quarta-feira, junho 20, 2012

Mortalidades infantil e materna têm forte redução nos países pobres


Veja online
Com agência France-Presse

Segundo relatório da ONU, enquanto mortes maternas reduziram pela metade de 1990 a 2010, entre crianças com menos de cinco anos a queda foi de 36,6%

 (Photo.com/ Thinkstock) 
Mortalidades infantil e materna caem em países pobres, 
mas ainda é preciso muito para que a as metas da ONU 
para 2015 sejam alcançadas, aponta relatório

As mortalidades materna e infantil caíram significativamente nos países pobres desde 1990, mas ainda resta muito a fazer, destacou um relatório publicado nesta quarta-feira na revista The Lancet. Segundo o artigo, as mortes maternas anuais nos países em desenvolvimento, especialmente nos da África subsaariana e do sudeste da Ásia, caíram quase à metade entre 1990 e 2010 (de 543.000 casos para 287.000). Por outro lado, a mortalidade entre crianças com menos de cinco anos teve uma redução de 36,6% (12 milhões em 1990 para 7,6 milhões).

Esses dados fazem parte do relatório feito pela 'Contagem Regressiva até 2015', uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que busca atingir certos objetivos na área de saúde materna e infantil em 75 países em desenvolvimento até 2015. Uma dessas metas é reduzir em dois terços a mortalidade de crianças com menos de cinco anos, e em três quartos os óbitos entre as mães.

Alguns dos países mais pobres fizeram "progressos espetaculares" na redução da mortalidade infantil, de acordo com os autores do relatório, que são especialistas das universidades americanas Johns Hopkins e Harvard e da Escola Londrina de Higiene e Medicina Tropical, na Grã-Bretanha. No entanto, apesar dos progressos, apenas 22 dos 75 países na 'Contagem Regressiva até 2015' reúnem as condições necessárias para atingir os objetivos fixados pela ONU, adverte o relatório.

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 ****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Provavelmente, as tais conquistas sobre as quedas tanto da mortalidade infantil quanto materna, havidas no Brasil, nos últimos anos, acabem sejam festejadas nos programas eleitorais do partido no poder.

É claro que tais conquistas devem ser festejadas. Porém, há um histórico que, regra geral, o PT faz questão de esquecer. E, como uma das missões do blog não é puxar o saco do governo, até porque não vivemos da publicidade oficial, a exemplo de tantos outros, vamos mostrar que demonstrar que tanto uma quanto outra conquista, são fruto de dois fatos que o PT não inclui na sua publicidade.

Inicialmente, foi graças a contrapartida que começou a ser exigida pelo governo FHC para a concessão de benefícios sociais, que a mortalidade materna e, por conseguinte, a infantil também, começou, de fato a despencar. Já apresentamos aqui o histórico do leques de programas criados pelo Comunidade Solidária, tão bem comandado pela já falecida esposa de Fernando Henrique, dona Ruth Cardoso. O leitor poderá consultar o arquivo blog para acessar as diferentes matérias aqui apresentadas sobre este tema.

O outro ponto diz respeito ao período de excepcional crescimento da economia mundial, a partir de 2001 até meados de 2007. Graças a esta prosperidade, muitos países pobres se beneficiaram e puderam, em alguns casos, repartir com os “excluídos” os benefícios deste período de abundância.

Na matéria acima, vemos algumas destas nações, entre as quais o nosso país. Portanto, no período dos dois mandatos de Lula, o Brasil acabou beneficiando-se tanto social como economicamente, por razões que não guardam nenhuma relação com iniciativas do governo petista. Contudo, como para esta gente  cretinice pouca é bobagem, até hoje, e infelizmente por um bom tempo ainda , será Lula e seu partido quem colherá os lucros políticos de algo que não fizeram.