Adelson Elias Vasconcellos
Quando o tucano Geraldo Alckmin se intrometeu na sucessão à Prefeitura de São Paulo, o criticamos duramente. Com seu gesto tresloucado, estava quebrando uma aliança que vem dando certo e cujos resultados aparecem positivos para a maioria da população da cidade de São Paulo.
Antes disso, sabia-se que Alckmin seria o sucessor natural de Serra no Palácio Bandeirantes nas eleições de 2010.
Tanta quanto já fizera na eleição presidencial de 2006, Alckmin jogou no lixo todo o bom senso e, amparado por uma campanha ridícula, acabou levando um banho, principalmente no segundo turno. Mas parece na haver aprendido a lição.
Agora, com a campanha praticamente se encerrando, já se tem claro a tendência do eleitorado: Kassab, cuja administração goza de excelente conceito além dele próprio ter o menor índice de rejeição dentre os principais candidatos, já dispara 8 pontos à frente de Alckmin e, na comparação de um provável segundo turno com Marta Suplicy, já abre uma vantagem nada desprezível de 5 pontos.
Sendo assim, o castigo para o tucano não poderia ser pior: a não acontecer nenhum terremoto capaz de mudar as atuais tendências, Alckmin ficará fora de um provável segundo turno. Só não se diga que há alguma injustiça neste provável resultado.
A intromissão inoportuna, colocando em risco uma parceria vitoriosa entre tucanos e democratas, não poderia ser bem vista pelo eleitorado. Ora, como Alckmin poderia querer apoio incondicional de sua bancada partidária, sabendo-se que a prefeitura é administrada também por tucanos? Como aceitar que Alckmin seja “oposição” ao próprio partido? Como entender que ele queira derrotar a administração que ele próprio ajudou a construir? A população de São Paulo, convenhamos, tem cultura e informação suficientemente elevadas para “engolir” esta “oposição” alquimista!
Vê-se agora, conforme a tendência apontada pela pesquisa do DATAFOLHA, o quanto erraram os estrategistas desta aventura maluca. Erraram uma vez ao embalar uma candidatura que dividia um mesmo eleitorado, dando asas à Marta Suplicy que, não fosse por isso, muito provável que sequer entrasse na disputa. E erraram a mão uma segunda vez pela campanha ridícula de apresentar um Alckmin como oposição a administração em parceria de seu próprio partido com o DEM de Kassab. E até poderia citar um terceiro erro, de falha de leitura: enquanto a administração era bem avaliada, Marta Suplicy era a que detinha o maior índice de rejeição no eleitorado, fruto de sua desastrada administração. Ora, como se poderia entender que Alckmin em nenhuma vez sequer tenha “atacado” a petista, optando por se opor a um parceiro de seu partido cuja administração gozava de muito bom conceito ?
Pode ser que Geraldo Alckmin agora aprenda a lição. Será ?
Quando o tucano Geraldo Alckmin se intrometeu na sucessão à Prefeitura de São Paulo, o criticamos duramente. Com seu gesto tresloucado, estava quebrando uma aliança que vem dando certo e cujos resultados aparecem positivos para a maioria da população da cidade de São Paulo.
Antes disso, sabia-se que Alckmin seria o sucessor natural de Serra no Palácio Bandeirantes nas eleições de 2010.
Tanta quanto já fizera na eleição presidencial de 2006, Alckmin jogou no lixo todo o bom senso e, amparado por uma campanha ridícula, acabou levando um banho, principalmente no segundo turno. Mas parece na haver aprendido a lição.
Agora, com a campanha praticamente se encerrando, já se tem claro a tendência do eleitorado: Kassab, cuja administração goza de excelente conceito além dele próprio ter o menor índice de rejeição dentre os principais candidatos, já dispara 8 pontos à frente de Alckmin e, na comparação de um provável segundo turno com Marta Suplicy, já abre uma vantagem nada desprezível de 5 pontos.
Sendo assim, o castigo para o tucano não poderia ser pior: a não acontecer nenhum terremoto capaz de mudar as atuais tendências, Alckmin ficará fora de um provável segundo turno. Só não se diga que há alguma injustiça neste provável resultado.
A intromissão inoportuna, colocando em risco uma parceria vitoriosa entre tucanos e democratas, não poderia ser bem vista pelo eleitorado. Ora, como Alckmin poderia querer apoio incondicional de sua bancada partidária, sabendo-se que a prefeitura é administrada também por tucanos? Como aceitar que Alckmin seja “oposição” ao próprio partido? Como entender que ele queira derrotar a administração que ele próprio ajudou a construir? A população de São Paulo, convenhamos, tem cultura e informação suficientemente elevadas para “engolir” esta “oposição” alquimista!
Vê-se agora, conforme a tendência apontada pela pesquisa do DATAFOLHA, o quanto erraram os estrategistas desta aventura maluca. Erraram uma vez ao embalar uma candidatura que dividia um mesmo eleitorado, dando asas à Marta Suplicy que, não fosse por isso, muito provável que sequer entrasse na disputa. E erraram a mão uma segunda vez pela campanha ridícula de apresentar um Alckmin como oposição a administração em parceria de seu próprio partido com o DEM de Kassab. E até poderia citar um terceiro erro, de falha de leitura: enquanto a administração era bem avaliada, Marta Suplicy era a que detinha o maior índice de rejeição no eleitorado, fruto de sua desastrada administração. Ora, como se poderia entender que Alckmin em nenhuma vez sequer tenha “atacado” a petista, optando por se opor a um parceiro de seu partido cuja administração gozava de muito bom conceito ?
