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Na capital do Amapá, horário eleitoral exibe Lula pedindo voto para prefeito que passou dois meses preso no fim de 2010. Tudo para que Macapá seja pedaço do “novo Brasil”, diz Lula
Reprodução YouTube
Lula, na propaganda do horário eleitoral:
"apoio o Roberto para prefeito. Porque é preciso que toda cidade
seja um pequeno pedaço do novo Brasil que estamos construindo"
São Paulo – As denúncias e restrições judiciais impostas ao candidato Roberto Góes (PDT), atual prefeito de Macapá, não o impediram de ficar na dianteira no primeiro turno destas eleições. Góes, que teve o mandato interrompido por dois meses após ser preso pelaPolicia Federal, entre 2010 e 2011, luta agora para garantir a reeleição no dia 28 de outubro. Para isso, conta com a presença de Lula no horário eleitoral.
Roberto Góes, candidato à reeleição em Macapá:
campanha realizada com restrições judiciais e atual
mandato interrompido por dois meses depois de prisão pela Polícia Federal
Em vídeo que estreou nesta semana (veja abaixo), o ex-presidente da República afirma que, para garantir o avanço do município brasileiro, é preciso votar no aliado do PDT.
Tudo para garantir que Macapá seja um “pedaço do novo Brasil que estamos construindo”, diz Lula na propaganda eleitoral.
A situação inusitada na capital do Amapá é que Roberto Góes faz sua campanha sob uma série de restrições judiciais, impostas pelo Tribunal de Justiça depois que foram encontradas armas em sua casa.
O atual candidato do PDT fez um acordo com a justiça e, por causa da posse ilegal de armas, não pode se ausentar do estado por mais de 30 dias sem autorização nem frequentar lugares públicos como bares. Além disso, precisa se apresentar ao judiciário de tempos em tempos.
Outro imbróglio na biografia do atual prefeito ocorreu entre dezembro e fevereiro de 2010, quando passou Natal e réveillon preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Reassumiu o mandato assim que foi libertado pela justiça..
Góes foi preso preventivamente pela Operação Mãos Limpas da PF. É acusado de envolvimento em um esquema de desvios de recursos públicos que alcançaram a casa do bilhão em todo o Amapá, segundo a polícia, e que incluía representantes dos três poderes.
Na época, o governador Pedro Paulo Diaz, assim como o então candidato ao Senado, Waldez Góes, foram presos. Waldez é primo de Roberto e hoje presidente do PDT no estado.
Segundo a Polícia Federal, os desvios se concentravam na área de educação.

