Evandro Éboli
O Globo
Dos imigrantes não haitianos que chegaram a Brasiléia, 80% vieram do Senegal
BRASÍLIA - O fluxo de haitianos na fronteira entre Brasil e Peru - entrando pelo Acre - chamou a atenção de outros estrangeiros, que estão seguindo a mesma rota. Em especial senegaleses e dominicanos. Desde o final de 2010, cerca de 15 mil estrangeiros entraram no Brasil por Brasiléia (AC), a grande maioria haitianos. Mas dos 745 imigrantes que não são haitianos, 80% deles (589 imigrantes) vieram do Senegal e 18% (136 pessoas) da República Dominicana.
Já passaram pela região imigrantes da Tanzânia, Colômbia, África do Sul, Nigéria, Libéria, Zimbábue e Bangladesh. Para as pessoas do governo do Acre que atuam com eles diretamente, os senegaleses alegam que estão ali atrás de trabalho. Mas, ao responderem documento do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, - para o qual pedem refúgio - dizem que são fugitivos de guerra.
O secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, afirmou que não há problemas na relação entre os estrangeiros, apesar de diferenças culturais. Os senegaleses são muçulmanos e rezam cinco vezes por dia, ajoelhados e voltados para a Meca.
- Todos eles têm o mesmo perfil. Vem para o Brasil atrás de emprego e a grande maioria é trabalhador da construção civil. O nosso tratamento aqui é igual para todos os estrangeiros, indistintamente - disse Nilson Mourão.
