sexta-feira, outubro 12, 2012

O pesadelo da Vale na África


Roberta Paduan
Revista Exame

Instabilidade política, suspeitas de corrupção, mudança nas regras de negócios e um sócio odiado pelo governo atual — o quarto em quatro anos. Esse é o ambiente que a Vale enfrenta na Guiné, país que abriga a maior reserva de minério de ferro inexplorada

Seyllou/AFP Photo
Soldados do exército nas ruas da capital da Guiné: 
uma triste cena tipicamente africana

São Paulo - O israelense Beny Steinmetz se tornou um dos homens mais ricos do mundo fazendo negócios em lugares onde outros empresários não teriam coragem sequer de colocar seus pés — provavelmente por medo de pisar em minas terrestres. Sua especialidade é a exploração de recursos minerais em países, digamos, complicados.

Diamantes em Serra Leoa, cobalto no Congo, petróleo na Nigéria. Tudo isso em meio a guerras civis, golpes militares e rodadas de limpeza étnica. Deu tão certo que, hoje, seu patrimônio é estimado em 6 bilhões de dólares. Steinmetz, obviamente, não é candidato ao Nobel da Paz.

Ele mesmo gosta de dizer que seu estilo é “agressivo” e que, para se dar bem nesses lugares, é preciso “sujar as mãos”. Não é surpresa, portanto, que nos últimos meses o israelense tenha se metido num novo rolo, desta vez na Guiné, república localizada no oeste africano.

O governo local o acusa de não ter cumprido a lei ao assumir os direitos de exploração da mina de Simandou, a maior reserva de minério de ferro inexplorada do mundo. Até aí, essa seria uma encrenca típica na carreira de Steinmetz — não fosse sua sócia em Simandou a brasileira Vale.

Dois anos atrás, a mineradora comprou uma participação na mina por 2,5 bilhões de dólares. Parecia um preço justo a pagar por aquele que é considerado o mais promissor projeto de mineraçãode ferro do mundo. Mas, nos últimos meses, a aventura africana da Vale se transformou num pesadelo que inclui mortes, acusações de corrupção, intriga internacional e, por fim, a ameaça de um prejuízo bilionário.

Ao investir na Guiné, a Vale entrou em rota de colisão com personagens poderosos. A australiana Rio Tinto e a chinesa Chinalco são donas de uma das metades da reserva — e, como se verá adiante, tornaram-se inimigas declaradas da empresa brasileira e seu sócio israelense, donos da outra metade¬ de Simandou.

O governo da Guiné, que decidiu mudar as regras do jogo para ganhar mais dinheiro com a exploração da mina, convocou o megainvestidor húngaro George Soros e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como assessores para a revisão do código mineral, que regula a extração das riquezas do país. 

 Soros e Blair, assim, também cerram fileiras ao lado da turma anti-Vale. Para a empresa brasileira, a decisão de entrar em Simandou já havia dado origem a inimizades, complicações e embaraços demais. Mas, hoje se vê, o poder de atração da mina é tão grande que, ao mesmo tempo que ninguém quer sair de lá, quem está de fora parece doido para entrar: a lista de inimigos da mineradora brasileira acaba de crescer.

De uns meses para cá, o imbróglio ganhou novos participantes — estes, velhos conhecidos da Vale. Segundo EXAME apurou, em julho o banco de investimento BTG Pactual, controlado pelo carioca André Esteves, propôs se tornar consultor financeiro da Guiné em todas as operações que envolvam Simandou.

Na proposta, enviada ao governo e à qual EXAME teve acesso, o BTG informa que se candidata “a agir como seu consultor financeiro exclusivo com um potencial aporte de capital ou qualquer forma de disposição de ativos em ferro ou logísticos localizados no Complexo de Simandou”.

