Comentando a Notícia
Um dos maiores absurdos que as esquerdas tentaram, e ainda tentam emplacar no país, é a tal política de cotas raciais. Inúmeros foram os artigos que publicamos desmontando a farsa contada por esta “gente progressista”. Deixamos claro, e isto já se observa não apenas na questão racial, mas em outras divisões disseminadas no país sob incentivo do governo Lula, que políticas desta natureza, apesar da bandeira de bons propósito que exibe e com que tenta se justificar, produzem resultados inversos daqueles pretendidos por seus defensores.
No caso brasileiro, gostem ou não, é visível o nascimento de um racialismo imbecil e delirante.
O politicamente correto criou o termo “afrodescendente” como uma espécie de raça superior, como se raças além da humana, ainda pudessem existir.
O MEC do governo Lula criou a obrigatoriedade do ensino sobre a história da África, como se ela fosse uma ciência de maior nível de conhecimento do que o contexto de “História Geral” em que de fato ela se insere.
Poderíamos prosseguir nesta análise em outros tantos exemplos de idiotice – ou falta de coisa útil para fazer e se ocupar – dos “letrados” que tentam ceifar o povo brasileiro em sub-raças, estas mais importantes do que o próprio povo delas originado.
Contudo, um estudo coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais, creio ser suficiente para destruir esta estupidez tão ardorosamente defendida pelas esquerdas. Por ele, estudou-se o DNA dos negros e pardos brasileiros e constatou-se exatamente o que o título aponta: 60 a 80% do DNA dos negros e pardos do país é europeu. Não que isso para mim ao menos, tenha alguma importância. Neste país há uma só raça, a humana, e há um só povo, o brasileiro. O resto, é pura perda de tempo dos “racialistas”.
O resultado do estudo acima foi publicado pela Folha de São Paulo. O texto é de Reinaldo José Lopes, editor de Ciência.
Em tempo: o estudo é científico, não se trata, portanto, de pura opinião vagabunda e delirante de quem ainda dorme na idade medieval.
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No Brasil, faz cada vez menos sentido considerar que brancos têm origem europeia e negros são "africanos". Segundo um novo estudo, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.
O trabalho, coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indica ainda que, apesar das diferenças regionais, a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme.
"A grande mensagem do trabalho é que [geneticamente] o Brasil é bem mais homogêneo do que se esperava", disse Pena à Folha.
De Belém (PA) a Porto Alegre, a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.
Editoria de Arte/Folhapress
QUASE MIL
Além de moradores das capitais paraense e gaúcha, foram estudadas também populações de Ilhéus (BA) e Fortaleza (compondo a amostra nordestina), Rio de Janeiro (correspondendo ao Sudeste) e Joinville (segunda amostra da região Sul).
Ao todo, foram 934 pessoas. A comparação completa entre brancos, pardos e pretos (categorias de autoidentificação consagradas nos censos do IBGE) só não foi possível no Ceará, onde não havia pretos na amostra, e em Santa Catarina, onde só havia pretos, frequentadores de um centro comunitário ligado ao movimento negro.
Para analisar o genoma, os geneticistas se valeram de um conjunto de 40 variantes de DNA, os chamados indels (sigla de "inserção e deleção"). São exatamente o que o nome sugere: pequenos trechos de "letras" químicas do genoma que às vezes sobram ou faltam no DNA.
Cada região do planeta tem seu próprio conjunto de indels na população --alguns são típicos da África, outros da Europa. Dependendo da combinação deles no genoma de um indivíduo, é possível estimar a proporção de seus ancestrais que vieram de cada continente.
Do ponto de vista histórico, o trabalho deixa claro que a chamada política do branqueamento --defendida por estadistas e intelectuais nos séculos 19 e 20, com forte conteúdo racista-- acabou dando certo, diz Pena.
Segundo os pesquisadores, a combinação entre imigração europeia desde o século 16 e casamento de homens brancos com mulheres índias e negras gerou uma população na qual a aparência física tem pouco a ver com os ancestrais da pessoa.
Isso porque os genes da cor da pele e dos cabelos, por exemplo, são muito poucos, parte desprezível da herança genética, embora seu efeito seja muito visível. O trabalho está na revista "PLoS One".
