Favorecem a TV Globo, se eternizam no Poder
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Por Helio Fernandes, na Tribuna da Imprensa
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Indiciado em 7 processos (lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, falsidade nas declarações de bens e de renda, envio de dinheiro para o exterior, formação de quadrilha, e com o Ministério Público se preparando para a qualquer momento pedir sua prisão preventiva), Ricardo Teixeira viajou às pressas para a Suíça. Para fugir do Ministério Público? Não, para se reforçar contra ele, servindo a interesses colossais da TV Globo.
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A questão era tão importante para os dois lados que Ricardo Teixeira saiu do Brasil na véspera da festa que a própria CBF organizou. Malandro, espertíssimo, incluído na categoria daqueles que quando recebem um livro pedem faca e garfo, pensam que é coisa de comer (royalties para Millor Fernandes), é um vitorioso. Em tudo o que se mete ou quaisquer que sejam os interesses que defenda.
O que Ricardo Teixeira foi fazer na Suíça no interesse da TV Globo? Simplesmente isto: manter com EXCLUSIVIDADE a transmissão da Copa do Mundo de 2010 e 2014 para a TV Globo. É o domínio vergonhoso e MONOPOLISTA de um grupo contra a coletividade. Valia a viagem às pressas? O leitor pode avaliar e julgar por si mesmo, lendo.
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A TV Globo ofereceu "oficialmente" pelas duas Copas 90 milhões de dólares. A TV Record, que tem mais dinheiro do que a Globo, mas não tem 10 por cento do prestígio e do Poder da concorrente, ofereceu 180 milhões, também de dólares. Mas como nos cálculos, na contabilidade, na aritmética e até no encontro de contas com Ricardo Teixeira 90 é mais do que 180, Ricardo Teixeira foi à Suíça conversar com o parceiro Joseph Blatter.
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Para não parecer que viajou como caixeiro viajante da TV Globo (seria melhor usar a denominação adequada e dizer que ele é "o Teixeira viajante" da Globo), anunciou que de lá vai assistir à Copa das Confederações. Mas telefonou, satisfeito e empolgado, comunicando: "Tudo resolvido, a EXCLUSIVIDADE da TV Globo foi mantida, a proposta da Record, mesmo oferecendo o dobro, não foi considerada".
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Aproveitando, Teixeira tratou com Blatter de um assunto que interessa muitíssimo aos dois: a presidência da Fifa. Blatter seria eleito mais uma vez em 2011, está no limite, só agüenta outro mandato. E Ricardo Teixeira seria seu sucessor em 2014, que agora dizem que é 2015. O presidente da CBF e apaniguado da TV Globo está com 58 anos, 62 no fim de Blatter, mocíssimo.
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Nesse jogo de interesse, entra a Copa do Mundo de 2014, que teoricamente seria no Brasil. Como teria sido também a de 1986, no Brasil, e que também não foi. E aqui vai um recado para o senador Alvaro Dias, preocupadíssimo com a realização ou não realização dessa Copa de 2014. Acredita no que dizem, será no Brasil. Não embarque nessa, senador, em 2014, só o fim do teu mandato, a não ser que você mude para o governo do Paraná em 2010. A badalação em cima da "realização" da Copa no Brasil é jogo viciado e marcado, como acontece em Las Vegas. Blatter e Ricardo Teixeira querem se beneficiar, diante da "impossibilidade" do Brasil sediar a Copa.
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Blatter e Teixeira sabem o que fazem, prejudicam fingindo que ajudam. A China quer a Copa, mas a Ásia já fez em 2002. A África realiza a próxima em 2010. Se o Brasil não pode fazer, imaginem os outros países.
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Então a opção é a Europa (mesmo tendo sediado em 2006), mais precisamente na Inglaterra, que realizou a última em 1966. Serão 48 anos.
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Com isso, Blatter espera todos os votos da Europa para se reeleger mais uma vez. E Ricardo Teixeira garantiria (herdaria) esses votos para ele mesmo na sucessão de Blatter em 2010 ou 2011. Teixeira foi à Suíça, em missão arriscada e angustiosa para a TV Globo e para ele.