Os contatos entre o banco brasileiro e o governo guineense estão sendo intermediados por Mohamed Condé, filho do presidente da Guiné, Alpha Condé. Mohamed fala português, língua que aprendeu quando morou no Brasil. Na segunda-feira 10 de setembro, Mohamed desembarcou em São Paulo acompanhado dos ministros de Minas e dos Transportes de seu país.

Pessoas do governo da Guiné garantem que a razão da viagem foi uma reunião com o BTG. Segundo executivos que acompanham de perto o processo, quem está por trás da investida do BTG Pactual na Guiné é ninguém menos que Roger Agnelli, que foi presidente da Vale entre 2001 e 2011.

Agnelli, que negociou pessoalmente a entrada da Vale no projeto de Simandou dois anos atrás, é hoje sócio de Esteves na recém-criada mineradora B&A. Enquanto briga com o governo da Guiné, apara arestas com seu polêmico sócio israelense, enfrenta gigantes da mineração mundial e apanha de Soros e Blair, a Vale ainda tem, agora, de se defender da investida de seu próprio ex-presidente num de seus mais estratégicos projetos. 

Por que Simandou?

Simandou, a maior mina de ferro “virgem”: quem está fora quer entrar
 e quem está dentro não quer sair — por enquanto

A República da Guiné é um dos países mais pobres do mundo. Desde que obteve sua independência da França, em 1958, viveu uma história que, salvo uma exceção aqui e ali, é tragicamente comum aos países do oeste da África, região de notória instabilidade política e persistente atraso econômico. 

 Ahmed Touré, seu primeiro governante, ficou no poder por 26 anos, flertou com modas como o socialismo e o pan-africanismo, esmagou a oposição e levou 1 milhão de pessoas para o exílio. Seu sucessor, Lansana Conté, durou 24 anos no cargo, à custa de eleições notoriamente fraudadas (numa delas, recebeu 95% dos votos).

Em 2010, dois anos após sua morte, o país escolheu seu primeiro presidente de maneira democrática. Alpha Condé, que nos tempos de oposição havia sido condenado à morte, preso e exilado, ganhou as eleições. Assumiu um país com uma economia arrasada por anos de estagnação, renda per capita de 1 000 dólares (um décimo da brasileira) e 24 etnias que volta e meia entram em conflito.

Quando procurou formas de equilibrar minimamente as finanças do governo, Condé atacou o alvo óbvio. A Guiné tem metade das reservas mundiais de bauxita, além de jazidas de diamantes e ouro. Tem, sobretudo, um tesouro escondido numa cadeia de montanhas no sudeste do país — a reserva de Simandou. O governo, concluiu Condé, precisa ganhar mais dinheiro com suas reservas minerais. Azar das mineradoras.

Localizada numa das extremidades da Guiné, quase na fronteira com Costa do Marfim e Libéria, Simandou é, hoje, uma das peças mais valiosas no jogo mundial da mineração. Os especialistas gostam de compará-la à paraen¬se Carajás, que tem a maior reserva com alto teor de minério de ferro do mundo.

Enquanto a reserva brasileira tem estimados 7,4 bilhões de toneladas de minério com teor de ferro de 67%, Simandou tem 5,5 bilhões de toneladas, a maior parte com teor semelhante (talvez não por coincidência, encaixando o mapa do Brasil no da África, a Guiné ficaria imediatamente ao norte do Pará).

O que aguça o interesse de tanta gente é o fato de Simandou ser inexplorada — pelos mapas que regem a estratégia dos gigantes do setor, é a maior reserva de ferro “virgem” do planeta. Por décadas, esse potencial todo ficou fora do radar das mineradoras. Mas, há cerca de dez anos, quando ficou claro que a demanda chinesa por minério de ferro catapultaria os preços, começou uma corrida a Simandou. Era uma oportunidade que ninguém podia se dar ao luxo de ignorar.

As origens do atual rolo que apavora a Vale na África remontam ao ano de 2003. Foi quando a australiana Rio Tinto, arquirrival da mineradora brasileira, obteve o direito de explorar o complexo de Simandou. O ano do investimento fazia sentido do ponto de vista econômico, já que o ciclo de alta no preço das commodities estava apenas começando. 

