quarta-feira, maio 22, 2013

Executivos de aviação veem melhora e pedem ajuda do governo.


Exame.com
Robert Evans, Agência Reuters

Líderes da indústria de aviação executiva veem sinais de recuperação depois de quatro anos de recessão, mas apelaram aos governos para cortar impostos e burocracia

Divulgação 
A aviação executiva abrange operações de aviões particulares ou frotas
 para transportar líderes empresariais e funcionários, e os fabricantes de 
aviões e empresas de apoio que os fornecem

Genebra - Líderes da indústria multibilionária de aviação executiva veem sinais de recuperação depois de quatro anos de recessão, disseram nesta segunda-feira, mas apelaram aos governos para facilitar o caminho à frente, cortando impostos e burocracia.

O pedido foi lançado por executivos da Europa e da América do Norte, antes da abertura, na terça-feira, da conferência Ebace, uma grande vitrine anual para os fabricantes de aviões, fornecedores de equipamentos e empresas de serviços. O evento se encerra na quinta-feira.

"Os sinais são encorajadores", disse a repórteres o presidente-executivo da North American Business Aviation Association (NBAA), Ed Bolen. "Nós estamos vendo progresso em todos os setores, mas está muito frágil".

"O ambiente de dificuldades se arrasta. O tráfego ainda não se recuperou para níveis confortáveis, enquanto uma recuperação da indústria é prejudicada por algumas medidas políticas do governo", disse o presidente-executivo da EBAA, grupo europeu industrial, Fabio Gamba.

A aviação executiva abrange operações não regulares de aviões particulares ou frotas utilizadas para transportar os líderes empresariais e funcionários em todo o mundo, e os fabricantes de aviões e empresas de apoio que os fornecem.

Nos Estados Unidos, segundo a NBAA, esse segmento contribui com 150 bilhões de dólares para a economia a cada ano e oferece mais de 1,2 milhão de empregos com altos salários. Já a EBAA diz que a contribuição proporcional na Europa é semelhante.

O segmento expandiu-se com o aumento da economia mundial e do comércio internacional durante a década antes da crise financeira de 2008-2009, mas depois sofreu uma queda constante nas vendas, entregas de aeronaves e voos.