança Pública (ISP).
Esse número é 47,16% maior do que o número de mortos nos cinco primeiros meses de 2006, último ano do governo Rosinha Matheus. Em 2007, primeiro ano do governo Cabral, foram 586 mortos também de janeiro a maio, o que significou aumento de 10,75%. De abril para maio, o crescimento foi de 144 para 147 mortes (2,98%).
"Esse aumento é o resultado direto da política que estimula o assassinato. Quando os responsáveis pela política de segurança dizem que o número de mortes é um estresse necessário, as forças policiais se sentem à vontade para cometer abusos.
É uma carta branca que eles têm para atirar primeiro e perguntar depois", diz o cientista social Geraldo Tadeu Monteiro, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS).
Entre os crimes que registraram maior aumento porcentual, quando comparados com o mesmo período do ano anterior, estão extorsão (com mais 28,9%, 158 casos), latrocínio (com mais 20,8%, 15 vítimas) e roubo a transeunte (com mais 18,5%, 4.321 casos).
Já entre os delitos que tiveram maior redução porcentual estão roubo a residências (com menos 19,1%, 132 casos), roubo de veículo (com menos 18,2%, 2.638 casos), estupro (com menos 9,5%, 57 vítimas) e homicídio doloso (menos 9,25%, 219 vítimas).
O levantamento do ISP mostrou ainda a queda da chamada atividade policial. Houve menos apreensões de drogas nos primeiros cinco meses de 2008, em relação ao mesmo período de 2007 (menos 6,2%, 272 registros), menos apreensões de adolescentes infratores (menos 6,3%, 51 registros) e menos armas apreendidas (menos 11%, 531 registros).
Houve aumento dos cumprimentos de mandados de prisão (10,3%, 422 mandados) e de prisões em flagrante (0,9%, 58 registros). "São vários os argumentos de que essa política é ineficiente. Há o argumento moral: o Estado não tem o direito de matar. E há o argumento pragmático: a polícia mata um bocado de gente, mas os índices de segurança não melhoram", diz o pesquisador.