quarta-feira, junho 25, 2014

Argentina quer estender prazos para conseguir pagar dívida com fundos

Veja online
Com informações Agência Reuters

País quer encontrar alternativas ao calote; credores têm de receber 1,33 bilhão de dólares

(Enrique Marcarian/Reuters) 
Cristina Kirchner estuda alternativas ao calote, diz jornal La Nación 

O governo da Argentina estuda a possibilidade de fazer um pagamento em dinheiro para demonstrar sua boa vontade e ampliar o prazo para pagar a dívida restante com os fundos dehedge (também chamado de fundos abutres), que ganharam uma longa batalha legal nos Estados Unidos na última segunda-feira. A informação foi publicada neste domingo pelo jornal argentino La Nación, citando fontes do governo Kirchner.

Para cumprir a sentença judicial e pagar 1,33 bilhão de dólares inadimplentes há cerca de 12 anos aos credores americanos, a proposta para avançar as negociações seria adiantar entre 300 milhões e 400 milhões de dólares em dinheiro e saldar o restante da dívida por meio de novas emissões escalonadas de títulos públicos.

Segundo o La Nación, o valor inicial seria equivalente à quitação de 65% da dívida junto aos detentores de títulos reestruturados. O governo ainda estuda oficializar um acordo para o resto da dívida em janeiro de 2015, num modelo parecido ao que foi assinado com a petrolífera espanhola Repsol e o Clube de Paris.

A Argentina precisa encontrar uma solução rápida para evitar o calote da dívida depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um recurso do país sobre uma decisão anterior. Na prática, a decisão judicial exige o pagamento imediato aos detentores de bônus que não aceitaram, em 2010, a renegociação da dívida argentina. Os fundos abutres correspondem a 7% dos credores.

Até agora, o país tem resistido em cumprir a decisão por alegar que salvaguarda os interesses dos 92,4% dos credores que aceitaram abrir mão de milhões em ganhos após o calota dado pelo país em 2001 e 2002.