Dilma se reuniu com as centrais sindicais para discutirem a correção da tabela do imposto de renda na fonte. Sobrou pra quem?
Mas não pensem que a Dilma Presidente apresentou apenas estatísticas para justificar mais um confisco do governo dito "dos trabalhadores" sobre os trabalhadores de menor renda. Não, claro que não. Ela tinha um saquinho de bondades que serviram como argumento definitivo para centrais darem uma rasteira vergonhosa nos trabalhadores, a quem deveriam representar e cujos interesses deveriam respeitar e defender.
Não bastasse a república sindical já instalada no poder em milhares de bocas ricas, Dilma ainda acenou com novos "favorecimentos" e uma ameaça. Isto bastou para que as centrais se ajoelhassem submissas para dizerem "amém" ao governo. O favor de novos e polpudos cargos associado à chantagem de terminar com a obrigatoriedade do imposto sindical, falaram mais alto aos ouvidos pelegos dos sindicalistas. Azar o nosso.
Seguem as notícias, ambas publicadas na Folha de São Paulo, sobre os "argumentos" empregados por Dilma, para impor mais um assalto ao bolso de quem realmente trabalha e sustenta este país.
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Fim do imposto sindical gera tensão entre centrais
Representantes das centrais sindicais chegarão hoje ao Palácio do Planalto sob tensão, informa "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete.
Ontem, numa reunião prévia, ficou acertada uma pauta comum que exclui o fim do imposto sindical, defendido apenas pela CUT.
Se a central ligada ao PT mesmo assim trouxer o assunto à baila, estará "oficializando o racha", avaliam sindicalistas de outras correntes.
Depois da reunião com as centrais, hoje, a presidente Dilma Rousseff dará início a uma rodada de encontros com empresários. Jorge Gerdau, que chegou a ser cotado para o governo, deve abrir a série.
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Dilma regulamentará lei que coloca trabalhadores em conselhos
A presidente Dilma Rousseff fará um aceno amanhã às centrais sindicais ao regulamentar a lei que dá um assento aos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas públicas, de capital misto e controladas pela União.
O anúncio será feito no primeiro encontro da presidente com representantes das centrais, no Palácio do Planalto.
Dilma pretende ainda iniciar a discussão com as centrais sobre a desoneração da folha de pagamento, vista com cautela pelas entidades.
Depois do embate do valor do salário mínimo no Congresso, em que o Planalto conseguiu emplacar os R$ 545, o governo dará sinal de que quer manter boas relações com as centrais.
A presidente discutiu os detalhes da reunião ontem com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral).
A lei a ser regulamentada foi sancionada e publicada no Diário Oficial no ano passado, pelo ex-presidente Lula.
Outras reivindicações das centrais, entretanto, não têm previsão de apoio do Planalto. O governo já decidiu que a correção da tabela do Imposto de Renda ficará em 4,5% - não nos 6,46% que pedem as centrais. Além disso, o Planalto não pretende se envolver na discussão da redução da jornada de trabalho para 40 horas.
A lei 12353/10, aprovada pelo Congresso, determina que empresas estatais ou sociedades de economia mista, o que inclui Petrobrás, Banco do Brasil e Eletrobrás, passarão a ter uma vaga em seus conselhos de administração para um representante de empregados.
Segundo a lei, a eleição é direta e o escolhido tem que fazer parte do quadro de funcionários ativos da empresa. A eleição poderá ser organizada pela empresa ou por centrais sindicais.