Pode ser que Geraldo Alckmin agora aprenda a lição. Será ?
Abaixo, a notícia da Folha sobre a pesquisa que acima comentamos.
Kassab abre vantagem sobre Marta no 2º turno
O prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), assumiu, pela primeira vez, a liderança de um eventual segundo turno contra a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Segundo o Datafolha, Kassab teria 49% dos votos contra 44% de Marta se as eleições fossem hoje.
Da semana passada para cá, a vantagem de Kassab sobre Marta subiu de um para cinco pontos. Na pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26, o cenário era de empate técnico: 47% a 46%.
Em agosto, Marta tinha 20 pontos de vantagem sobre Kassab: 55% a 35%.Em um eventual segundo turno entre Geraldo Alckmin e a petista, o tucano também venceria, por 49% a 44%. Na semana passada, os dois estavam tecnicamente empatados. Ele tinha 48% contra 45% dela.
Em um cada vez mais remoto segundo turno, Kassab derrotaria Alckmin por 46% a 41%. Na pesquisa anterior, o tucano estava numericamente à frente (44% a 42%).
Pela pesquisa, o prefeito herdaria 72% dos eleitores de Alckmin e Marta ganharia 18%. Já o tucano receberia 76% dos votos de Kassab e a candidata do PT, 17%.
Ainda segundo o Datafolha, o índice de rejeição aos candidatos se manteve no mesmo patamar da semana passada. Marta tem 35% e Kassab 21%, enquanto Alckmin sofre rejeição de 17%, um a menos do que na semana passada.
Kassab se isola em segundo com 8 pontos sobre Alckmin
Marta lidera com 35% das intenções, contra 27% do prefeito e 19% do tucanoSegundo o Datafolha, 49% dos paulistanos aprovam a atual administração, 13% a consideram ruim ou péssima e 36%, regular
A cinco dias das eleições, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) abre oito pontos de vantagem sobre o adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, e assume a segunda colocação na disputa pela Prefeitura de São Paulo, revela o Datafolha.Kassab está oito pontos atrás da ex-prefeita Marta Suplicy.
Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem, a petista lidera a corrida com 35% das intenções de voto. Kassab tem 27% e Alckmin conta com 19% da preferência.Em comparação com a pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26, a vantagem de Kassab sobre Alckmin passou de quatro para oito. Antes com 24%, Kassab ganhou três pontos. Alckmin, por sua vez, oscilou de 20% para 19%.
Como Marta sofreu oscilação negativa de dois pontos, sua vantagem sobre Kassab caiu de 13 para oito pontos. O Datafolha ouviu 1.954 eleitores.Diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino afirma que "Kassab polarizou a disputa com Marta". Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, essa é a primeira vez que Kassab se descola de Alckmin.
"Kassab assumiu a segunda posição fora da margem de erros. Se a eleição fosse hoje, Kassab disputaria o segundo turno com Marta", afirmou Paulino.Segundo o Datafolha, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) conta com 7% das intenções de voto, e Sonia Francine, a Soninha (PPS), com 4%.
A pesquisa mostra que Marta teria 38% dos votos válidos. Kassab atingiria 29% e Alckmin, 20%. Para o resultado oficial da eleição, a Justiça leva em conta os votos válidos, excluídos brancos, nulos e abstenções. Já o Datafolha excluiu também os indecisos.
Pelos números da pesquisa, Kassab começa a "roubar" votos de Marta. Entre eleitores de 16 a 24 anos, por exemplo, a petista perdeu nove pontos, caindo para 35%. Kassab herdou oito, chegando a 27%.
Ainda segundo o Datafolha, o índice de aprovação da administração Kassab é de 49%. O percentual dos que classificam seu desempenho ruim ou péssimo passou de 15% para 13%, enquanto 36% avaliaram a gestão como regular.Da semana passada para cá, Kassab subiu três pontos na pesquisa espontânea -realizada antes da apresentação dos nomes dos candidatos-, passando de 19% para 22%. Marta oscilou de 29% para 28% e Alckmin se manteve com 14%.
Segundo a pesquisa, 16% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto. Entre os eleitores de Alckmin, 19% admitem rever a posição, sendo que 9% optariam por Kassab e 5% por Marta. Dos eleitores de Kassab, 14% podem mudar: 9% votariam em Alckmin; enquanto Marta herdaria 4%.A chegada de Kassab ao segundo lugar exige do PSDB uma ginástica para evitar que os ânimos se acirrem no segundo turno. O próprio governador José Serra tem pedido que tucanos tranqüilizem os alckmistas mais inflamados.Mais da metade -52% dos eleitores- diz que Serra deve apoiar Alckmin. De julho para cá, a taxa caiu 11 pontos. No período, subiu de 24% para 36% o percentual dos que defendem o apoio de Serra a Kassab.