quinta-feira, dezembro 17, 2009

Muito discurso prá pouco governo.

Adelson Elias Vasconcellos

Conforme prometemos, a partir do post seguinte, publicaremos uma série de reportagens e artigos que põem por terra toda a farsa de Lula e petistas, sobre o Brasil que eles dizem governar desde 2003.

Com sete anos de poder, se não seriam suficientes para corrigir todos os males, dava tempo de sobra para mudar a cara do país. Lula, apesar do discurso e da propaganda está o Brasil apenas na forma, no institucional, e o faz da forma mais degradante, mais deprimente possível.

O Legislativo se tornou desacreditado, decrépito, com total ausência de princípios, virou uma casa de tolerância. O condomínio de partidos que Lula montou para “permitir” governabilidade, resultou numa aliança espúria, feita com o que há de mais retrógrado, de mais danoso em termos éticos, com os maiores bandidos da política brasileira.

Resultado: o Legislativo nunca andou tão a reboque do Executivo quanto nesta legislatura, mas, em compensação, aliás, em má compensação, nunca o povo brasileiro foi tão pessimamente representado no Congresso como agora. O que deputados e senadores aprontaram de safadezas, pilantragens, fisiologismo, bandalheira foi algo jamais visto na nossa história republicana.

A consequência desta orgia, onde cargos, verbas e propinas foram moedas de troca em tempo integral, foi termos jogado no lixo a rica oportunidade de imprimir as reformas tão indispensáveis quanto urgentes para destravar o desenvolvimento do país.

Até o princípio deste ano, por outro lado, o Judiciário ainda gozava de certa reputação, prestígio e credibilidade. Porém, decisões polêmicas foram minando este capital e hoje o STF encontrar-se precisa encontrar-se consigo mesmo para recuperar o que perdeu. A última pantomima sobre a abominável decisão sobre a manutenção da censura. E mais pelas “justificativas” dos votos” de alguns ministros, do que propriamente pela censura em si, que já seria escandalosa.

Mas o que impressiona negativamente na atuação de Lula e petistas no poder foi o brutal aparelhamento do Estado e tentativa de usar sua estrutura em favor de um partido político. Isto é um verdadeiro crime, uma traição sem pudores e sem limites. A consequência, e isto vai se ver na herança maldita que será empurrada para os ombros do próximo governo, independente de ser alguém da oposição ou do próprio governo, foi o comprometimento assassino com o equilíbrio fiscal das contas públicas, em razão da gastança desenfreada em despesas permanentes e sem resultados.

Exemplo do descalabro foi a criação da tal TV Pública, que custará aos cofres públicos cerca de 700 milhões anuais. E ela marcou a tendência estatizante que, em passado recente, custou muito caro ao país. O governo Lula parte do princípio que apenas o Estado é capaz de realizações em favor da população. O mercado só pensa em lucro. Nada mais falso. Falta ao governo convencer-se do real papel.

Assim, seja na infraestrutura, com rodovias, ferrovias, energia elétrica e até telecomunicações, o governo tenta ressuscitar a qualquer custo o modelo implantado pela ditadura militar. Ao invés de atrair capital e, através das agências reguladoras, fiscalizar o mercado, prefere ser o agente ativo a criar tentáculos cada vez em maior número sobre a economia do país. Ignora completamente que o Brasil chegou a estabilidade e pode surfar nas ondas das crises internacionais com relativa tranquilidade graças ao modelo em vigor e que ele recebeu pronta e regulado pelo governo anterior.

Este modelo de “Estado máximo” é uma farsa. No fundo, teremos empresas custando os olhos da cara do contribuinte, gerando verdadeiros cabides de empregos para o sindicalismo botocudo e atrasado, incompetente e inepto, que sugarão os recursos que deveriam carrear para investimentos para cobrir rombos orçamentários cada vez mais gigantescos. O resultado é a exaustão do Estado na sua capacidade de investir, com crescente déficit orçamentário, gerando crescente dívida pública, provocando desestabilidade das contas públicas e trazendo de volta o monstrengo da inflação. O resultado final, e nós assistimos há bem pouco tempo, é a estagnação econômica durante longos e penosos 25 anos. Quem sofre e quem ganha? Bem, perde o país o país como um todo, porque até os mais ricos verão seus patrimônios definharem. Mas, certamente, são os menos favorecidos quem acabarão pagando a conta.

E o pouco de conquistas sociais obtidas nos últimos 15 anos serão jogadas no lixo.Certa vez, Lula referindo-se ao ex-presidente Fernando Collor disse que ele havia perdido uma grande oportunidade de encaminhar o país para a modernidade. Isto, recentemente, o próprio Collor acabou admitindo. Mas não foi apenas Collor quem jogou fora a oportunidade que teve, Lula também.

