Marina Novaes
Portal Terra
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, acusou o FED (banco central dos Estados Unidos) de desestabilizar a economia mundial e causar uma "turbulência financeira" em vários mercados, inclusive o brasileiro. Em discurso na noite desta segunda-feira, em São Paulo, Holland afirmou ainda que o Brasil teve apresentou um crescimento "razoável" nos primeiros meses do ano, e tem conseguido manter os índices de inflação sob controle.
"Há cerca de um mês o FED, banco central dos Estados Unidos, desencadeou mais uma nova onda de turbulência mundial, provocando a desvalorização de várias moedas e solavancando vários mercados internacionais. E todo esse tumulto aconteceu porque a economia americana estaria se recuperando. Imagine se estivesse piorando. (...) Mas entendo que essa turbulência financeira é passageira. Infelizmente, ela veio atrapalhar, mesmo que momentaneamente, a boa trajetória da economia brasileira em 2013", disse o secretário, durante evento promovido pela revista Exame, no qual representou o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Para Holland, apesar dos recentes "abalos" na economia sofridos nos últimos meses, o Brasil vem "colhendo os frutos" das medidas implantadas em 2011 e 2012, e já apresenta sinais de recuperação no crescimento. Citando várias medidas adotadas pelo governo, ele destacou as desonerações recentes. "Só em 2012, retiramos 1% do PIB em tributos, com destaque para desoneração da folha de pagamento", disse o secretário.
Manifestações
O secretário evitou avaliar os impactos que a recente onda de manifestações nas ruas teriam causado sobre a economia do País, mas demonstrou cautela ao abordar o tema. Em uma referência às reivindicações populares, ele afirmou que "infelizmente não é possível fazer tudo ao mesmo tempo", e elogiou a postura da presidente Dilma Rousseff.
"Não podemos deixar que as movimentações exageradas recentes do mercado financeiro, provocadas pelas especulações em torno de políticas de estímulo do banco central norte-americano contaminem a avaliação e perspectivas para a economia brasileira. Nem tampouco que as manifestações recentes abalem o humor da economia. Manifestações fazem parte da democracia, e a presidente Dilma Rousseff já deu uma resposta adequada às vozes da rua", afirmou.
"Ser otimista com o Brasil não significa ignorar os problemas. Mas saber que temos as condições para superar as dificuldades. Infelizmente, não podemos fazer tudo ao mesmo tempo", completou.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Estava demorando muito para o governo não achar um culpado externo para sua incompetência interna. Não tem jeito, esta gente não aprende e vai morrer afogada na própria cegueira. Este governo é ruim de serviço, sua escala de prioridades está equivocada e na contramão das necessidades do país.
O que o governo petista parece não haver entendido é que o governo americano cuida dos interesses do povo americano, assim como o governo alemão governa para o povo alemão. Já por aqui, primeiro se cuida das parcerias com os vizinhos tipo Argentina, Bolívia, Venezuela & Cia, para só depois, se der, cuidar dos interesse internos, desde que não estrague a política da "boa" vizinhança....
Alias, acho que está na hora do senhor Guido Mantega ou se dar conta de seus diagnósticos furados, ou tentar parar de querer enganar e enrolar a população. Na tal reunião ministerial de Dilma na segunda, a certa altura, o ministro da Fazenda foi interpelado por Gilberto Carvalho, Secretário da Presidência, nos seguintes termos:
“Guido, você me perdoe! Mas a gente vai na feira e o cenário é outro. Todos reclamam da alta dos preços e da inflação. Se está tudo bem, o que a gente está fazendo aqui? O governo está falando uma coisa e o povo nas ruas, falando outra!”.
Pois é...