quarta-feira, junho 27, 2012

Governo lança novo pacote, diz Pimentel


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Com informações Agência Estado

Pacote trará medidas generalizadas de novos estímulos à economia, segundo o ministro

(Antônio Cruz/Agência Brasil) 
Segundo Pimentel, governo vai focar forças na alavancagem dos investimentos 

O pacote de estímulo à economia brasileira que o governo federal lançará na quarta-feira terá como foco os investimentos, disse nesta terça-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDC), Fernando Pimentel. Ele não quis antecipar muitos detalhes do pacote, alegando que não gostaria de tirar o brilho do anúncio, mas explicou que desta vez as medidas não serão só para a indústria.

"Não quero antecipar nada para não tirar o brilho do pacote", disse o ministro após ter feito palestra na abertura do 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa que a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) realizado na manhã desta terça, em São Paulo.

Segundo Pimentel, o pacote consiste em um conjunto de ações do governo para alavancar a economia. "Trata-se de um pacote mais generalizado. Não é só para a indústria", reiterou. Ele reforçou que o governo já fez muita coisa para estimular a economia por meio do aumento do consumo, mas que agora está focando suas forças na ampliação de investimentos. Pimentel deu como exemplo o anúncio ontem do Programa de Investimentos da Petrobras, de 236,5 bilhões de dólares.

Petrobras - Perguntado se os planos de investimentos da estatal e do país como um todo não serão afetados pelo fato de o aumento da gasolina nas refinarias ter sido de apenas 7,83%, quando a empresa pleiteava algo em torno de 15%, o ministro disse não acreditar nisso. De acordo com ele, o ajuste dado até agora foi suficiente por enquanto. "Agora, a vida anda. Pode ser que mais à frente sejam necessários mais ajustes. Mas, para os próximos meses, não vejo necessidade", disse Pimentel.

Ele avalia que o governo acertou em autorizar o aumento de 7,83% no preço da gasolina cobradas às refinarias. "O governo está certo. Nós estamos com a cautela necessária para não provocar efeitos colaterais sobre os indicadores de inflação", disse Pimentel.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Em economia, uma das maiores desgraças para qualquer governo é transparecer insegurança por parte de seus governantes. No caso brasileiro, pouco a pouco, isto começa a acontecer. Em consequência, a perda de confiança, não na autoridade, mas na sua capacidade de decidir, de tomar decisões adequadas e necessárias ao momento, acaba comprometendo não apenas a própria ação de governar, mas tromba com a resistência, sempre natural, dos investidores e empresários que, sensíveis a esta perturbação, acabam freando e retardando investimentos ainda mais. 

A sensação que passa o governo Dilma e, mais propriamente, seu ministro da Fazenda, com um pacotinho semanal, sempre de efeito pífio ou nulo e até contrariando a lógica dos objetivos que se pretende alcançar, é de que se está tateando no escuro, sem saber ao certo que direção tomar.

Não será diferente com o pacote que se anuncia hoje, sempre carregado de pomposidade e discursos com promessas vazias, tentando emplacar nos incautos de que a coisa agora, vai. Não vai. O governo Dilma insiste em trocar o projeto de país por um projeto de poder. Visa às urnas próximas, e nunca o interesse maior do país. Sem as reformas estruturais e medidas de longo prazo, nada feito. 

E aguardem: nas próximas semanas sairá do forno outro pacotinho e mais uma frustração para quantos esperam do governo ação positiva e firme, e acabam recebendo café requentado enquanto a situação vai se deteriorando sem que o governo perceba. Enquanto Dilma se comportar com pruridos para não pagar preços políticos que as necessárias medidas irão lhe cobrar, ficará feito cachorro, correndo atrás do próprio rabo. 

E por favor, Ministro Mantega, caia na real de uma vez por todas e pare de se enganar a si mesmo: admita que a sua meta de crescimento do PIB para este ano, foi por água abaixo. Mas o faça com sinceridade de propósitos, e pare de jogar a culpa na "crise internacional". O baixo crescimento se, de um lado, tem razões externas, por outro lado, tem a sua maior parte centrada no dever de casa, mal feito e incompleto.