Gustavo Kahil
Exame.com
Decisões de Dilma Rousseff e equipe econômica impulsionaram e derrubaram setores inteiros
Wilson Dias/ABr
O índice do Setor Elétrico despencou 8,3% no mês
São Paulo – As decisões do governo Dilma Rousseff e sua equipe econômica tiveram um efeito determinante sobre o rumo das ações na bolsa brasileira em setembro. Enquanto o setor elétrico despencou após a revisão das regras para concessões no setor, os papéis de siderúrgicas dispararam com o aumento das tarifas de importação de certos produtos. OIbovespa terminou o mês com uma alta de 3,7%.
Fora daqui, a atuação dos governos também foi determinante e o sentimento geral em relação aos ativos de risco melhorou. Tanto o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Central americano (Federal Reserve) fizeram o que era esperado e anunciaram medidas de estímulos econômicos. Nos últimos dias, contudo, as preocupações em relação ao ambiente político e financeiro da Espanha pioraram um pouco as expectativas de melhora da zona do euro.
O resultado de estresse dos bancos do país revelou que o setor precisa de 59,3 bilhões de euros (76,3 bilhões de dólares) em capital para lidar com um cenário de queda aguda da economia do país. Os resultados irão ajudar a Espanha a determinar quanto dinheiro irá precisar pedir à União Europeia como parte da linha de 100 bilhões de euros disponível.
Alta
As ações da B2W dispararam 43% neste mês apoiadas em rumores sobre um possível interesse da Amazon em seu capital (fato negado por ambas) e também pelas notícias de que a sua controladora, a Lojas Americanas, têm aumentado a sua fatia na empresa por meio de compras de papéis diretamente no mercado.
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Empresa
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Código
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Preço (R$)
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Var. (%)
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B2W
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10,65
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42,95
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Usiminas
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10,12
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23,57
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Usiminas
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11,62
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19,67
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Suzano
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5,33
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18,71
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Klabin
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10,6
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16,61
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Fibria
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18,43
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16,5
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GOL
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11,57
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14,22
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Cosan
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37,03
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10,87
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CSN
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11,42
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10,55
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BR Malls
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28,15
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10,39
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Para o analista do Santander, Tobias Stingelin, o aumento da participação da Lojas Americanas indica um comprometimento com a B2W e envia um sinal positivo. Stingelin acredita, contudo, que a controladora não tem o interesse de fechar o capital, mas poderia continuar a comprar os papéis na bolsa até o limite de 29% do que circula no mercado sem a necessidade de lançar uma oferta para todos acionistas.
Além disso, a empresa renegociou as cláusulas de endividamento máximo com credores, que passou de um nível de dívida líquida sobre o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,9 vezes nos últimos doze meses para 3,5 vezes. “No momento, estimamos que a B2W pode alavancar mais R$300-500 milhões”, calcula o analista do Santander.
Baixa
O setor elétrico viveu momentos de terror no mês. Em uma medida bastante aguardada, a presidente anunciou o programa de redução de tarifas. Alguns detalhes relacionados às indenizações para empresas que não aceitem os novos termos e as renovações das concessões foram entendidas como quebra de contrato e um sinal de insegurança jurídica no setor. O resultado foi uma forte queda dos papéis do setor.
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Empresa
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Código
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Preço (R$)
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Var. (%)
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Cesp
|
21,65
|
-42,34
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Cemig
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24,58
|
-35,65
|
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Cteep
|
37,68
|
-33,7
|
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Eletrobras
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12,1
|
-20,76
|
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|
Copel
|
33,1
|
-16,2
|
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Rossi
|
5,03
|
-16,17
|
|
|
Cielo
|
50,59
|
-14,6
|
|
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ALL
|
8,38
|
-13,79
|
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|
MMX
|
4,97
|
-11,72
|
|
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Eletrobras
|
18,23
|
-10,99
|
“A percepção de quanto a força regulatória do país se enfraquece dependerá de como o regulador avaliará os ativos dos detentores das concessões. A intenção do governo de reduzir as tarifas de eletricidade para os consumidores finais, o que se acredita ser o direcionador de suas ações, deverá pressionar a geração de fluxo de caixa”, ressalta a Fitchem uma análise publicada recentemente. Seis das dez maiores baixas do mês são do setor. A Cesp levou a pior, com uma queda de 42,3%.