Mas, politicamente, era uma péssima hora para colocar dólares na Guiné. O governo do ditador Lansana Conté começava a agonizar — ele passaria os cinco anos seguintes escapando de tentativas de assassinato e golpes de Estado. Com tamanha instabilidade, os planos de iniciar a exploração de Simandou foram sendo postergados.

Em 2008, Conté, culpando a Rio Tinto pelo atraso na exploração da mina, decidiu pregar uma peça nos australianos. Ele dividiu Simandou em duas. E deu uma das metades ao israelense Beny Steinmetz. A irada Rio Tinto, que tinha tudo, ficou com metade. E a Vale de Roger Agnelli decidiu que era hora de fazer seu movimento.

Em maio de 2010, enquanto a Rio Tinto ainda reivindicava o direito de explorar a mina inteira, a Vale comprou 51% dos direitos da metade que o governo havia dado a Steinmetz. A empresa brasileira se comprometeu a pagar 2,5 bilhões de dólares ao israelense (500 milhões à vista).

Juntos, criaram a Vale Beny Group. A transação provocou a ira da Rio Tinto: o presidente da mineradora australiana, Tom Albanese, cortou relações pessoais com Agnelli. “É uma Carajás na África, tanto em volume como em qualidade”, disse, na época, o presidente da mineradora brasileira.

Segundo suas projeções, a empresa começaria a produzir na África já em 2011. Foi um senhor erro de previsão: seis meses depois de pagar meio bilhão de dólares a seu sócio israelense, o drama da Vale começou.

O governo contra a Vale

Roger Agnelli, ex-presidente da Vale: 
“Se tivesse 20 anos, investiria na África”, 
disse ele ao sair da empresa
Ex-professor de direito da Sorbonne e rival das duas ditaduras que fincaram a Guiné no atraso, Alpha Condé assumiu com uma plataforma clara — lucrar com o que o país tem debaixo da terra. Com assessoria de George Soros e Tony Blair, Condé decidiu que o governo ficaria com 15% de participação em todos os projetos de mineração, além de uma opção de compra de outros 20%.

Para as empresas que haviam investido no país de acordo com as regras antigas, a mudança do código de mineração foi um baque. O governo exigiu também mudanças nos projetos, sobretudo na logística, o que aumentaria seus custos significativamente. Mas os primeiros sinais indicam que a força, na negociação, está com o governo.

 A Rio Tinto, por exemplo, assinou um novo acordo. Vai pagar 700 milhões de dólares para ficar com o que lhe restou e acatou as alterações no projeto. O que fará a Vale? Ninguém sabe. A empresa não comenta o assunto. Seu sócio israe¬lense alega que tem contratos assinados e ratificados com o governo do país, e que não aceita a mudança de regra no meio do caminho.

Para azar da Vale, o principal inimigo de Condé no momento é justamente Beny Steinmetz. Logo ao assumir, ele anunciou que revisaria todos os contratos de concessão mineral fechados entre 2008 e 2010, o turbulento período que antecedeu a primeira eleição democrática do país — e, não à toa, o intervalo entre a concessão dos direitos de exploração ao israelense e a assinatura do acordo com a Vale.

Saque e morte

Murilo Ferreira, na sede da Vale: 
preferência por investimentos 
no Brasil
A hostilidade é tanta que, em fevereiro do ano passado, o presidente da Guiné proibiu o israelense de se sentar à mesma mesa que ele e Agnelli durante a cerimônia de início de uma obra da Vale Beny Group. Membros do governo espalham que Steinmetz obteve a licença para explorar Simandou após subornar a quarta esposa do ditador Conté — que assinou o decreto em seu leito de morte.

