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Sede da abertura da Copa de 2014, em São Paulo, enfrenta problemas para receber financiamento de R$ 400 milhões do BNDES
Construído pela Odebrecht, o Itaquerão, sede de abertura da Copa de 2014, pode parar. E há dois motivos. De um lado, o governador Geraldo Alckmin se nega a alugar 20 mil lugares em arquibancadas do futuro estádio do Corinthians. De outro, o BNDES vem travando o empréstimo de R$ 400 milhões prometido à empreiteira. Leia, abaixo, nas notas de Sonia Racy, do Estadão:
Noves fora
O governo Alckmin desistiu: não vai mais arcar com R$ 70 milhões para o aluguel de 20 mil lugares em arquibancadas provisórias do estádio do Corinthians – a serem utilizadas durante a Copa de 2014.
Em parceria com o clube, conforme confirma Luis Paulo Rosenberg, procura um patrocínio privado. “São Paulo já vai ter de arcar com a recepção de 32 chefes de estado, segurança, transporte, alojamento e festas”, justifica o diretor do clube.
Noves fora 2
O time também está negociando os “naming rights” do estádio com dois interessados. Valor? R$ 400 milhões. “Escolheremos até o fim do ano.”
Noves fora 3
Já a Odebrecht, construtora da arena, está apreensiva. Se o BNDES não aprovar o financiamento de R$ 400 milhões em algumas semanas, a obra pode… parar.
Pelo que se apurou, os recursos, também de R$ 400 milhões, captados via empréstimos-ponte – com intuito de esperar o ok do banco – estão quase acabando.
O que “pega” na transação? A alta exigência de garantias.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Olha, nada contra o Corinthians, mas da maneira como se "descartou" o Morumbi, forçando a mão para que o clube ganhasse um estádio de presente e fosse ele o palco da abertura da Copa do Mundo em 2014, com negociações subterrâneas feitas a partir do Planalto, não se poderia mesmo chegar a um bom termo a construção do Itaquerão.
Olha, nada contra o Corinthians, mas da maneira como se "descartou" o Morumbi, forçando a mão para que o clube ganhasse um estádio de presente e fosse ele o palco da abertura da Copa do Mundo em 2014, com negociações subterrâneas feitas a partir do Planalto, não se poderia mesmo chegar a um bom termo a construção do Itaquerão.
É claro que haverá redobrado esforço, ainda movidas pelas "negociações subterrâneas" capazes de empurrar a construção até seu final a tempo de servir de palco para 2014.
Porém, entendo, que São Paulo não merecia assistir esta disputa deplorável, em que se misturam o interesse maior do esporte, com querelas políticas de baixo nível. Que tudo termine bem e em festa. São Paulo merece. O Brasil merece. O torcedor, bem... este merece mais ainda.
Mas fica claro, mais uma vez, e infelizmente, que o Brasil não estava preparado para receber evento de tamanha magnitude. A pressa em faturar politicamente escondeu do país esta dura realidade. E o preço final que ainda iremos pagar é alto, muito alto.
