terça-feira, fevereiro 19, 2013

Dilma Rousseff e a bofetada na soberania nacional.


Adelson Elias Vasconcellos

Se a gente for pesquisar o currículo de Dilma Rousseff, iremos encontrar a fase em que esta senhora travou duras batalhas contra o poder no Brasil. Foi guerrilheira, assaltante de bancos e pertenceu a grupos terroristas.  Fosse a ditadura militar (como era) ou mesmo um regime democrático, ainda assim Dilma Rousseff teria pertencido aos mesmos grupos guerrilheiros, dado que seus objetivos eram o de instalar no Brasil um regime aos moldes do que Fidel Castro implantou em Cuba. Não se tratava, como anos depois tentou mentir, de lutar contra a ditadura em si, contra um regime de exceção com propósitos de reconquistar e restaurar a democracia no país. Desejava era a troca pura e simples de um regime ditatorial por outro, a ideologia apenas é diferenciava um regime opressivo de outro.

Lula acenou candidamente para caudilhos latinos e ditadores canalhas espalhados pelo mundo. Sua política externa desceu ao grau de permitir seguidamente que se cuspisse na soberania brasileira. Celso Amorin, seu cão de guarda fiel,  não conseguiu em oito anos ganhar uma única batalha em que se aventurou. Em todas o nome do Brasil foi arrastado na lama. 

Lá no começo do governo Dilma, quando ela acenou com uma crítica a uma cidadã iraniana condenada à morte por apedrejamento pelo regime do Irã, parte da imprensa soltou foguetes por ver ali um sinal de que a política externa brasileira, sob seu comando, voltaria a ter decência e tomar juízo.

Voltem ao arquivo e vocês verão as advertências feitas aqui. Afirmei na época que só acreditaria em “mudança de ares” se ela condenasse publicamente os regimes de Cuba e da Venezuela. Criticar o Irã, a milhares de quilômetros de distância era fácil, ainda mais por conta de que nossa relações eram assim tão sólidas. Queria vê-la ter postura crítica para Fidel, Cristina Kirchner, Hugo Chavez, até porque, mesmo que quisesse, seu partido não lhe daria espaços para tanto.

Dilma foi à Cuba, e não apenas se recusou em criticar o regime e os direitos humanos solapados pelos Castros, como ainda se meteu em ver o comércio bilateral com a Argentina ser ultrajado pelos constantes abusos cometidos pela presidente argentina. Mais: se meteu numa aventura estúpida em relação ao Paraguai, abrindo caminho para o ingresso da Venezuela no Mercosul, contrariando assim todos os dispositivos protocolares para admissão de novos “sócios”.    

Já há algum tempo que se denuncia a presença de guerrilheiros das FARC’s em território brasileiro, mormente em acampamentos do MST, onde dão aulas de terrorismo urbano.  Até hoje, ao que se sabe, a Polícia Federal não prendeu nenhum deles. 

Porém, Dilma Rousseff parece não estar satisfeita com este histórico. Demonstrando sua fiel e cúmplice ligação com o terrorismo praticado na América do Sul pelos regimes de Cuba e da Venezuela, tem permitido que agentes destes países atuem livremente em território brasileiro de forma ilegal e desrespeitosa às nossas instituições. 

A ação ilegal de um diplomata venezuelano, participando de um ato promovido pelo chefe de quadrilha, José Dirceu, condenado à prisão, contra o Poder judiciário e as oposição já, em si, é um ato de total afronta à soberania brasileira. E o que se dizer, então, da presença de espiões cubanos para acompanharem e vigiarem os passos da dissidente cubana Yoani Sánchez?   

É lógico que se tratam de ações atentatórias aos assuntos internos – caso do venezuelano -, e invasão à soberania do país – caso dos espiões cubanos.  No caso dos cubanos a coisa é ainda pior, já que o embaixador cubano manteve reuniões políticas com políticos do Brasil para tratar de assuntos da competência exclusiva de cuba em território brasileiro. É o cúmulo do absurdo.  

Fosse um governo de oposição ao PT a promover esta  vergonha, e a imprensa não esperaria 24 hora para defenestrar   os promotores do ato. Mas como se trata do PT, que com sua mágica manipulação da verdade consegue tornar autêntica a mais deslavada das mentiras.

O caso é grave demais para passar em branco. Não só a imprensa independente mas as instituições democráticas correm sério risco. Toda e qualquer entidade que tiver um pingo de amor ao país devem se levantar em protesto e exigir do governo Dilma não apenas explicações mas, também, que ponha um ponto final nesta tentativa de tornar o Brasil um quintal povoado de urubus e malfeitores.  Que Cuba e Venezuela queiram viver na lama e na opressão é problema com o qual o país não deve intrometer-se. Diferente, contudo, é que venham aqui promover seu obscurantismo e invadir nossa soberania com seu atraso. É bom lembrar que até hoje paira um total silencia sobre os dólares enviados por Cuba, via caixas de rum, para a campanha presidencial de Lula em seu primeiro mandato. 

É claro que Gilberto Carvalho, seu assessor, o Itamaraty e a própria Dilma tentarão minimizar os ocorridos. Porém, tomem ou não providências, terão aberto a porteira para transformar o país no abrigo preferencial de delinquentes, e terão concedido espaço para que qualquer ditador vagabundo se intrometa em palpitar sobre como devemos ser governados. 

Pelo esforço que empreendem, os governos petistas ainda transformarão o Brasil num misto de chiqueiro com covil, verdadeira casa de tolerância no seu pior sentido, principalmente, moral.  

Protesto bucéfalo


Antes de mais nada, em razão dos protestos em sua chegada no Recife e em Salvador, e até da ação cretina de impedir a exibição do filme sobre Yoani Sanchez, fica comprovada a reportagem da Revista VEJA  sobre a tal reunião para a montagem de um esquema anti-Yoani, entre os cubanos e as autoridades brasileiras com representantes do PT. Esta gente demonstra, assim, e mais uma vez, sua total incompatibilidade com o que seja uma democracia. Desprezam completamente um regime de liberdades.

Reparem na foto da turminha que resolveu obedecer cegamente as ordens do PT, para promover protestos contra a cubana Yoani Sanches, em sua chegada em Recife (também houve movimento igual na Bahia).  Nenhum dos fedelhos tem idade para ter vivido no Brasil na ditadura militar. Muitos sequer haviam nascido. E duvido que algum deles, de livre consciência, desejasse ser cidadão comum em Cuba dos Castros. E aí temos toda a diferença: aqui, estão livres para protestar contra a dissidente cubana. Já em Cuba, estariam presos apenas por discordarem da “ideologia” ... 

Como é bom e fácil ser a favor do regime cubano em solo democrático, não é verdade? Quero ver serem contra em Havana!!!

Para encerrar: bem que as oposições poderiam enviar representantes por onde a cubana passar para recepcioná-la. Seria uma forma de dizer quem é e quem não é amante da democracia no Brasil. Petistas e comunistas de diferentes cores, mas com a mesma essência, já sabemos, nunca foram e jamais serão.