Lisandra Paraguassu, Estadão Conteúdo
O país negociava desde 2009 o ingresso no bloco, juntamente com a Bolívia
REUTERS/Ricardo Rojas
O presidente do Equador, Rafael Correa:
a aceitação do país no Mercosul ainda terá que ser aprovada pelos Parlamentos
de todos os cinco membros atuais - inclusive o Paraguai, hoje suspenso
Brasília - O Equador anunciou neste domingo que irá aderir ao Mercosul. O país era um dos três ainda em negociação para ingressar mas, na última reunião do bloco, em dezembro do ano passado, o presidente Rafael Correa levantou dificuldades sobre o processo, especialmente sobre o regime alfandegário ao qual o Equador teria que praticar.
O protocolo formal de adesão deverá ser assinado na próxima reunião, em julho, no Uruguai.
Depois disso, a aceitação do Equador ainda terá que ser aprovada pelos Parlamentos de todos os cinco membros atuais - inclusive o Paraguai, hoje suspenso, mas que deve ser reintegrado depois das eleições presidenciais realizadas no mês passado.
Em dezembro, Rafael Correa afirmou que havia "coincidências ideológicas" com os demais participantes do grupo, mas que para o Equador, que não possui uma moeda nacional, o que sobra para corrigir potenciais problemas no setor externo é a política comercial, que seria limitada com a adesão.
A avaliação agora é que as mudanças não seriam tão significativas a ponto de ofuscar os benefícios da adesão.
O Equador negociava desde 2009 o ingresso no bloco, juntamente com a Bolívia.
Em dezembro, quando não se esperava uma resposta positiva de nenhum dos dois países, o presidente boliviano chegou a Brasília disposto a assinar imediatamente a adesão, o que fez a Bolívia passar a ser considerada o sexto membro do Mercosul, ainda que em processo de adesão. Ainda negociam o ingresso no bloco: Suriname e Guiana.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Houve um tempo que o Mercosul era formado por países democráticos e tinha por objetivo laços comerciais entre estes países.
Com o PT, o Mercosul mudou sua rota. Hoje, já admite qualquer tiranete de quinta categoria, não mais é formado por países exclusivamente democráticos e deixou de ser uma união com características comerciais. A política entrou em jogo com uma ideologia de atraso, ideológica retardada, e as premissas básicas para ingresso de países no bloco simplesmente foram jogadas no lixo.
Também, nos acordos comerciais, a seriedade é carta fora do baralho. A Argentina pinta e borda, rasga contratos e quebra compromissos coma anuência vergonhosa do Brasil cujo governo prefere muito mais cuidar dos interesses dos outros do que dos brasileiros.
O Mercosul, como se vê, virou um zorra total com as digitais petistas bem claras já que ali ele pratica o mesmo atraso e incompetência que desenvolve à frente do governo brasileiro.
