Daniel Lima, da Agência Brasil
Cifra ficou dentro da meta estabelecida de no mínimo R$ 1,6 tri, e no máximo R$ 1,73 tri
Ana Araújo/Veja
Brasília - O estoque da dívida pública federal atingiu, em 2010, R$ 1,694 trilhão, ficando dentro da banda estabelecida pelo governo de no mínimo R$ 1,6 trilhão e no máximo R$ 1,73 trilhão, de acordo com dados do Plano Anual de Financiamento (PAF) da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados hoje (1º). Para 2011, os limites para a dívida pública federal foram estabelecidos entre R$ 1,8 trilhão e R$ 1,93 trilhão.
Para o Tesouro Nacional, houve uma melhora no perfil da dívida pública no ano passado, com o percentual de títulos prefixados (com taxas estabelecidas na compra do títulos) chegando a 36,6% do total. Subiu também a participação de títulos corrigidos pela inflação, cuja parcela passou para 26,6%. Somados, os dois indicam 63,2% da parcela da dívida - o melhor resultado da série, iniciada em 1990, informou o Tesouro Nacional. Isso mostra uma queda na participação de títulos indexados a moeda estrangeira e a juros, que não permitem que o governo trace um estratégia melhor para a rolagem da dívida.
O total da dívida indexada pela Selic (taxa básica de juros) chegou a 30,8%. Já a parcela corrigida pelo câmbio ficou em 5,1%. O prazo médio da dívida ficou em 3,5 anos, o mesmo de 2009. Em TR (Taxa Referencial de Juros) e outros indicadores, o percentual da dívida ficou em 0,8%.
A parcela da dívida que vence em 12 anos aumentou de 23,6%, em 2009, para 23,9%, em 2010. Esse percentual é inferior ao estabelecido no PAF de 2010, de 24%. Para 2011, a banda estabelecida ficou entre 24% e 28% e o prazo médio estipulado ficou entre 3,4 e 3,7 anos.
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Necessidade de rolagem da dívida é de R$ 366 bi em 2011Brasil Econômico
Em 2011, a dotação orçamentária para o pagamento da dívida
é de R$ 98,7 bilhões, o que gera necessidade de financiamento de R$ 365,6 bilhões
A necessidade de financiamento da dívida pública para 2011 é de R$ 365,6 bilhões, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (1/2) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com os dados divulgados no Plano Anual de Financiamento, os vencimentos da dívida pública vão totalizar R$ 464,3 bilhões no ano de 2011, sendo R$ 327,6 bilhões em vencimentos do principal, R$ 82,5 bilhões em juros e R$ 41,4 bilhões em encargos no Banco Central.
No mesmo período, a dotação orçamentária para o pagamento da dívida é de R$ 98,7 bilhões, o que gera necessidade de financiamento de R$ 365,6 bilhões.
Com isso, a meta estabelecida para a dívida pública foi de R$ 1,8 bilhão e R$ 1,93 bilhão ao final do ano — frente ao estoque de R$ 1,694 bilhão no final de 2010.
A meta do Tesouro é que continue a redução da parcela da dívida remunerada pela taxa Selic. A projeção é que a proporção da dívida remunerada a juros flutuantes (dos quais a maior parte é atrelada à Selic) passe de 31,6% para algo entre 28% e 33%.
"A estratégia prioriza o aumento da participação dos títulos prefixados, concomitante com a redução da parcela flutuante da dívida", afirma relatório do Tesouro.
Os títulos prefixados, após avancarem de de 32,2% para 36,6% do total da dívida no ano de 2010, devem fechar 2011 entre 36% e 40% da dívida federal.
A parcela da dívida atrelada à inflação deve ficar entre 26% e 29% do total. No ano passado, essa fatia representou 26,6% da dívida.
Para 2011, limites da dívida pública
foram estabelecidos entre R$ 1,8 tri e R$ 1,93 tri

