quinta-feira, março 10, 2011

Irregularidades demonstram falta de cidadania no Carnaval

Instituto Millenium

O Carnaval no Rio de Janeiro foi marcado por uma caça aos sujões. A prefeitura municipal e a mídia local intensificaram as chamadas em campanhas publicitárias pedindo aos foliões que mantivessem a cidade limpa e, principalmente, não fizessem xixi nas ruas.

A operação Choque de Ordem (da prefeitura) levou 671 pessoas para a delegacia. Elas foram pegas em flagrante “molhando” a rua. Os números foram divulgados pela Secretaria de Obras Públicas, que manteve a imprensa atualizada .

Táxi irregulares e muito lixo
Outra marca da irregularidade no Carnaval do Rio foram os preços abusivos cobrados por motoristas que não respeitaram o taxímetro. A prefeitura do Rio também informou que retirou das ruas 66 carros, alguns piratas, durante os cinco dias de folia.

A quarta-feira de cinzas é tradicionalmente o dia de recolhimento dos restos de fantasias e lixos depositados nas ruas durante a festa. A Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) removeu 142,8 toneladas de lixo na última noite de desfile do Grupo Especial no Sambódromo, na segunda-feira, mais 29,8 toneladas na área externa e 2,7 toneladas no Terreirão do Samba. Setenta catadores cooperativados retiraram também 21,0 toneladas de recicláveis.

A Comlurb ainda não divulgou o volume total de lixo retirado das ruas da cidade durante todos os dias de folia. Durante o ano, a Companhia mantem um ranking de bairros mais sujos do Rio, o lixômetro, como forma de conscientizar a população.

No site do Instituto Millenium, leia mais sobre o Carnaval na coluna do produtor musical, escritor e nosso articulista, Nelson Motta, que alertava para a censura na festa: “Com o avanço do politicamente correto, “Índio quer apito” será um dos próximos alvos, pela forma pejorativa de se referir aos nossos silvícolas, os verdadeiros donos da terra brasileira, enganados e explorados pelos brancos.

Por seu desrespeito à diversidade sexual e sua homofobia latente, Cabeleira do Zezé não deverá mais ser cantada nas ruas e em bailes, por estimular preconceitos contra homossexuais. Nem Maria Sapatão, a correspondente feminina da violência homofóbica contra o Zezé (“Corta o cabelo dele!”). Além da ofensa ao profeta Maomé, ao compará-lo a um gay cabeludo. Por muito menos Salman Rushdie teve de passar anos escondido da fúria islâmica.