quarta-feira, abril 17, 2013

Ação entre amigos 2: OGX busca vender bloco para Petronas por US$ 1 bi em maio

Exame.com
Cristiane Lucchesi e Juan Pablo Spinetto, Bloomberg

Segundo fontes, o bilionário brasileiro Eike Batista está tentando vender 40 por cento do bloco de petróleo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos

Divulgação/OGX
Plataforma de petróleo da OGX na Bacia de Campos

São Paulo - O bilionário brasileiro Eike Batista está tentando vender 40 por cento do bloco de petróleo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, por US$ 1 bilhão já no mês que vem, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

A OGX Petróleo e Gás Participações SA, produtora de petróleo de Eike, está em conversas avançadas com a Petroliam Nasional Bhd., empresa do governo da Malásia produtora de petróleo e de gás natural, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada, pois as conversas são privadas.

Eike, 56, está vendendo ativos e mudando times de gestores de suas companhias interligadas em meio às preocupações do mercado de que os negócios do bilionário estão perdendo acesso a financiamento.

As ações de suas empresas negociadas em bolsa perderam cerca de 90 por cento nos últimos 12 meses depois que a OGX cortou as metas de produção, reduzindo em mais de US$ 27 bilhões a fortuna pessoal do bilionário desde março de 2012.

A OGX não comenta especulações de mercado, disse a assessoria de imprensa da empresa, sediada no Rio de Janeiro, acrescentando que a companhia sempre está procurando novas oportunidades de negócios incluindo a venda de ativos em campos de petróleo.

Azman Ibrahim, um porta-voz da Petronas baseado em Kuala Lumpur, não quis comentar, dizendo que a empresa não comenta rumores de mercado.

MMX pode enfrentar nova revisão de projeções do mercado
São Paulo - Apenas um mês após encerrar as atividades no Chile, a MMX (MMXM3) irá revisar o prazo de entrada em operação os seus investimentos para expansão da mina de Serra Azul, devendo também reduzir o volume esperado de produção. O novo presidente da empresa de mineração, Carlos Gonzales, quer adequar o projeto da companhia a uma nova realidade, declarou ele ao jornal Valor Econômico. A ideia é preservar o caixa de 1,2 bilhão de reais até que seja emitida a licença ambiental para expansão das atividades na região de Serra Azul que prevê o aumento da capacidade operacional de 8,7 milhões de toneladas para 29 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo a corretora Planner, a notícia deve motivar uma revisão nas projeções do mercado pois os projetos não serão mais executados como, a princípio, se esperava.