Por Fabio Grecchi, na Tribuna da Imprensa
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O PMDB é um partido de profissionais. Aceitou aderir ao governo, mas, por via das dúvidas, deixou a porta aberta para poder sair quando quiser. Impôs uma série de condições para continuar na base aliada e indicar nomes ao ministério, cujos pontos de destaque são a construção de uma agenda política conjunta e a reformulação do pacto federativo.
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Pela expressão "reformulação do pacto federativo" entenda-se duas coisas: reforma tributária que desconcentre a arrecadação de impostos das mãos da União e renegociação das dívidas dos estados. Este último item, aliás, já havia sido adiantado aqui mesmo como condição fundamental para o governo contar com a boa vontade do PMDB.
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Partido que fez o maior número de governadores do País, sabe que cada vez mais as unidades ficam impedidas de fazer investimentos. Não somente porque têm que honrar o compromisso com o Tesouro, mas também porque aquilo que é repassado pela União não tapa o buraco do dente.
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Ainda que os peemedebistas não tenham como linha de conduta compromisso com o enxugamento e com a economia, sabem que, se manterem as coisas como estão, apenas vão gerir problemas. Ora com mais, ora com menos brilho, não construirão nada além de projetos políticos locais. Contam, inclusive, com os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) na construção de uma pressão irresistível sobre o Palácio do Planalto para que o bolo seja mais bem repartido.
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Lula sabe que o choque entre o PMDB e a equipe econômica é iminente. Tanto que, ultimamente, sempre que pode enfatiza que o Brasil parte em busca do progresso, mas sem abrir mão da responsabilidade e da austeridade. Coloca anteparos a Guido Mantega e a Henrique Meirelles para que não sejam atingidos diretamente pela força das reivindicações.
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Os governadores do PT falam mais timidamente nesta refundação da Federação - apenas Jaques Wagner, com a autoridade de quem derrubou o carlismo, é mais assertivo. Mas na conversa que teve esta semana com o PDT, Carlos Lupi levou os pedidos dos governadores Waldez de Góis (AP) e Jackson Lago (MA) de não apenas mais investimentos federais em seus respectivos estados, mas também a possibilidade de trabalhar com sobra de caixa para não terem de aplicar tudo em custeio e ficar engessados pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
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Não será fácil para Lula administrar esta pressão. Mas não tem jeito: seus auxiliares terão de ser criativos. Afinal, o PMDB continua parado na soleira da porta.
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O PMDB é um partido de profissionais. Aceitou aderir ao governo, mas, por via das dúvidas, deixou a porta aberta para poder sair quando quiser. Impôs uma série de condições para continuar na base aliada e indicar nomes ao ministério, cujos pontos de destaque são a construção de uma agenda política conjunta e a reformulação do pacto federativo.
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Pela expressão "reformulação do pacto federativo" entenda-se duas coisas: reforma tributária que desconcentre a arrecadação de impostos das mãos da União e renegociação das dívidas dos estados. Este último item, aliás, já havia sido adiantado aqui mesmo como condição fundamental para o governo contar com a boa vontade do PMDB.
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Partido que fez o maior número de governadores do País, sabe que cada vez mais as unidades ficam impedidas de fazer investimentos. Não somente porque têm que honrar o compromisso com o Tesouro, mas também porque aquilo que é repassado pela União não tapa o buraco do dente.
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Ainda que os peemedebistas não tenham como linha de conduta compromisso com o enxugamento e com a economia, sabem que, se manterem as coisas como estão, apenas vão gerir problemas. Ora com mais, ora com menos brilho, não construirão nada além de projetos políticos locais. Contam, inclusive, com os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) na construção de uma pressão irresistível sobre o Palácio do Planalto para que o bolo seja mais bem repartido.
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Lula sabe que o choque entre o PMDB e a equipe econômica é iminente. Tanto que, ultimamente, sempre que pode enfatiza que o Brasil parte em busca do progresso, mas sem abrir mão da responsabilidade e da austeridade. Coloca anteparos a Guido Mantega e a Henrique Meirelles para que não sejam atingidos diretamente pela força das reivindicações.
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Os governadores do PT falam mais timidamente nesta refundação da Federação - apenas Jaques Wagner, com a autoridade de quem derrubou o carlismo, é mais assertivo. Mas na conversa que teve esta semana com o PDT, Carlos Lupi levou os pedidos dos governadores Waldez de Góis (AP) e Jackson Lago (MA) de não apenas mais investimentos federais em seus respectivos estados, mas também a possibilidade de trabalhar com sobra de caixa para não terem de aplicar tudo em custeio e ficar engessados pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
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Não será fácil para Lula administrar esta pressão. Mas não tem jeito: seus auxiliares terão de ser criativos. Afinal, o PMDB continua parado na soleira da porta.