sexta-feira, dezembro 01, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Pacote econômico ainda não está pronto, afirma Dilma
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Da Agência Estado
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A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou nesta terça-feira (28) o lançamento do pacote econômico do governo Lula prometido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan de São Paulo, a ministra afirmou que o plano já vem sendo elaborado e ao mesmo tempo tentou explicar a demora na divulgação.
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Segundo ela, as medidas deverão ser apresentadas à imprensa de forma organizada até porque o conjunto todo ainda não está pronto. Para Dilma, divulgar parcialmente é complicado porque gera diversos mal entendidos.
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"São várias medidas que o governo estará tomando. Elas implicam em discussões bastante profundas e que poderão ser acompanhadas no momento certo pela mídia e com uma precisão absoluta", declarou.
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Indagada sobre como deverá ser o novo ministério do presidente Lula, a ministra declarou que "há muito sentido na demora do presidente em divulgar os nomes dos ministros que vão compor seu segundo governo".
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"O novo ministério será revestido de outro caráter, no qual serão levadas em conta características técnicas e políticas", destacou. "Na medida em que optamos por um processo de coalizão democrática, é consistente que os novos ministros tenham essas duas qualidades."
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Questionada a respeito dos salários dos juízes, Dilma Rousseff falou que o governo prefere ter cautela. Além de aumento, eles querem um teto para a categoria estipulado em R$ 24,5 mil. "O governo está olhando com cautela a reivindicação dos juízes. É preciso aprofundar a discussão em torno da estrutura de distribuição de salários no País. O governo está acompanhando atentamente a questão e deverá se pronunciar sobre o assunto no momento oportuno".
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Em relação ao fato do Partido dos Trabalhadores (PT) reivindicar cargos no governo Lula, a ministra Dilma disse não estranhar o fato. Para ela, é normal não só o PT como outras agremiações pleitearem cargos no novo ministério.
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"Nesse processo, toda a reivindicação é justa e vão haver atividades que são precípuas da escolha direta do presidente", frisou. "É perfeitamente correto o presidente Lula considerar que alguns segmentos do governo sejam de sua total responsabilidade".
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Promotores acusam ex-presidente Ronan Batista de comprar mansão no Lago Sul com dinheiro do instituto
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Correio Braziliense
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O Ministério Público encaminhou à Justiça mais denúncias contra Ronan Batista de Souza, ex-presidente do Instituto Candango de Solidariedade. Ronan é acusado de usar recursos do ICS para comprar uma mansão na QI 15 do Lago Sul, avaliada em R$ 1 milhão. Em outra ação, os promotores afirmam que o ex-dirigente do instituto é dono de uma empresa que ganhou mais de R$ 4 milhões do ICS com publicidade superfaturada.
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Portugal concede 'agrément' a embaixador
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O governo português concedeu "'agrément' " ao embaixador Celso Marcos Vieira de Souza como chefe da embaixada brasileira naquele país. O "'agrément" foi solicitado diretamente pelo chanceler Celso Amorim ao Ministério dos Negócios Estrangeiros lusitano, numa clara agressão ao atual embaixador em Lisboa, ex-deputado Paes de Andrade. Amorim se vingou: Paes foi convidado e nomeado para o cargo pelo presidente Lula à sua revelia.
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Sanguessugas? para Senado, só há inocentes
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Correio Braziliense
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Três senadores acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, a que vendia ambulâncias a preços superfaturados, escaparam de perder o mandato. Apesar do estardalhaço da CPI antes das eleições, o Conselho de Ética concluiu não haver provas que liguem Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) com a quadrilha. Suassuna recebeu a punição mais severa: uma censura verbal! Os outros dois, nem isso. Sem bate-boca e com rapidez acima da habitual, aliados do governo e a oposição se uniram, absolveram os três e determinaram o arquivamento dos processos.
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Sem-terra invadem fazenda Coqueiros, no RS, pela 7ª vez
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Fonte: Agência Estado

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Cerca de 200 sem-terra invadiram hoje a fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul (RS). O grupo chegou ao amanhecer, montou barracas e começou a preparar a terra para plantar milho, mandioca e feijão. Desde abril de 2004, é a sétima vez que militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupam a propriedade rural de sete mil hectares, pertencente aos irmãos Felix e Vera Guerra.
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Como há uma decisão que proíbe novas invasões, a Brigada Militar não precisa esperar que a Justiça conceda reintegração de posse aos proprietários para fazer a desocupação. Um batalhão de Passo Fundo já foi enviado ao local, mas a operação de desocupação não está confirmada para amanhã.
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Além das sete invasões com montagem de acampamento, os sem-terra entraram na fazenda Coqueiros diversas vezes nos últimos dois anos e meio. O grupo é acusado pelos proprietários de diversos atos de sabotagem às máquinas e às colheitas da fazenda. No mais recente, dia 27 de outubro, teria queimado dois caminhões carregados de sementes e adubo, ação que é negada pela coordenação estadual do movimento.
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Marcha
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Outros 350 sem-terra que estão acampados há dez dias às margens da BR-290, na região central do Estado, prometem retomar amanhã a marcha em direção à Fazenda Dragão, localizada em Eldorado do Sul. O grupo saiu de Arroio dos Ratos no dia 14, mas ficou parado por dez dias num trevo da rodovia, a dez quilômetros do objetivo. Quando chegarem à cerca da propriedade rural de 760 hectares, os sem-terra prometem fazer uma manifestação pela reforma agrária. O MST quer a desapropriação das fazendas Coqueiros, em Coqueiros do Sul, Southall, em São Gabriel, Palermo, em São Borja, e Dragão, em Eldorado do Sul.