Instituto Millenium
IPVA, IPTU, material escolar… O início do ano não é fácil para o contribuinte brasileiro. Os pais que possuem filhos matriculados na rede particular de ensino pagam imposto triplicado, pois além dos impostos já convencionais de cadernos, livros, canetas, pagam também sobre a taxa mensal do colégio um valor incidente de 37,68% em tributos.
A lista de material de produtos é extensa e o custo elevado de cada item pode ser uma surpresa não programada para muitas famílias. O que os pais, muitas vezes não sabem, é que o valor de impostos que incide sobre cada item da lista é bem alto.
O imposto sobre um apontador de lápis e de uma borracha, por exemplo, chega a 43,19%. “Precisamos saber quanto pagamos de imposto sobre cada produto que compramos. É importante informar a população sobre os impostos embutidos nos produtos, pois muitos desconhecem que os tributos são altos e não sabem o quanto contribuem para a manutenção dos serviços do Estado, como educação, saúde, segurança etc”, explica Paulo Uebel, diretor executivo do Instituto Millenium.
Abaixo, alguns produtos que compõem a lista de material escolar e seus respectivos impostos:
- Agenda escolar ………. 43,19%;
- Apontador ………. 43,19%;
- Borracha ………. 43,19%;
- Caderno Universitário ………. 34,99%;
- Caneta ………. 47,78%;
- Cola ………. 42,71%;
- Estojos para lápis ………. 40,33%;
- Folhas para fichário ………. 37,77%;
- Lápis ………. 34,99%;
- Livros ………. 15,52%;
- Mochila ………. 39,62%;
- Papel sulfite ………. 37,77%;
- Pastas plásticas ………. 39,86%;
- Pincel ………. 35,70%;
- Régua ………. 44,65%;
- Tinta guache ………. 36,13%.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Reparem o peso dos impostos sobre material escolar básico. É por aí que se vê que a educação, no governo brasileiro, não é de fato uma prioridade. Não é a toa que a qualidade de ensino anda tão por baixa. Também ilustra a falta de seriedade esta nota publicada pelo Cláudio Humberto.
DF: Secretaria de Educação cancela contratação de 1.545 professores
A Secretaria de Educação do Distrito Federal, anunciou nesta segunda (24), o cancelamento da contratação de 1.545 professores que seriam nomeados para lecionar em escolas públicas do DF. O motivo, segundo o informe, seria a falta de verbas e a “necessidade de compatibilizar as demandas dessa Secretaria, com as atuais possibilidades orçamentárias e financeiras do governo”.
Ou seja, quando a grana fica curta, é nos serviços básicos à população que eles aplicam os cortes. Nunca se viu eles renunciarem às suas vantagens, benefícios, imoralidades e privilégios, seus aumentos de salários imorais, ao excesso de assessores pagos por nós. Não será com esta mentalidade que o país conseguirá conseguirá sair do atraso.