quinta-feira, dezembro 31, 2009

Manobra fiscal engordará saldo primário do setor público

Comentando a Notícia


No texto da Reuters News, mais um exemplo da propensão que o governo Lula tem pela vigarice. Manipulam-se dados e estatísticas, aplicam-se manobras de puro artificialismo para engordar números que possam demonstrar melhor eficiência pela administração federal.

É vergonhoso que governantes adotem a prática do engodo para se mostrarem melhores perante a opinião pública. E por uma razão bastante simples: a realidade, cedo ou tarde, com ou sem manipulação, acaba se impondo. Não tem jeito. Não resolve o governo ficar enfiando goela a baixo um PAC monstruoso, com realizações soberbas se, a realidade do dia a dia, desmascara de forma inconteste.

De que vale ufanar-se na propaganda de haver investido tantos milhões em tantos mil quilômetros de recuperação de rodovias se, ao andar pelas estradas brasileiras, a primeira pergunta que se impõem é: aonde foi parar o dinheiro, se as estradas estão piores do que antes? Ou então, ao entrar num hospital público, vemos gente esperando horas por atendimento de urgência deitados no chão, nos bancos! Ou gente morrendo por falta de atendimento sem conseguir sequer entrar nos hospitais! Ou, ao confrontarmos exames de avaliação de alunos brasileiros em provas internacionais, perceber que a qualidade de ensino nos empurrar para os últimos e piores lugares!

Perguntem a qualquer empresário que se utilize dos portos brasileiros para importar ou exportar, o calvário que precisa enfrentar para conseguir desembaraçar os produtos que adquiriu ou vendeu!

Assim, esta mania de manipular para ludibriar, serve apenas como cortina de fumaça para encobrir o mau governo. Retire-se a maquiagem e o resultado logo aparece. No caso do superávit primário chega a ser espantoso: de nada vale dizer que aumentou a economia para pagar a dívida pública, se ao se ver seus números a gente percebe que só tem aumentado, podendo comprometer a capacidade futura do governo federal em manter seu nível de investimentos, estes sim, indispensáveis para o crescimentos sustentável do país.

Aliás o texto do Estadão no post seguinte vale a leitura por, justamente, demonstrar o quanto medidas artificiais, de pura imagem, são inúteis diante da realidade visível de que as contas públicas, estão sim, num lento e perigoso processo de deterioração.E, na hora de se avaliar a eficiência de uma administração federal, é a realidade que conta, não a maquiagem que se usa para ocultá-la. A Mentira sempre foi um péssimo método de se governar qualquer coisa.

A seguir, o texto da Reuters News, informando-nos sobre mais esta molecagem da turma do Planalto.

Uma Medida Provisória (MP) publicada nesta quarta-feira autoriza o governo a vender ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) os dividendos que tem a receber de empresas estatais.


A autorização, na prática, abre espaço para que o BNDES adiante pelo menos R$ 5,2 bilhões em dinheiro para a União. O Tesouro informou que parte desses recursos serão pagos já na quinta-feira, engordando o resultado fiscal de 2009.


O subsecretário de Política Fiscal do Tesouro, Marcus Aucélio, afirmou que quase a totalide dos dividendos que a União tem a receber são da Eletrobrás.


A estatal reteve dividendos nas décadas de 1970 e 1980 para a realização de investimentos. A direção da empresa já afirmou que trabalha para realizar os pagamentos, mas isso ainda não ocorreu.


Nesta manhã, o Banco Central (BC) informou que nos últimos 12 meses até novembro, o setor público registrou um superávit primário equivalente a 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para 2009 é equivalente a 2,5% do PIB, saldo que pode cair a até 1,56% do PIB se o governo abater das contas gastos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a previsão do BC é que País encerre o ano com um superávit primário em torno de 2%.