Reparem: Lula recebeu um governo arrumado, com as contas públicas, equilibradas, com programas sociais implantados, com a dívida externa equacionada, com inflação dominada, além de políticas nas áreas de educação e saúde, reconhecidos mundialmente como de excelência, com programas de investimentos em andamento e projetos já agrupados por setores.

Viveu todo um o primeiro mandato e metade do segundo no período de maior bonança econômica da economia mundial. Foram seis anos de puro céu de brigadeiro. Com o capital político com que assumiu em 2003, poderia ter encaminhado o Brasil para conquistas muito mais amplas, poderia ter simplesmente dado continuidade em todos os fundamentos recebidos, e aprofundado nas reformas que o país que ainda precisa fazer, assegurando para todos um desenvolvimento efetivamente sustentável. Além, é claro, de imprimir maior velocidade e prioridade nas áreas em que estamos vulneráveis como a segurança pública, por exemplo.

Porém, tratou de, primeiro, suspender todas as obras do AVANÇA BRASIL de Fernando Henrique, deixando-as paradas durante todo o seu primeiro mandato. Particularmente, conheci o plano por inteiro, e posso assegurar de que se trata de um plano bem mais racional, equilibrado e completo do que o empacado pac de Lula.

E o que fez o petista? Copiou, recortou, colou e salvou o arquivo como PAC, e posou na foto como o cérebro criador, quando a obra não passava de puro plágio, sequer reconhecendo os direitos autorais, numa ação de pura pirataria, ou em outras palavras, vigarice deslavada.

As políticas públicas de saúde, reconhecidas e premiadas pela Organização Mundial da Saúde, com destaque para o COMBATE A AIDS e os genéricos, foram sucateadas, corrompidas e abandonadas. O resultado é o que se vê de norte a sul do país.

No campo da Educação começou um processo de partidarização ideológica dos currículos do ensino básico. Vergonha suprema. Mudou todos os critérios dos exames de avaliação. E para pior. E várias foram suas tentativas de impor mordaça tanto ao Ministério Público quanto à Imprensa. Tal não é outro objetivo da tal COFECOM em plena realização em Brasília, presentemente.

Ao invés de avançar com programas próprios ou dar seguimento com aperfeiçoamento aos programas já existentes, passou pelo menos quatro anos tentando desqualificar toda a bela herança recebida. Herança da boa, diga-se de passagem, com reconhecimento internacional. Hoje, no exterior, quando se analisa o Brasil de hoje, há unanimidade internacional em reconhecer que a estabilidade vivida pelo país no governo Lula é em razão dele ter dado seguinte à política econômica e programas sociais implantados por Fernando Henrique.

Recentemente, no Maranhão, Lula disse que o povo estava na merda e que ele se dedicaria a tirar o povo da merda. Papo furado. Perdeu sete anos em que poderia ter feito isto e não fez. E, no programa partidário do PT, teve a ousadia e a cara de pau de dizer que ele estabilizou a economia brasileira. Uma ova, senhor Lula! Deixe de ser mentiroso, cretino e vigarista. Nossa estabilidade econômica assim como as melhoras dos indicadores sociais são obras de FHC, que você tanta inveja, despreza e desqualifica. E vamos provar isto também.

Como também vamos mostrar o truque na mudança de critérios para cálculo do PIB, e mais uma vez, mostrar a realidade da dívida pública, principalmente, a externa que você garganteia tanto de tê-la liquidado, quando na verdade você trocou foi uma dívida barata por outra muita mais cara, e acabou tirando de seu governo a capacidade para investir mais em infraestrutura.

Este pode não ser um balanço completo do governo Lula. Até porque nos faltam ainda muitos dados que apenas no tempo iremos conhecer, como por exemplo os tais gastos com cartões de crédito corporativo, em que 95% do dinheiro torrado pela presidência da república é mantido, inexplicavelmente, sob sigilo. Como também caixas pretas como o dinheiro que é carreado para as centrais sindicais, MST, nunca esquecendo da Petrobrás que o governo tenta abafar a todo custo na CPI do Senado.

Mesmo assim, com o que se tem à mão é possível analisar e concluir pelo desastre que foram estes sete anos de Lula no poder. Porque, conforme comentamos nos resultados de recente pesquisa do IBOPE, a aprovação de Lula se sustenta apenas através do discurso e, principalmente, da propaganda ao melhor estilo nazista. Porque, quando a pesquisa vai de encontro as questões objetivas e práticas do governo Lula, os índices despencam feito castelo de areia. Até nos programas sociais os índices não conseguem esconder a farsa que a propaganda profissional de um marqueteiro competente conseguiu produzir.