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Com Agência Estado
Segundo Paulo Bernardo, compartilhamento melhorará relação das empresas com as cidades
(Herivelto Batista/Divulgação)
Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira que ainda neste ano as operadoras de telefonia vão começar o compartilhamento da infraestrutura de redes de telecomunicações. Segundo ele, o assunto está sendo discutido com as companhias.
"Pode haver uma antecipação das empresas, diante de um acordo, para resolver isso antes. Ou, então, vai ter uma regulamentação, que vai dizer isso (o compartilhamento)", afirmou, após participar da inauguração, em São Paulo, de um data center da Embratel, com investimento de 100 milhões de reais.
Segundo ele, a regulamentação que vai definir o compartilhamento das torres e dutos que compõem a prestação dos serviços de telecomunicações estará incluída dentro do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que poderá ser votado até o final de outubro. "Se as empresas se dispuserem a fazer um acordo antes, isso poderá ser incorporado e incluído no PGMC. Está aberta a possibilidade para as empresas fazerem um acordo e influenciarem na votação", disse.
Sobre possíveis resistências por parte das empresas em relação a propostas, Bernardo afirmou se tratar de uma questão de "bom senso". "Temos uma forte resistência das cidades na colocação de muitas antenas. Vamos usar o compartilhamento para melhorar nossa relação com as cidades", informou. "Não é razoável achar que todos têm de fazer infraestrutura em todos os lugares", complementou. Ele acrescentou que já existem novos equipamentos que possibilitam a instalação da infraestrutura em cima ou dentro de prédios.
Atrasos -
O ministro descartou ainda a possibilidade de atrasos na implantação da tecnologia de quarta geração (4G) por problemas de infraestrutura. Segundo ele, está sendo encaminhada a proposta de compartilhamento de redes e até o final deste ano uma nova regulamentação para a instalação de antenas deve ser aprovada pelo Senado. "Não acredito em atrasos", afirmou.
Bernardo avaliou, porém, ser difícil que a nova lei das antenas também seja votada ainda este ano pela Câmara dos Deputados. Para evitar problemas com a implantação do 4G, pela impossibilidade de um avanço maior da colocação de antenas, sem uma nova legislação específica, ele afirmou que o Ministério está em "contato pessoal" com prefeitos e secretários municipais das cidades que participarão da Copa do Mundo, mesmo durante as eleições, para apresentar a importância de melhoria da infraestrutura para prestação dos serviços de 4G.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Que o otimismo do ministro se concretize numa feliz realidade.
O que preocupa, também, é a questão da tecnologia 4G, que o governo agora tenta apressar para vê-la em funcionamento já para a Copa em 2014. Contudo, se esta tecnologia não corrigir os graves problemas que infernizam a vida dos usuários do 3G, aí uma nova tecnologia não resolverá absolutamente nada.
É preciso conhecer por que diabos o 3G no Brasil funciona tão mal. Não se trata desta ou daquela companhia, porque isto afeta a todas, sem exceção. Desconheço uma única pessoa que esteja satisfeita, ou que diga “comigo, tudo bem”. Não há.
Assim, não adianta colocar tecnologia boa e nova em cima de uma estrutura ruim. Portanto, seria ótimo que o Ministério das Comunicações tivesse um diagnóstico preciso dos males que atormentam a tecnologia 3G e que a fazem, no Brasil e com todas as teles, funcionar tão pessimamente.
