João Pedro Caleiro
Exame.com
Relatório da companhia de serviços financeiros Wells Fargo avaliou as 5 variáveis mais associadas às crises financeiras nas 28 maiores economias emergentes
São Paulo - Poucas coisas são mais difíceis de prever do que a eclosão de uma crise. Que o digam as agências de rating, os bancos centrais e as grandes empresas, pegos de surpresa pelo terremoto que sacudiu a economia americana - e mundial - em 2008.
Para arriscar uma previsão, a empresa de serviços financeiros americana Wells Fargoescolheu as cinco variáveis mais associadas com crises financeiras.
Um colchão de reservas internacionais permite a uma economia se proteger de choques externos. Um câmbio sobrevalorizado leva a déficits em conta corrente que precisam ser financiados com dinheiro de fora - outro fator de fragilidade.
Uma rápida expansão do crédito levanta dúvidas sobre a capacidade de pagamento dos devedores. Um crescimento meteórico também é sinal de alerta: quanto maior a altura, maior a queda.
Considerando estes fatores, os analistas Jay H. Brison e Mackenzie Miller chegaram a uma nota final para cada uma das 28 maiores economias emergentes do mundo. Segundo eles, crises nestes países estão longe de serem inevitáveis, mas todo cuidado é pouco. Veja o ranking a seguir:
1. Colômbia
• Nota final: 110
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 24%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 25%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 16%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 25%
• Conta corrente como proporção do PIB: 20%
2. Argentina
• Nota final: 109
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 25%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 27%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 21%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 22%
• Conta corrente como proporção do PIB: 14%
3. Indonésia
• Nota final: 104
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 21%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 17%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 20%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 24%
• Conta corrente como proporção do PIB: 22%
4. Turquia
• Nota final: 100
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 20%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 4%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 22%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 26%
• Conta corrente como proporção do PIB: 28%
5. Brasil
• Nota final: 96
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 13%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 23%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 12%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 27%
• Conta corrente como proporção do PIB: 21%
6. Peru
• Nota final: 92
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 6%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 20%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 25%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 16%
• Conta corrente como proporção do PIB: 25%
7. Chile
• Nota final: 89
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 14%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 19%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 17%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 15%
• Conta corrente como proporção do PIB: 24%
8. Índia
• Nota final: 85
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 15%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 6%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 23%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 18%
• Conta corrente como proporção do PIB: 23%
9. México
• Nota final: 82
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 18%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 13%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 14%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 21%
• Conta corrente como proporção do PIB: 16%
10. Egito
• Nota final: 81
• Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 27%
• Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 22%
• PIB real (variação percentual desde 2009): 5%
• Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 9%
• Conta corrente como proporção do PIB: 18%
