Adelson Elias Vasconcellos
Um favor a presidente poderia fazer ao país: exigir que a FIFA, nos jogos do Brasil, permita a execução integral da primeira parte do Hino Nacional. Regras foram feitas para serem mudadas, quando comprovadamente se tornam ofensivas. É um desrespeito para um país que vai torrar R$ 30,0 bilhões de seus recursos para bancar os eventos com o tal padrão FIFA, e assistir envergonhado a execução retalhada de seu hino..
E isto não cabe somente à presidente tomar iniciativa. Também a CBF deveria se posicionar a este respeito. Não é possível que o Brasil seja achincalhado, a se curvar à poderosa FIFA, para aceitar-lhe até que suas "exigências" se sobreponham à nossa soberania, exigindo mudanças no regimento interno de leis, e não tenha a coragem de dizer: no nosso hino ninguém mexe. Ou é isso, ou peguem tudo e sumam daqui!
É uma vergonha tamanha submissão. Se Dilma afirma ouvir a voz das ruas, pode começar ouvindo as vozes das arquibancadas que, aliás, foram construídas com o nosso dinheiro. A FIFA ali não botou nenhum centavo!!! Então, que ao menos tenha esta consideração com o Brasil. Nosso hino é uma instituição que não pode sofrer tamanha agressão por uma entidade privada internacional.
Já nos basta submeter nossos interesses à Argentina, Bolívia, Venezuela, Cuba & Cia. Se o governo quer que o brasileiro deixe de ser tratado como vira-latas, que comece por aí: exija da FIFA respeito ao nosso hino nacional.
