quarta-feira, novembro 25, 2009

Os tentáculos do estatismo se espalham

Adelson Elias Vasconcellos

Não é de hoje que estamos alertando para o perigoso estratagema do governo Lula de ampliar e alargar seus tentáculos sobre a atividade econômica. Ao invés, como seria correto, de agir como regulador e fiscalizador, o governo Lula deu para bancar um agente ativo, ampliando e ressuscitando estatais, por entender que o Estado, na sua visão, seja mais competente do que a iniciativa privada. Na verdade, e daí nosso alerta, sempre que países adotam esta interferência com maior presença na atividade econômica, é tendência que, com o passar do tempo, estas gigantes acabam desarmonizando a atividade, tornando-se ineficientes, gerando déficit monstruosos que o Tesouro é chamado a cobrir e, em conseqüência, acabam desequilibrando as contas públicas. Sem falar que tais empresas, por sua ineficiência endêmica, acabam tornando-se meros cabides de empregos para abrigar improdutivos afilhados de políticos inescrupulosos.

Já comprovei aqui, mas sempre vale repetir: já vimos este filme várias vezes e, sabemos que o fim é sempre o mesmo. O inchaço descabido do Estado, como se atualmente o estado brasileiro já não fosse paquidérmico o bastante para a sociedade, leva a um desequilíbrio fiscal terrível, e neste sentido, mesmo que lenta e imperceptivelmente, vai fornecendo campo para o retorno da inflação, praga da qual a muito custo nos livramos mas, ao que parece, a turma do Lula ainda não aprendeu a lição.

E talvez não tenha aprendido e volte a insistir em incorporar o mesmo figurino porque, de um lado, não foram eles que pagaram o preço político para exterminar a praga. E,por outro lado, por esta bomba relógio não irá estourar no colo dos iluminados.

Dentro desta linha cretina de governar, Lula agora sonha em ressuscitar para a estatal Telebrás, já agonizante na bacia das almas, e tão triste atuação enquanto esteve entre nós.

Enquanto atuou, como resultado de sua ineficiência, muitos brasileiros ainda lembrarão, telefone no Brasil era produto de luxo. As empresas o contabilizavam como ativos, e a obtenção de uma linha obrigava aos pretendentes uma via crucis dolorosa, quando não se precisava apelar para o mercado negro.

Privatizada contra toda a ação terrorista praticada pelo PT e seus aliados atrasados, o Brasil, que estava na rabeira no ranking de números de telefones por 1.000 habitantes, simplesmente se tornou o 5° país do mundo em números de telefones. Hoje, você adquire uma linha de celular no supermercado, e somando-se telefones e celulares, já temos mais de um telefone por habitante.

Quando Lula e seu Petê de atraso, de ignorância, de má fé, se debatem ainda hoje contra o programa de privatizações, de forma cafajeste, não tocam na a privatização da Telebrás, o quanto isto trouxe de benefícios para o povo brasileiro, não apenas pela socialização do uso de um meio de comunicação rápida e barata, mas em volume de investimentos, em tecnologia e geração de empregos e renda. Isto os malandros simplesmente sonegam quando atacam as privatizações.

Agora, chegado o momento de ampliar a banda larga que só se tornou possível entre nós graças a própria privatização da Telebrás no governo FHC, de novo, eles querem repetir a dose do atraso.

Ao invés de modernizar a agência reguladora das Telecomunicações para que essa fosse a gestora e fiscalizadora da atividade, criada especialmente para o exercício destas funções, ocupadas com profissionais técnicos competentes, os profetas do atraso querem criar ou melhor, recriar a Telebrás para, a exemplo do que já fizeram em outros órgãos e agências, aparelhar com a colocação dos sindicalistas incompetentes, irresponsáveis, desqualificados e vagabundos, paridos no sindicalismo marrom das centrais sindicais, verdadeiros centros e antros de sanguessugas e gigolôs dos trabalhadores do pais.

Ah, diriam alguns, mas se o povo quer assim, o que se pode fazer? Bem, aí é que está: o fato do povo querer esta politicalha, não significa que esteja certo. E tanto não está que, conforme informamos, 60% da população brasileira, o suficiente para eleger qualquer presidente, bom ou ruim , não importa, sequer abriu um livro na vida. Vivendo nas trevas da ignorância, sem a menor informação decente que o liberte, vocês acham que escolher a estatização da economia, novamente, é sinal de inteligência? De modo algum, certo? A verdade, senhores, é que o povo brasileiro, a maior parte ao menos, vive no inferno, mas não sabe disso, sequer tem consciência de que o outro mundo possível, é bem diferente daquele que as esquerdas idealizam: nele, o conhecimento, a informação, a moral e todos os seus valores de aprimoramento da raça humana, quando reunidos numa só embalagem, formam a chave da liberdade, a mesma liberdade que as esquerdas querem negar, sem confessarem,ée claro.

Assim, apesar da privatização ter nos colocado no topo da tecnologia, apesar de ter trazido progresso e bem estar para o Brasil, se os 60% de iletrados preferem escolher o inferno do atraso e as trevas da ignorância, a escolha é deles. E o preço a pagar também.

Portanto, vale repetir o final de um outro artigo feito sob o mesmo tema: continuísmo, no caso de elegerem um programa mentiroso, só existente no papel e iluminado pela propaganda, representa escolher jogar no lixo nossas conquistas e as luzes que a liberdade nos trouxe. Sendo assim, não estamos ainda preparados, suficientemente,para tê-la. Precisaremos recomeçar do ponto inicial, com a diferença que os grilhões do atraso e misséria moral nos prenderão sem prazo certo para reconquistar o tivemos e não soubemos preservar. O caminho que as esquerdas, Lula, PT e seus assemelhados nos oferecem é  de pura escuridão.

O estatismo redivivo, marquem bem, vai nos jogar de volta a um passado que desejaríamos vê-lo morto e enterrado, porque para esta gente, o preço que se paga para mantê-los no poder, é entregar a eles o direito deles escolherem  por nós, e eles jamais sacrificarão o poder alcançado em troca da nossa liberdade.