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Motivo de controvérsia ao longo da administração petista, a expansão do funcionalismo federal empacou no governo Dilma Rousseff e, em boa parte dos ministérios, está sendo revertida, informa reportagem de Gustavo Patu, publicada na Folha .
Dados divulgados nesta semana mostram que, ao final do primeiro trimestre, o número de servidores civis ativos do Poder Executivo caiu para 562 mil, abaixo dos 568 mil do final dos anos Lula, quando a máquina administrativa crescia ano a ano.
A redução total, em contingente semelhante ao do quadro atual dos Transportes, não chega a ser dramática diante das dimensões dos ministérios, das autarquias e das fundações.
Mas os números revelam que só a Educação, das principais áreas, tem escapado de processo de enxugamento.
Responsável pela gestão de pessoal, o Planejamento diz que não há enxugamento. "O governo tem analisado e liberado as contratações de forma criteriosa, procurando conciliar os interesses da administração e a necessidade de contenção de gastos", informa o ministério.
Editoria de Arte/Folhapress
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Vamos analisar melhor os dados apresentados pela Folha. Vejam lá: o números de funcionários diminuiu, ok? Mas reparem que o número de aposentadorias disparou. Portanto, parte do enxugamento se deu por motivos alheio a uma retração do tamanho do funcionalismo.
Outro dado que ajuda a entender melhor esta redução está no fato de que o número de concursos diminuiu não por obra e graça de uma gestão melhor, mas porque dentre os itens elencados nas cortes orçamentários de 2011 (R$ 50,0 bilhões) e 2012 (R$ 55,0 bilhões), também se adiou alguns dos concursos previstos. Estes não foram eliminados, pura e simplesmente, apenas se adiou sua realização.
Seria para valer o tal enxugamento se, por exemplo, fossem reduzidos drasticamente o número de cargos de confiança que hoje ultrapassam a barreira dos 22 mil, recorde mundial. Lembrando sempre que esta montanha entra sempre pela porta dos fundos, são nomeações de favor, de apadrinhamento, compadrio, sem concurso. Como, igualmente, seria saudável que se reduzisse o número de terceirizados do qual o que sabe é que a quantidade explodiu sob o governo petista, e que a Dona Dilma não dispensou.
Ainda assim, todas estas reduções de nada valem se, por outro lado, o governo petista continua abrindo estatais a torto e direito. Se economiza de um lado, explode de outro, como na criação de novos ministérios, por exemplo.
Seja como for, o tamanho do Estado brasileiro é quase ingovernável, é paquidérmico e ineficiente. Está pesando demasiado para a sociedade suportar. Haja vista a carga tributária que sufoca tanto as atividades produtivas do país, como ainda comem cinco meses de trabalho das pessoas.
