Guilherme Dearo
Exame.com
Grupo extremista já sequestrou mais de 200 garotas no norte do país; eles dizem lutar contra o Ocidente para impor a lei islâmica no país
YouTube/AFP
O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, aparece um vídeo:
grupo surgiu em 2002 como seita e se transformou em grupo armado
São Paulo - Mais um capítulo de terror começou na Nigéria em meados de abril, no norte do país, quando centenas de garotas, entre 16 e 18 anos, foram sequestradas de uma só vez.
Os autores do ataque não são um mistério: Boko Haram, um grupo radical islâmico que luta para impor a sharia (lei islâmica) em toda a Nigéria – eles já conseguiram o feito no norte do país.
Abubakar Shekau, do Boko Haram:
mais de 200 meninas sequestradas
276 estudantes foram levadas em caminhões no dia 14 de abril. Ontem (6), mais 11 foram sequestradas em um novo ataque.
53 delas conseguiram escapar e relataram a horrível experiência. Segundo elas, as vítimas estão sendo estupradas pelo grupo e vendidas como escravas sexuais.
De acordo com alguns parentes das vítimas, as meninas estão sendo vendidas como noivas a militantes do grupo por cerca de 12 dólares.
A polícia local já chegou a oferecer o equivalente a 669 mil reais de recompensa a quem fornecesse informações sobre o paradeiro das centenas de meninas sequestradas.
O líder do grupo é Abubakar Shekau, que apareceu em um vídeo dizendo ser o autor dos sequestros.
Atentado do extremista islâmico Boko Haram na Nigéria
Shekau disse que sequestrou as garotas para evitar que recebessem uma educação ocidental. “Eu sequestrei as suas meninas. Eu as venderei no mercado, por Alá!”, disse.
“Há um mercado para vender humanos. Alá me disse que eu deveria vender. Ele me colocou no comando para vender. Eu venderei mulheres. Garotas, vocês devem vir e se casar”,disse.
O perfil Voice of Africa no Twitter publicou uma imagem com o nome de todas as vítimas.