Principal executivo da empresa de Steinmetz, a BSGR, o israe¬lense Asher Avidan diz que as alegações são falsas. “A Vale só fechou conosco após promover uma profunda auditoria. Eles reviraram nossos documentos”, afirmou ele a EXAME. Avidan atribui as denúncias a grandes empresas que “não se conformam em perder um grande ativo como Simandou para uma empresa menor”.

O fato é que o governo da Guiné enviou ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, um recado. Só aceitará que a empresa siga em Simandou se romper a sociedade com Steinmetz — que, obviamente, diz que não arredará pé.

Além da ameaça de prejuízo, a crise por que passa a Vale na Guiné é, também, uma potencial fonte de danos para a reputação da empresa. Na madrugada de 31 de julho, o acampamento da mineradora na cidade de Zogota foi invadido por manifestantes — segundo eles, Vale e Steinmetz não estão cumprindo os acordos para a contratação de funcionários de etnias locais.

O acampamento foi saqueado. Mas a tragédia de fato aconteceu no dia 4 de agosto, quando seis dos supostos manifestantes foram mortos por soldados do governo. A verdadeira razão para o massacre ainda não está clara. Políticos locais acusaram a Vale de fornecer veí¬culos usados pelo Exército para atacar as vítimas.

 A empresa nega veementemente a acusação. Explicou que cedeu veículos, a pedido do governo, para que uma comitiva governamental inspecionasse o acampamento no dia 3. Segundo a empresa, os veículos buscaram as autoridades no aeroporto e as levaram de volta no mesmo dia, e não há hipótese de os carros terem sido usados pelo Exército.

Na névoa típica de países sem imprensa livre, teme-se que o governo tenha aproveitado a manifestação anti-Vale para matar opositores. “Não sabemos o que houve, mas achamos por bem tirar todos os funcionários da área de risco, embora ninguém tenha sido ameaçado ou ferido”, afirma Murilo Ferreira, presidente da Vale.

André Esteves, controlador do 
BTG Pactual: negociações com
 o governo da Guiné em curso
 Esse é o pano de fundo para a recente investida do BTG na Guiné. O que, afinal, André Esteves viu na distante e complicada Guiné? Embora todos os documentos enviados ao governo sejam assinados pelo BTG Pactual, até as montanhas de Simandou sabem que é Roger Agnelli o homem por trás do movimento do banco brasileiro.

Em seu último pronunciamento à frente da Vale, Agnelli disse que, se tivesse 20 anos, não teria dúvidas: partiria para a África. Recentemente, o executivo contratou para sua mineradora o geólogo José André Alves, ex-responsável técnico da Vale na Guiné.

Ele é considerado, dentro e fora da empresa, um dos profissionais que mais conhecem o complexo de Simandou. Outro diretor da Vale levado por Agnelli para sua nova empresa é Eduardo Ledsham, que conduziu as negociações com Steinmetz em 2010. 

Agnelli e Esteves viram o óbvio: colocar Simandou em operação vai custar muitos bilhões de dólares, e alguém terá de encontrar esse dinheiro. Segundo o banco americano JP Morgan, apenas a metade de Rio Tinto e Chinalco custaria 19 bilhões de dólares para ficar de pé.

O gasto com logística será monstruoso. Para escoar o minério enterrado nas montanhas de Simandou, será necessário construir e operar pelo menos uma ferrovia e um porto de águas profundas. Vale e Rio Tinto têm projetos próprios. O da mineradora brasileira ainda está em discussão.

O plano original era transportar o minério para a vizinha Libéria, o que diminuiria os custos. Mas o governo guineense quer forçar a Vale a construir toda a cadeia de logística dentro da própria Guiné — como, aliás, será feito pela Rio Tinto. O projeto da australiana custará pelo menos 10 bilhões de dólares.
 Rio Tinto e seus sócios entrarão com metade do dinheiro, e o governo, com o resto — mas, falida, a Guiné não tem um tostão para investir. A empresa contratada pelo governo para levantar os recursos para o projeto vem causando insatisfação por sua inexperiência em projetos desse porte. A brecha para BTG e Agnelli, portanto, está aberta.

