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O governo desistiu de enviar ao Congresso Nacional propostas que provocariam uma reforma na Previdência Social, como as mudanças nas regras de pagamento de pensões e um projeto alternativo ao fim do fator previdenciário. O objetivo dessas sugestões seria diminuir os gastos no setor. A decisão de adiar a análise das propostas de alteração foi tomada após o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, chegar à conclusão que “não há condições políticas necessárias para se efetivar uma reforma dessa complexidade num ano eleitoral”. A declaração foi dada durante uma entrevista concedida a “O Estado de São Paulo”, na quarta-feira passada.
Procurado pelo EXTRA, o Ministério da Previdência Social informou que Garibaldi não se manifestaria sobre suas declarações “por falta de espaço na agenda”. O presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Gonçalves, ficou surpreso com as palavras. Segundo ele, Garibaldi esteve reunido no último dia 29 com os sindicalistas, em Brasília, para discutir o reajuste de 2014 e a criação da Secretaria Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, e não tocou no assunto. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, também participaram do encontro.
— O ministro Garibaldi não falou nada a respeito da desistência de enviar a proposta alternativa ao fim do fator. Sobre as reivindicações, como não houve acordo, marcamos uma nova reunião no dia 3 de dezembro — disse Warley.
