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Com Agência Estado
Agricultores pretendem recorrer ao cônsul brasileiro na região da fronteira para sensibilizar o governo Dilma. Brasileiros são alvo de ataques de sem-terra paraguaios desde o início da gestão de Lugo
Manoel Marques
Seguranças particulares vigiam campos de soja em propriedade
de brasileiros, em Ñacunday, no Alto Paraná, Paraguai -
Representantes dos agricultores e produtores rurais brasileiros que moram no Paraguai vão solicitar que a presidente Dilma Rousseff aceite o governo do novo presidente paraguaio, Federico Franco, conforme informações da Agência Brasil. No sábado, em nota, o Itamaraty informou que o governo brasileiro "condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai", decidido em na sexta-feira. Para a diplomacia brasileira, não foi assegurado o amplo direito de defesa de Fernando Lugo.
"O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional", informou o Itamaraty.
A estratégia dos brasileiros que vivem no Paraguai é, inicialmente, solicitar ao cônsul brasileiro em Ciudad del Este, embaixador Flávio Roberto Bonzanini, que envie o pedido de reconhecimento de Franco à presidente Dilma. O próximo passo será dado nesta segunda-feira, quando um grupo pretende ir a Assunção para ratificar o apelo na embaixada brasileira.
O objetivo dos agricultores é convencer o governo Dilma de que Franco seguirá a determinação da Justiça, permitindo que os mesmos permaneçam em suas terras com segurança para continuar trabalhando. Enquanto isso, o governo brasileiro estuda, ao lado dos parceiros do Mercosul e da Unasul, medidas a serem tomadas por conta da "ruptura da ordem democrática no Paraguai".
Porém, segundo nota do Itamaraty, o governo brasileiro "não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai" e o embaixador do Brasil em Assunção está sendo chamado a Brasília para consultas.
