terça-feira, novembro 05, 2013

Brasil é 5º emergente mais vulnerável à crise; veja ranking

João Pedro Caleiro
Exame.com

Relatório da companhia de serviços financeiros Wells Fargo avaliou as 5 variáveis mais associadas às crises financeiras nas 28 maiores economias emergentes


São Paulo - Poucas coisas são mais difíceis de prever do que a eclosão de uma crise. Que o digam as agências de rating, os bancos centrais e as grandes empresas, pegos de surpresa pelo terremoto que sacudiu a economia americana - e mundial - em 2008.

Para arriscar uma previsão, a empresa de serviços financeiros americana Wells Fargoescolheu as cinco variáveis mais associadas com crises financeiras.

Um colchão de reservas internacionais permite a uma economia se proteger de choques externos. Um câmbio sobrevalorizado leva a déficits em conta corrente que precisam ser financiados com dinheiro de fora - outro fator de fragilidade.

Uma rápida expansão do crédito levanta dúvidas sobre a capacidade de pagamento dos devedores. Um crescimento meteórico também é sinal de alerta: quanto maior a altura, maior a queda.

Considerando estes fatores, os analistas Jay H. Brison e Mackenzie Miller chegaram a uma nota final para cada uma das 28 maiores economias emergentes do mundo. Segundo eles, crises nestes países estão longe de serem inevitáveis, mas todo cuidado é pouco. Veja o ranking a seguir:

1. Colômbia

Nota final: 110
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 24%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 25%
PIB real (variação percentual desde 2009): 16%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 25%
Conta corrente como proporção do PIB: 20%

2. Argentina

Nota final: 109
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 25%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 27%
PIB real (variação percentual desde 2009): 21%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 22%
Conta corrente como proporção do PIB: 14%

3. Indonésia

Nota final: 104
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 21%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 17%
PIB real (variação percentual desde 2009): 20%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 24%
Conta corrente como proporção do PIB: 22%

4. Turquia

Nota final: 100
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 20%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 4%
PIB real (variação percentual desde 2009): 22%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 26%
Conta corrente como proporção do PIB: 28%

5. Brasil

Nota final: 96
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 13%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 23%
PIB real (variação percentual desde 2009): 12%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 27%
Conta corrente como proporção do PIB: 21%

6. Peru

Nota final: 92
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 6%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 20%
PIB real (variação percentual desde 2009): 25%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 16%
Conta corrente como proporção do PIB: 25%

7. Chile

Nota final: 89
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 14%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 19%
PIB real (variação percentual desde 2009): 17%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 15%
Conta corrente como proporção do PIB: 24%

8. Índia

Nota final: 85
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 15%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 6%
PIB real (variação percentual desde 2009): 23%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 18%
Conta corrente como proporção do PIB: 23%

9. México

Nota final: 82
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 18%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 13%
PIB real (variação percentual desde 2009): 14%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 21%
Conta corrente como proporção do PIB: 16%

10. Egito

Nota final: 81
Reservas internacionais como porcentagem do PIB nominal: 27%
Taxa real de câmbio (variação percentual desde 2009): 22%
PIB real (variação percentual desde 2009): 5%
Crédito doméstico para o setor privado (variação percentual desde 2009 na proporção do PIB): 9%
Conta corrente como proporção do PIB: 18%