O Globo
Com Agências Internacionais
Protesto acontece a quatro dias das primárias que definirão os candidatos das eleições legislativas
ENRIQUE MARCARIAN / REUTERS
Manifestantes marcham em novo panelaço na Argentina
BUENOS AIRES - Milhares de argentinos participam nesta quinta-feira do quarto panelaço contra o governo de Cristina Kirchner em menos de um ano, protestando em diversos pontos do país contra temas como a insegurança, inflação e a corrupção. As manifestações ocorrem a quatro dias das primárias que definirão os candidatos das próximas eleições legislativas, em outubro, nas quais o governo põe em jogo a liderança do Congresso.
Homens e mulheres de distintas idades, a maioria de classes média e alta, se concentram em diferentes pontos da capital e marcham batendo em panelas rumo ao Obelisco, monumento no centro de Buenos Aires. Outros locais de concentração são a residência presidencial, no subúrbio de Olivos.
De acordo com o “Clarín”, a participação é mais baixa do que o esperado, também em razão do luto do país após a tragédia na cidade de Rosário, onde uma explosão matou ao menos 12 pessoas. No entanto, a mobilização das redes sociais foi forte e milhares de pessoas foram às ruas.
Na internet, o protesto foi nomeado “8A, a Argentina diz basta”, em referência ao dia 8 de agosto. Os manifestantes também usam como lema um trecho do discurso do Papa Francisco, no qual o Pontífice pediu que as pessoas fizessem lio (bagunça, em castelhano).
“A república precisa de nós, somos o freio da tirania e da cleptocracia. Vamos fazer lío (bagunça)”, dizia a convocatória do protesto organizado pela comunidade Argentinos Indignados no Facebook.
