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Mariana Branco, da Agência Brasil
"Ele [o projeto de lei] basicamente mantém o limite de 30% de prestação de serviços nas áreas essenciais, como saúde e segurança", disse o senador Paulo Paim
Marcello Casal Jr./ABr
Protesto dos servidores federais em greve: para a parlamentar,
o PLS n° 84/07 tem mais chances de ser aprovado do que
o PLS n°710/2011, do senador Aloysio Nunes (PSDB)
Brasília - O Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 84/07, do senador Paulo Paim (PT-RS), que regulamenta o direito de greve no serviço público, pode ser votado ainda este ano. De acordo com a relatora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), o debate sobre o projeto está "bem encaminhado".
"A gente já conversou com as centrais sindicais. Ele [o projeto de lei] basicamente mantém o limite de 30% de prestação de serviços nas áreas essenciais, como saúde e segurança. Não altera muito em relação ao que é hoje, mas dá uma ampliação [na quantidade de serviços abarcados]", declarou.
Para a parlamentar, o PLS n° 84/07 tem mais chances de ser aprovado do que o PLS n°710/2011, do senador Aloysio Nunes (PSDB), que também trata de regulamentação das greves no serviço público. "As condições [para aprovar a proposta de Paulo Paim] são melhores", disse a senadora. A proposta de Paim é mais branda, enquanto a de Nunes é mais restritiva com relação à greve no serviço público. O projeto de Aloysio Nunes determina, por exemplo, manutenção de 50% a 80% dos servidores trabalhando, e a obrigatoriedade de avisar sobre a deflagração da greve com 15 dias de antecedência.
A senadora Ana Amélia falou sobre a regulamentação das greves durante o 87° Fórum Nacional de Secretários de Estado de Administração, do qual participou como integrante da Frente Parlamentar Mista do Fortalecimento da Gestão Pública. A frente é um grupo formado por senadores e deputados com a finalidade elaborar e trabalhar para a aprovação de leis que melhorem a eficiência da administração pública.
O deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), presidente da Frente do Fortalecimento da Gestão Pública, também se disse favorável ao projeto de lei de Paulo Paim. "[O projeto] procura ter equilíbrio, não radicalizar. O direito de greve foi uma conquista do trabalhador. Ele tem sido muitas vezes usado de forma errada e precisamos ver a melhor forma de regular isso", comentou.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Ainda desejamos ver aprovado um projeto que proteja a SOCIEDADE, as pessoas, e não uma classe de privilegiados que ignoram completamente a quem devem servir e por quem são pagos.;
A greve deve ser sempre o último dos recursos de qualquer negociação. Não dá para a sociedade concordar e ser obrigada aceitar greve de servidores que ganham valores acima de R$ 10 mil reais por mês, por exemplo, enquanto a média salarial dos trabalhadores brasileiros não é superior a R$ 2 mil.
Não dá para a SOCIEDADE ser permissiva com greves que lhe negam a prestação de serviços básicos pelos quais ela precisa trabalhar quase meio ano para mantê-los e ter acesso e direito a eles.
Assim, sabendo da falta de consciência e de responsabilidade desta elite de servidores, que ignoram completamente suas obrigações e chantageiam governos apenas para serem ainda mais privilegiados do que já são, fica difícil acreditar que desta toca saia algo útil e em favor desta sociedade.
Vamos ver no que resultará este movimento para conhecer de perto as reais intenções destes militantes de "boas causas" em favor de uns poucos mercenários do serviço público. Tanto é assim que a "proposta mais branda" tem mais chances de ser aprovada. Ou em outras palavras, vai se criar uma palavra para não mudar absolutamente nada.
