A acusação é gravíssima. Mas, provavelmente, seja muito mais comum do que pais e mães com filhos estudando possam imaginar. Quando colocamos nossos filhos numa escola, imaginamos e desejamos que a escola transmita-lhe conhecimentos, desenvolva seu intelecto e, principalmente, complemente a transmissão de valores aos que ele recebeu em sua casa.
Contudo, é preciso ter em conta que a educação é um processo, uma escada que se deve subir degrau a degrau, uma construção gradual em que a cada dia colocamos um tijolo a mais na formação de um ser humano que possa utilizar estas ferramentas todas, na vida adulta, de modo virtuoso.
Escola não é cabaré, não é antro de nem de promiscuidade tampouco de formação de delinquentes e viciados. Assim, sejam os professores ou mesmo a direção dos estabelecimentos de ensinos, todos têm uma enorme responsabilidade perante a sociedade e deles se deve cobrar, além da obrigatória qualificação, preparo moral, aptidão para lidar com crianças e adolescentes, formação qualificada para darem conta desta responsabilidade, postura e atitudes de acordo com esta responsabilidade.
Escola não pode se transformar em prostíbulo de molestamento infantil. E, neste sentido, existe uma gigantesca diferença entre “educação sexual” e desorientação moral, promíscua e abusiva.
Não por outra razão, a sociedade reagiu de maneira inapelável contra o “kit gay” que o MEC, sob o comando de Fernando Haddad, hoje candidato petista à prefeitura de São Paulo, porque o material produzido não passava de lixo moral.
No site Mídia Sem Máscara, foi reproduzido um texto da Escola Sem Partido sobre a profunda indignação de pais dos alunos de uma escola Minas Gerais, justamente pela falta de discernimento sobre o que vem a ser educação sexual para crianças. E conforme o leitor perceberá, a tal “aula” nos termos em que foi ministrada, buscava “orientar” meninas de 10 anos, crianças ainda, as quais tanto a direção da escola quanto a professora encarregada de ministrar a desorientação, se acharam no direito de praticar um molestamento imperdoável e, quando chamadas à responsabilidade, entenderam que nada havia de errado.
Talvez para pessoas desequilibradas e moralmente de conduta duvidosa, aquilo que chamaram de “aula” não teria nada de mais, ao contrário de país e mães, aos quais se imputa obrigação natural em educar seus filhos para uma vida digna e decente.
É evidente que, na idade de 10 anos, ainda mais num mundo como o que vivemos atualmente, o tema sexo já desperta atenção espontânea, surgem inúmeras dúvidas, curiosidades. Porém, a linguagem a ser adotada não pode resvalar para o terreno do vulgar, do ordinário, do promíscuo. Infelizmente, a escola não teve este cuidado, e tratou o tema de maneira repulsiva.
Não há desculpas. Se as professoras e dirigentes ministram aquele tipo de orientação aos seus próprios filhos, isto é problema deles. Contudo, não podem invadir o direito dos pais em ministrar aos seus filhos a correta orientação sobre o tema aos seus filhos.
Ao defenderem-se de sua atitude deplorável, tentaram empurrar a responsabilidade para o MEC, por ser esta a norma que a pasta da Educação teria transmitido às escolas. Não seria de todo estranhável, já que o mesmo MEC tentou impor sua “orientação” no caso do vergonhoso “kit gay”.
É bom que pais e mães se mantenham atentos. O Estado, através de uma política de pura imoralidade, está invadindo um terreno que não lhe pertence palpitar. Não cabe ao Estado substituir a educação de responsabilidade da família. Isto faz parte do foro íntimo de cada lar. E mesmo que queira, não pode fazê-lo de forma autoritária, arbitrária e abusiva.
Seria interessante que estes pais e mães se dirigissem ao MEC para interpelar sobre qual é a sua verdadeira orientação para as escolas sobre “educação sexual”. E, a depender da resposta, recorrer ao Judiciário contra o Executivo Federal e o MEC, exigindo, primeiro, que cesse, terminantemente e em todo o território nacional, este tipo de orientação. E, segundo, que o Estado seja obrigado a indenizar as famílias afetadas por danos morais, além de custear orientação psicológica a todas as crianças atingidas por esta agressão ao foro íntimo de cada família.
A tal "explicação" prestada pela representante da escola além de mentirosa, é irresponsável. Primeiro, tenta jogar a culpa nas crianças que, como se vê mais adiante, desmente categoricamente a lorota. Depois, tenta atribuir ao MEC "parâmetros" sobre o tema. Mesmo que o MEC tenha fornecidos tais parâmetros, é de se questionar se a linguagem e as perguntas formuladas não desceu à vulgaridade e grosserias explícitas?
