quarta-feira, novembro 25, 2009

ENQUANTO ISSO...

Comentando a Notícia

Telebras é alternativa para ampliar acesso de banda larga
Laryssa Borges, Redação Terra

Como alternativa para ampliar o sistema de banda larga no Brasil, o governo voltou a discutir nesta terça-feira mecanismos que permitam a reativação da estatal Telebras como empresa para funcionar como gestora de uma rede de internet de alta velocidade alternativa à hoje controlada pela iniciativa privada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu nesta tarde com oito ministros e com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, estuda como a empresa poderia incorporar os atuais 16 mil quilômetros de redes de fibras ópticas da Eletronet (empresa criada a partir da associação da americana AES e da Eletrobrás), possivelmente utilizando infovias (linhas digitais de tráfego de dados eletrônicos) de outras estatais, como a Petrobras e Furnas.

O Plano Nacional de Banda Larga, que deve ser instituído por decreto presidencial, não tem consenso dentro do governo e uma nova reunião deverá ser agendada para dentro de três semanas.

Preliminarmente, estão em análise dentro do governo possibilidades como a desoneração de aparelhos utilizados nos serviços de banda larga e um escalonamento da ampliação do uso de internet de alta velocidade com perspectivas específicas para 2010, 2012 e para a ampliação da rede de comunicação em 2014, durante a Copa do Mundo de futebol.

Nesta tarde, o Ministério das Comunicações chegou a anunciar que o ministro Hélio Costa apresentaria na reunião com Lula uma proposta com metas de ampliar, por exemplo, para 30 milhões o volume de acessos fixos individuais no Brasil e atingir até 2014 o patamar de 60 milhões de acessos banda larga móvel, entre terminais de voz e dados. As informações de Costa, no entanto, não foram externadas no encontro.

O assessor do presidente, César Alvarez, e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, divulgaram ao governo as linhas gerais do plano de banda larga, mas o próprio presidente pediu mais detalhes sobre a proposta, como o valor necessário para a implementação do projeto e possíveis fontes de recurso.

Por ora, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, diz não haver decisão sobre um eventual papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nas discussões.


Enquanto isso...

Brasil tem o 5º maior número de telefones do mundo
O Globo

RIO - O Brasil tem o quinto maior número de linhas telefônicas do mundo, 4,4% do total de telefones fixos e móveis existentes no planeta, e é o primeiro no ranking da América Latina, de acordo com pesquisa da consultoria Everis, de negócios, tecnologia da informação e outsourcing, que engloba dados de 49 países.

Segundo o estudo, o Brasil encerrou o ano passado com 41,1 milhões telefones fixos e 150,6 milhões de celulares. São cerca de 191,8 milhões de linhas, quase a população do Brasil, atualmente em 192.082.193 de habitantes.

No ranking geral, o primeiro lugar é ocupado pela China, com 999,6 milhões de linhas telefônicas, seguido pelos Estados Unidos, com 421,8 milhões, Índia, com 384,8 milhões e Rússia, com 232,1 milhões. Já os últimos lugares são ocupados, em boa parte, por países latino-americanos, como Paraguai, com 6,2 milhões, Bolívia, com 5,5 milhões e Uruguai, com apenas 4,5 milhões de linhas telefônicas. Apesar dos baixos números apresentados, esses países estão entre os que apresentaram maior crescimento de linhas, respectivamente, 20,9%, 40,3% e 12,5%.

"A telefonia móvel está em rápida expansão em todo o mundo. Os menores ritmos de crescimento apresentados por alguns países são explicados pelo fato de já existir um elevado número de linhas", afirma em nota Teodoro López, vice-presidente da Everis Brasil.

"Além disso, aqui se observa uma relação inversa entre PIB e renda e o crescimento no número de linhas: os cinco países com maior crescimento em telefonia móvel no período 2004 - 2008 (Bangladesh, Vietnã, Nigéria, Índia e Quênia) estão entre os mais pobres analisados pelo estudo", acrescenta.

No final de 2008, havia mais de 3,212 bilhões de linhas telefônicas móveis no mundo, um aumento de 18,5% em relação ao ano interior. A China mais uma vez é o país com mais celulares, com 634 milhões, seguida da Índia (346,9 milhões), Estados Unidos (270,5 milhões) e Rússia (187,5 milhões). Entre os países latino-americanos, Uruguai, Peru e Colômbia foram os que tiveram maior expansão no período analisado, com crescimento médio anual de 55,5%, 50,4% e 41,2, respectivamente.

Quanto aos preços, a diferença entre fixo e móvel é de 25% no Braisl e na Colômbia. Além disso, em seis de cada 10 países pesquisados o custo do móvel supera esse patamar em relação ao fixo. O Equador é o caso mais extremo, com o celular custando 700% a mais do que o fixo, seguido por Venezuela, onde a linha móvel é 253% mais cara que a fixa, e Argentina, com 160%.

No entanto, a América Latina não tem apenas países com custo alto de telefonia móvel. No ranking de países das linhas móveis mais baratas, encontram-se Bolívia, com linhas móveis 74% mais baratas que as fixas, Chile e Peru com 50%, México com 33% e Paraguai, com linhas móveis com preços 21% mais atrativos que a telefonia convencional.


***** COMENTANDO A NOTICIA:
No próximo post,  comentaremos, em um artigo específico, as conseqüências deste estatismo redivivo. Mas é preciso deixar claro uma coisa: a privatização da Telebrás foi uma das maiores conquistas sociais que o povo brasileiro pode viver nos últimos anos. Quiçá do mundo.

A Telebrás foi uma holding que controlava várias prestadoras de serviços telefônicos que atuavam nas unidades federativas do Brasil e a primeira operadora de longa distância (Embratel). A empresa estatal foi criada em 1972 no auge do regime instituído pelo golpe de 1964. Sua incumbência foi centralizar as empresas de telecomunicações concessionárias de serviços públicos no Brasil. E, como toda a estatal, representou mais atrasos do que avanços e progresso ao país. Ao seu tempo, telefone aqui era artigo de luxo, e a obtenção de uma linha se tornava mais rápida se obtida no mercado negro, tendo alcançado cerca de dois mil dólares e até mais.

O Sistema Telebrás foi privatizado no dia 29 de julho de 1998, e pelo modelo adotado, a exploração do mercado passou a ser feita por inúmeras companhias, estabelecendo-se uma competição que nos levou a ser o 5° maior país em número de linhas no mundo. Hoje, você compra um telefone no supermecado enquanto faz a sua compra do mes. Em qualquer esquina há revendores autorizados, e os modelos oferecidos representam o que há de mais avançaçado em tecnologia. E nem é preciso dizer o quanto tanta tecnologia representou para o uso maciço da internet no país inteiro. E isto só nos foi possível graças justamente à demonizada privatização contra a qual Lula e os petistas se insurgirtam  num movimento de boicote colossal.

Da mesma forma, em todas outras privatizações, quem ganhou foram os brasileiros, porque foi a partir delas, ao lado de outras medidas, programas e realizações que o Brasil alcançou a modernidade e estabilidade econômica.

Voltar para trás representa dizer abraçar-se a um retrocesso que só nos levará ao atraso. Está na hora do brasileiro dizer aos seus governantes o que realmente desejam. E, dentre as principais exigências, por certo, não será jogar no lixo as nossas maiores conquistas. O brasileiro,no fundo, deseja manter-se livre. E, seguir a cantilena petista, por certo, não nos garantirá a manutenção desta liberdade, pelo contrário...