Além de avaliar e estruturar fusões, aquisições, transferências de ativos, desenvolvimento de novos negócios e tudo o mais que envolva empresas e governo, o BTG ainda se dispõe a levantar capital para investimentos em Simandou. Cobraria 2,5% do valor de cada operação realizada sob sua consultoria.

O pulo do gato está na forma de pagamento sugerida pelo banco brasileiro: dinheiro ou “ativos não monetários” como reservas minerais ou fatias de ferrovias ou portos. Sabendo que o governo vive em completa penúria, o mais provável é que eventuais pagamentos ao BTG fossem mesmo feitos em forma de depósitos de minério — que enriqueceriam o portfólio da recém-criada B&A, de Agnelli e Esteves.
Caso a proposta seja aceita, a Vale pode ser obrigada a negociar o futuro da maior mina inexplorada do mundo justamente com seu ex-presidente. 

Curiosamente, a investida de Agnelli na Guiné acontece num momento em que a Vale revê o legado do executivo à frente da empresa. O gigante criado por ele, que tão bem fez aos acionistas nos anos de euforia provocados pela demanda chinesa, está sendo remodelado — e talvez perca um pouco de sua ambição.

Entre janeiro e agosto, a desaceleração vista na China derrubou o preço do minério em 20%. Desde seu ápice, em 2010, o valor de mercado da Vale caiu um terço. Mais de 90 bilhões de reais dos acionistas evaporaram no período. Para Ferreira, a Vale investiu em negócios demais, e os novos tempos pedem uma operação mais enxuta.

Apesar de o governo chinês ter acabado de lançar um plano de 150 bilhões de dólares para reaquecer a economia, ninguém tem dúvidas de que os ventos mudaram e o mundo enfrentará um período de estagnação que pode durar vários anos. A empresa está vendendo unidades de manganês e carvão e adiando projetos como uma mina de potássio no Canadá.

Em setembro, vendeu dez navios por 600 milhões de dólares. O plano é concentrar energia e, sobretudo, recursos no desenvolvimento de outra área de Carajás, a mina Serra Sul. O investimento no projeto será de 40 bilhões de reais até 2016 — mais da metade disso será investida em logística.

 Na extensa lista de problemas que Murilo Ferreira administra desde que chegou à empresa, em maio de 2011, está a pendenga dos royalties com o Departamento Nacional de Produção Mineral, que acusa a mineradora de ter recolhido durante anos valores abaixo do devido.

No início deste mês, a empresa anunciou a provisão de 1,4 bilhão de reais, sinalizando que está prestes a fechar um acordo com o governo. A perda, apesar de enorme, ainda fica abaixo das contas do governo, que calculava a dívida em 4 bilhões de reais.

Outro problema que tira o sono de Ferreira é uma cobrança da Receita Federal, que alega que a empresa passou anos recolhendo menos impostos sobre o lucro de suas subsidiárias no exterior. Nessa conta, a Receita cobra 30 bilhões de reais da mineradora, outro pesadelo para a companhia, que está longe de resolver o problema. Procurado, Roger Agnelli não concedeu entrevista. O banco BTG Pactual também não respondeu à reportagem de EXAME.

Diante dessas mudanças na orientação da empresa, qual será a reação da Vale aos problemas na Guiné? O tempo joga contra a empresa. Até abril de 2013, a mineradora tem de pagar os 2 bilhões de dólares restantes ao sócio israelense. Caso não pague, sua participação no projeto será diluída dos atuais¬ 51% das ações para 10%.

Se decidir seguir adiante e pagar o prometido, terá ainda de investir, em conjunto com Steinmetz, outros 8 bilhões de dólares para explorar a mina de Simandou. Segundo EXAME apurou, a chance de que isso aconteça é baixíssima. A Vale quer acordar, o quanto antes, de seu pesadelo na Guiné — e isso, hoje, talvez signifique ir embora.