segunda-feira, outubro 01, 2012

Popularidade de Cristina Kirchner não para de cair


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Com agência EFE

Segundo pesquisa, 60,3% da população argentina desaprova a atual gestão da presidente, o dobro que o registrado em outubro de 2011

 (Leo La Valle/EFE) 
A presidente Cristina Kirchner, durante evento
 de apresentação da diretoria da YPF

A popularidade da presidente argentina, Cristina Kirchner, segue em queda, revela uma pesquisa publicada neste domingo pela imprensa local, a qual mostra que a imagem positiva da governante chegou a 24,3%, contra 30% do último mês de agosto e 63% de outubro 2011, quando foi reeleita.

Aproximadamente 60,3% da população argentina desaprova a atual gestão de Cristina, o dobro que o registrado em outubro de 2011, revelou a enquete realizada pela empresa de consultoria Management & Fit (M&F) entre os dias 21 e 29 deste mês, poucos dias depois de um grande protesto nas ruas. Na ocasião, milhares de pessoas se reuniram para reivindicar mudanças em sua política governamental, além de medidas para frear a elevada inflação e a insegurança.

De acordo com esta mesma pesquisa, 72,2% dos entrevistados assinalaram que está de acordo com o panelaço "como forma de reivindicação", embora apenas 50% destes estariam dispostos a participar de um protesto como o do último dia 13 de setembro em Buenos Aires.

A diretora da M&F, Mariel Fornoni, declarou ao jornal Clarín que a pesquisa evidencia "uma situação de empatia" com o panelaço e acrescentou que "as pessoas pedem soluções urgentes em relação à insegurança, corrupção, inflação e, inclusive, pela liberdade".

No último ano, a economia argentina freou bruscamente seu ritmo de crescimento, e o governo rebaixou a 3,8% a previsão de aumento do PIB para 2012, contra 9,2% do último ano.

O governo reconhece uma inflação anualizada de 10%, segundo números oficiais que foram questionadas pelo Fundo Monetário Internacional, mas as consultoras privadas elevam esse número até 24%.

Para a realização desta enquete, que possui uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os organizadores ouviram 2.259 pessoas.