Por Guilherme Fiúza, em Política & Cia / No Mínimo
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Este espaço sempre se recusou terminantemente a tratar do rame-rame da política partidária. Não por preconceito, nem por princípio. Apenas pelo fato de que o assunto não interessa a ninguém. Pelo menos, ninguém que passe a um raio superior a cem metros dos gabinetes da ilha da fantasia.
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Quando o PMDB vai para as manchetes, portanto, uma certeza se impõe: o país está sem assunto. Se nem o baile funk dos controladores de vôo evita que o noticiário se concentre nas aventuras de Michel Temer, Renan Calheiros e Moreira Franco é porque a seca está braba.
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Não há de ser nada. Já, já esse Política e Companhia voltará a ser mais Companhia do que Política. Aguardem, por exemplo, uma análise sociológica de botequim sobre o masoquismo do país do futebol, que resolveu interditar a emoção nos campos, com essa fórmula ridícula, falsamente virtuosa, de campeonato por pontos corridos. Nunca se viu compromisso tão sólido entre a cultura popular e o tédio. Mas isso fica para depois.
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Vamos fazer só uma última concessão ao PMDB, não pelo que a notícia de seu acordo com Lula tenha de relevante, mas de bizarro.
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Todos os governos fazem um acordo do tipo vale tudo, menos beijo na boca, com o PMDB. É a prostituta da política nacional, e todos sabem disso. O fantástico é que o governo Lula – sempre inovando – resolveu tratar o partido como moça de família. Aí o noticiário ficou realmente muito divertido.
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Ou seja, aquela relação que todo mundo sabe que é de sexo pago e ponto final, veio ornamentada dessa vez com uma carta de princípios que constitui verdadeira pérola literária. Vamos às “condições” subscritas pelas duas partes para selar o matrimônio:
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1) Reforma política
2) Reforma tributária
3) Medidas que garantam o crescimento do país no próximo ano em 5%
4) Consolidação de políticas de transferência de renda
5) Revisão do pacto federativo
6) Criação de um conselho com os partidos da coalização
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São medidas de grande objetividade e ousadia. Mas, pelo que cada uma significa, poderiam ser substituídas pelas seguintes:
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1) Reforma ortográfica da sopa de letrinhas partidária
2) Reforma da natureza (relator, Monteiro Lobato)
3) Medidas que garantam ao menos 5% de felicidade para todos
4) Consolidação do que aí está e criação do que está por vir
5) Revisão do pacto federativo com laranjas e pouco açúcar
6) Criação de uma coalizão com os partidos do conselho
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E vamos em frente em direção a outro assunto, porque, com o PMDB, se passar de uma hora o programa fica mais caro.
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Este espaço sempre se recusou terminantemente a tratar do rame-rame da política partidária. Não por preconceito, nem por princípio. Apenas pelo fato de que o assunto não interessa a ninguém. Pelo menos, ninguém que passe a um raio superior a cem metros dos gabinetes da ilha da fantasia.
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Quando o PMDB vai para as manchetes, portanto, uma certeza se impõe: o país está sem assunto. Se nem o baile funk dos controladores de vôo evita que o noticiário se concentre nas aventuras de Michel Temer, Renan Calheiros e Moreira Franco é porque a seca está braba.
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Não há de ser nada. Já, já esse Política e Companhia voltará a ser mais Companhia do que Política. Aguardem, por exemplo, uma análise sociológica de botequim sobre o masoquismo do país do futebol, que resolveu interditar a emoção nos campos, com essa fórmula ridícula, falsamente virtuosa, de campeonato por pontos corridos. Nunca se viu compromisso tão sólido entre a cultura popular e o tédio. Mas isso fica para depois.
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Vamos fazer só uma última concessão ao PMDB, não pelo que a notícia de seu acordo com Lula tenha de relevante, mas de bizarro.
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Todos os governos fazem um acordo do tipo vale tudo, menos beijo na boca, com o PMDB. É a prostituta da política nacional, e todos sabem disso. O fantástico é que o governo Lula – sempre inovando – resolveu tratar o partido como moça de família. Aí o noticiário ficou realmente muito divertido.
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Ou seja, aquela relação que todo mundo sabe que é de sexo pago e ponto final, veio ornamentada dessa vez com uma carta de princípios que constitui verdadeira pérola literária. Vamos às “condições” subscritas pelas duas partes para selar o matrimônio:
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1) Reforma política
2) Reforma tributária
3) Medidas que garantam o crescimento do país no próximo ano em 5%
4) Consolidação de políticas de transferência de renda
5) Revisão do pacto federativo
6) Criação de um conselho com os partidos da coalização
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São medidas de grande objetividade e ousadia. Mas, pelo que cada uma significa, poderiam ser substituídas pelas seguintes:
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1) Reforma ortográfica da sopa de letrinhas partidária
2) Reforma da natureza (relator, Monteiro Lobato)
3) Medidas que garantam ao menos 5% de felicidade para todos
4) Consolidação do que aí está e criação do que está por vir
5) Revisão do pacto federativo com laranjas e pouco açúcar
6) Criação de uma coalizão com os partidos do conselho
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E vamos em frente em direção a outro assunto, porque, com o PMDB, se passar de uma hora o programa fica mais caro.