Fica claro o que tem levado a educação brasileira para o abismo em que se encontra. Com "profissionais" de tão baixo nível moral, fica difícil realmente ensinar matemática, português, ciências. Só "pensam naquilo"...
A tal "explicação" prestada pela representante da escola além de mentirosa, é irresponsável. Primeiro, tenta jogar a culpa nas crianças que, como se vê mais adiante, desmente categoricamente a lorota. Depois, tenta atribuir ao MEC "parâmetros" sobre o tema. Mesmo que o MEC tenha fornecidos tais parâmetros, é de se questionar se a linguagem e as perguntas formuladas não desceu à vulgaridade e grosserias explícitas?
Fica claro o que tem levado a educação brasileira para o abismo em que se encontra. Com "profissionais" de tão baixo nível moral, fica difícil realmente ensinar matemática, português, ciências. Só "pensam naquilo"...
Está na hora da sociedade reagir e começar a colocar limites na ação invasiva e abusiva do Estado na vida das pessoas. A ação desta escola se caracteriza, claramente, como molestamento. E quanto a pagar "psicólogo" para os filhos, como insinua a representante da escola, que deve pagar, é quem praticou o crime, e não a vítima. Era só o que faltava...
Segue o texto da Escola Sem Partido acompanhado do vídeo.
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Pais e crianças rejeitam a perversão sexual ensinada numa escola de Minas Gerais. A professora tenta se justificar, afirmando que as crianças propuseram o tema. As alunas, de apenas 10 anos, constrangidas, negam: "é muito feio, e somos muito novas para aprender essas coisas."
"Como se transa?" "O que é sexo anal?" "Como dois homens fazem sexo?" "O que é transexual?" "O que é boquete?" "É possível mais de duas pessoas fazerem sexo?"
Estas são algumas das perguntas do dever de casa dos alunos do 4º ano de uma escola pública de Contagem, Minas Gerais, crianças de 10 anos.
A Sra. Norma Nonata de Aquino, pedagoga da escola, defendeu a professora que passou o dever aos alunos, declarando o que segue:
Nossas crianças, embora tenham 10 anos de idade, são crianças curiosas, já tem acesso a uma série de informações; são crianças que têm influência da mídia, da música, da novela, dos filmes, e trazem consigo as questões ligadas à sexualidade.
Sexualidade foi um tema escolhido pela própria turma, é um tema transversal, é um tema que a escola trabalha com base em orientação do MEC, dos parâmetros curriculares, a escola desenvolveu um trabalho sério, organizado, planejada a partir das questões das próprias crianças.
Assista ao vídeo da reportagem levada ao ar pela rede Record de Minas Gerais, em 26 de setembro de 2012:
Comentário do Escola Sem Partido: Se Dona Norma quiser ensinar sua filha de 10 anos o que é e como se faz um boquete, ninguém tem nada com isso, pois o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos lhe garante o direito de dar aos seus filhos a educação moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.
Mas ela não pode fazer a mesma coisa com as crianças que estudam na sua escola, pois os pais dessas crianças também têm o direito de dar aos seus filhos a educação moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.
Ocorre que Dona Norma está muito segura do que diz, e não parece nada disposta a mudar de orientação. Nem ela, nem possivelmente a maioria dos seus colegas de profissão, nem o MEC, que, como se sabe, não apenas apoia como incentiva esse tipo de abordagem em sala de aula, não importando a idade dos alunos.
Portanto, se os pais quiserem exercer o direito que lhes é conferido pelo art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos, eles precisam acordar. Precisam pedir ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que proíbam as escolas de usurpar esse direito. E só há um jeito de impedir tal usurpação: obrigar o MEC e as Secretarias de Educação (1) a varrer todo o conteúdo moral das disciplinas obrigatórias, e (2) a reconhecer expressamente em seus documentos oficiais o direito dos pais de dar aos filhos a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
Se quiser utilizar o sistema de ensino para promover uma agenda moral, o governo deve criar uma disciplina facultativa, a exemplo do que acontece com o ensino religioso. Conhecendo previamente o conteúdo dessa disciplina, os pais decidirão se querem ou não que seus filhos a frequentem.
Enquanto isso não acontecer, o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos será letra morta em nosso país.
Fonte: http://videos.r7.com/professora-choca-alunos-de-10-anos-com-questionario-sobre-posicoes-sexuais/idmedia/50638ae7e4b03420d5780eb2.html
Do Escola Sem Partido.