Comentando a Notícia
Atuarem em favor da sociedade? Desde quando? Isto é papo furado válido apenas para campanha eleitoral. Empossados, não há limites para nossos “representantes” assaltarem o nosso bolso sempre que a oportunidade se oferecer. O pior é que a população quais os mais cretinos e insiste em votar neles. Não há ficha limpa que depure o caos que a imoralidade da vida política já atingiu.
E mais: os próprios senadores sabem que o financiamento público não acabará com as “doações” secretas, com o caixa dois, com a promiscuidade que tomou conta das campanhas e da própria vida política do país.
O financiamento público é uma desfaçatez sem justificativa. É apenas uma forma legalizada de assaltarem um pouco mais o bolso de todos nós. Como também, a medida não impedirá as campanhas onde o abuso do poder econômico continuará correndo solto. Houvesse um pingo de transparência nos gastos, ainda assim a criatividade criminosa desta gente sem escrúpulos criaria mecanismos para ludibriarem a lei. E podem ficar certos: a cada nova eleição, eles acharam um meio de elevar os limites do tal financiamento.
Num país com os serviços públicos essenciais em estado falimentar e deprimente, colocar mais dinheiro no bolso desta turma é uma vergonha!!!! Além de totalmente imoral.
O texto é de Gabriela Guerreiro, para a Folha online.
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Comissão do Senado aprova financiamento público exclusivo
A comissão de reforma política do Senado aprovou nesta terça-feira o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais.
Se o modelo for aprovado pelo Congresso, os candidatos só poderão receber recursos públicos (da União) para financiar as suas campanhas.
A comissão decidiu por 12 votos contra 5 adotar o financiamento público por ter aprovado, na semana passada, o modelo de listas fechadas nas eleições proporcionais (deputados e vereadores).
Pelas listas, os eleitores passam a votar nas legendas, e não mais diretamente nos candidatos --o que facilitaria o repasse de recursos públicos para os partidos na opinião da maioria dos integrantes da comissão.
"O financiamento exclusivamente público só funciona se tivermos o modelo de lista fechada. Mas dificilmente esse modelo [das listas] vai ser aprovado pelo plenário do Senado", afirmou o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Contrário ao financiamento público, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que o repasse de recursos via caixa dois e a corrupção eleitoral não serão combatidos com dinheiro do governo.
"Não vejo porque usar dinheiro dos impostos para financiar candidatos. Há outras causas para se combater a corrupção", afirmou.
Além de Aécio e Aloysio Nunes, os senadores Fernando Collor Mello (PTB-AL), Roberto Requião (PMDB-PR) e Francisco Dornelles (PP-RJ) foram os únicos a votar contra o modelo do financiamento público.
Os demais 12 integrantes da comissão apoiaram a mudança --com ampla maioria de senadores da base de apoio do governo federal, também favoráveis às listas fechadas.
"Sai mais barato para o Estado o financiamento público do que a continuidade do sistema que está aí. É comum numa eleição municipal uma empreiteira financiar campanhas de candidatos", disse o líder do PT, senador Humberto Costa (PE).
CRONOGRAMA
O presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), marcou uma nova reunião para esta quarta-feira com o objetivo de votar os quatro itens pendentes da reforma política no Senado: candidaturas avulsas, filiação partidária e domicílio eleitoral, fidelidade partidária e cláusula de desempenho.
Os senadores começaram a discutir a possibilidade de candidaturas avulsas, sem partidos vinculados aos candidatos, mas adiaram para amanhã depois que a votação terminou empatada. Os parlamentares estão divididos entre manter a proibição para candidaturas avulsas ou permiti-las nas eleições para prefeitos e vereadores, em 2012.
"É uma experiência a se adotar. Hoje temos políticos que tentam criar partidos para interesses próprios, e não políticos", disse o senador Itamar Franco (PPS-MG).
Dornelles quer finalizar as votações de todos os pontos da reforma política até o final desta semana. O senador pretende, na semana que vem, encerrar a elaboração do texto final para encaminhá-lo aos integrantes da comissão - que terão uma semana para analisá-lo. A ideia é votar o relatório no dia 27 de abril.
O texto ainda precisa passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e pelo plenário do Senado antes de seguir para a Câmara.