terça-feira, agosto 27, 2013

'Cubanos não podem operar porque não sabem', diz presidente do sindicato do CE

Lauriberto Braga 
Agência Estado

Segundo José Maria Pontes, Federação Nacional dos Médicos entra nesta terça-feira com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra o Mais Médicos

FORTALEZA - A Federação Nacional dos Médicos, representando 53 sindicatos de médicos, entra às 17 horas desta terça-feira, 27, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, contra o programa Mais Médicos. A informação é do presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simce), José Maria Pontes. Segundo ele, os conselhos regionais não darão o registro para os cubanos. "Isso é uma palhaçada. Nós fomos recebidos com spray pimenta em Brasília e os cubanos são recebidos com festa no Brasil. Temos médicos brasileiros excelentes. O que não presta é a saúde pública brasileira", afirmou Pontes.

Para ele, os "cubanos não podem operar porque não sabem. E eles podem fazer um estrago muito grande no Brasil. Isso é um crime", disse.

Na sexta-feira, 23, a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) entraram com uma ação no STF para suspender o programa do governo. As entidades reclamam que o trabalho de médicos estrangeiros no País é ilegal.

Nesta segunda-feira, 70 cubanos começaram treinamento em Fortaleza para o Mais Médicos. O treinamento será de três semanas e eles serão avaliados por professores da Universidade Federal do Ceará e da Escola de Saúde Pública do Ceará. Eles chegaram na tarde de domingo direto de Havana. Cada um deles tem curso de Medicina de seis anos e mais três anos de especialização. "Mais de 700 municípios ficaram sem médicos na primeira etapa do Mais Médicos e vamos preencher com estes médicos cubanos, portugueses, argentinos e espanhóis", disse o secretário nacional de gestão estratégica e participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, presente no domingo à recepção aos médicos cubanos que chegaram portando bandeiras de Cuba e do Brasil.