sexta-feira, novembro 23, 2012

Governo eleva estimativa de custo do trem-bala para R$ 35,6 bilhões


 Rafael Bitencourt
 Valor


BRASÍLIA - O diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França, disse nesta quarta-feira que o governo revisou de R$ 33,2 bilhões para R$ 35,637 bilhões o custo total do trem de alta velocidade (TAV) que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). “Houve atualização do custo porque no estudo inicial o número de material rodante (trens) era inferior ao da demanda identificada”, afirmou ele no seminário “Trens de Passageiros – uma necessidade que se impõe”, realizado na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.

De acordo com a previsão atual, a primeira etapa da licitação do empreendimento, relacionada à compra de trens, vagões e serviços complementares, envolverá custos de R$ 8,7 bilhões. Essa fase inclui a contração da empresa que será responsável por implementar a tecnologia do trem de alta velocidade e operar o serviço pelo prazo de concessão de 40 anos. Concluída essa etapa da licitação o governo lançará novo leilão pelo qual assinará o contrato das obras de construção civil. A instalação das estruturas de pontes e viadutos consumirá R$ 26,9 bilhões.

Apesar da atualização, a maioria dos números referentes ao projeto é de setembro de 2008, quando foram concluídos os estudos de viabilidade técnica e econômica do trem-bala, que consideram demanda, custo de implementação e operação.

De acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado na terça-feira, a EPL publicará o edital e a minuta de contrato na próxima segunda-feira, dia 26. Depois disso, a expectativa é que o leilão seja realizado em prazo de oito meses, segundo Hélio Mauro França.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Impressionante esta obsessão do governo Dilma pelo trem bala que, até aqui, e a cada novo adiamento do leilão, não para de elevar seu preço. Mas fiquem tranquilos. Considerando os “furos” do edital não há como o investimento final não ficar próximo dos R$ 50 bilhões, coisinha de nada para um país de ricos e milionários e sem carências de espécie alguma, contando, ainda, com serviços básicos de primeiro mundo... Como o próprio governo garantiu que cobrirá os prejuízos do investimento, não há como a teimosia não vingar e acabar dando certo.