quarta-feira, junho 25, 2014

Porcentual de famílias endividadas é de 62,5% em junho

Idiana Tomazelli
 Agência Estado

Número diminui para 55,4% entre as famílias que ganham mais de 10 salários mínimos por mês

O porcentual de famílias com dívidas caiu a 62,5% em junho deste ano, informou há pouco a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio, essa fatia era de 62,7%, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em junho de 2013, a parcela de endividados também era maior, de 63%.

O porcentual diminui se consideradas as famílias que ganham mais de 10 salários mínimos por mês. Entre elas, 55,4% estão endividadas.

O crédito mais caro é a principal motivação para a maior cautela das famílias, segundo a CNC. “A alta do custo do crédito induz a uma postura mais cautelosa das famílias ao contratar e renovar empréstimos e financiamentos. Juros mais altos e ganhos de renda mais modestos levam a condições menos favoráveis para o endividamento”, afirmou a Confederação, em nota.

A parcela média da renda comprometida com dívidas atingiu 30,3% em junho deste ano. A fatia é maior do que os 29,1% observados em igual mês do ano passado, mas inferior aos 30,5% registrados na pesquisa referente a maio de 2014. Em outro corte da pesquisa, as famílias com renda mensal inferior a dez salários mínimos são as mais endividadas (63,9%), enquanto as que ganham mais do que isso estão menos comprometidas com dívidas (55,8%).

A Peic é apurada mensalmente pela CNC a partir de janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. O objetivo é captar o número de famílias que declaram ter dívidas como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e consignado, financiamentos, entre outras.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Este indicador é importantíssimo, e serve para desqualificar a receita passada por Lula à senhora Rousseff, de que era preciso abrir o cofre e ampliar o crédito. Simplesmente, não há a menor possibilidade, pelo menos por enquanto, para que a presidente ceda aos "conselhos" do padrinho. O que já está ruim vai ficar ainda pior. O modelo adotado no auge da crise financeira internacional em 2009 já se esgotou. E uma das razões que apontamos aqui é que a renda das famílias é relativamente baixa para suportar por tempo prolongado um consumo aquecido. Chega um momento em que as pessoas, por si mesmas, passam a eleger prioridades. Pretender aquecer ainda mais o consumo, com escassez de oferta, inflação e juros altos é jogar gasolina para apagar o incêndio.