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Conversando na Suíça, Blatter e Teixeira colocaram um novo item, no plano, urdido, que palavra, para confundir mais ainda a Copa de 2014. Lançaram o Canadá como sede, perdão, subterfúgio dessa Copa. O Canadá não disputa nenhuma Copa. Mas fica na América do Norte, que realizou a Copa mediocríssima de 1994. Só 20 anos, o Brasil, em 2014, seria sede depois de 64 anos.
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Para tripudiar e favorecer a eles, Blatter reduziu o tempo da escolha. Sempre foi de 6 anos, seguindo o calendário das Olimpíadas. Agora, diminuíram o tempo, querem "emparedar" o Brasil.
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PS - Para a TV Globo, a Copa no exterior é muito melhor do que a Copa aqui. Em 54 jogos, pelo menos 3 milhões de pessoas assistiriam aos jogos nos estádios. Realizada no exterior, todos têm que ver pela televisão.
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Por Helio Fernandes, na Tribuna da Imprensa
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Indiciado em 7 processos (lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, falsidade nas declarações de bens e de renda, envio de dinheiro para o exterior, formação de quadrilha, e com o Ministério Público se preparando para a qualquer momento pedir sua prisão preventiva), Ricardo Teixeira viajou às pressas para a Suíça. Para fugir do Ministério Público? Não, para se reforçar contra ele, servindo a interesses colossais da TV Globo.
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A questão era tão importante para os dois lados que Ricardo Teixeira saiu do Brasil na véspera da festa que a própria CBF organizou. Malandro, espertíssimo, incluído na categoria daqueles que quando recebem um livro pedem faca e garfo, pensam que é coisa de comer (royalties para Millor Fernandes), é um vitorioso. Em tudo o que se mete ou quaisquer que sejam os interesses que defenda.
O que Ricardo Teixeira foi fazer na Suíça no interesse da TV Globo? Simplesmente isto: manter com EXCLUSIVIDADE a transmissão da Copa do Mundo de 2010 e 2014 para a TV Globo. É o domínio vergonhoso e MONOPOLISTA de um grupo contra a coletividade. Valia a viagem às pressas? O leitor pode avaliar e julgar por si mesmo, lendo.
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A TV Globo ofereceu "oficialmente" pelas duas Copas 90 milhões de dólares. A TV Record, que tem mais dinheiro do que a Globo, mas não tem 10 por cento do prestígio e do Poder da concorrente, ofereceu 180 milhões, também de dólares. Mas como nos cálculos, na contabilidade, na aritmética e até no encontro de contas com Ricardo Teixeira 90 é mais do que 180, Ricardo Teixeira foi à Suíça conversar com o parceiro Joseph Blatter.
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Para não parecer que viajou como caixeiro viajante da TV Globo (seria melhor usar a denominação adequada e dizer que ele é "o Teixeira viajante" da Globo), anunciou que de lá vai assistir à Copa das Confederações. Mas telefonou, satisfeito e empolgado, comunicando: "Tudo resolvido, a EXCLUSIVIDADE da TV Globo foi mantida, a proposta da Record, mesmo oferecendo o dobro, não foi considerada".
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Aproveitando, Teixeira tratou com Blatter de um assunto que interessa muitíssimo aos dois: a presidência da Fifa. Blatter seria eleito mais uma vez em 2011, está no limite, só agüenta outro mandato. E Ricardo Teixeira seria seu sucessor em 2014, que agora dizem que é 2015. O presidente da CBF e apaniguado da TV Globo está com 58 anos, 62 no fim de Blatter, mocíssimo.
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Nesse jogo de interesse, entra a Copa do Mundo de 2014, que teoricamente seria no Brasil. Como teria sido também a de 1986, no Brasil, e que também não foi. E aqui vai um recado para o senador Alvaro Dias, preocupadíssimo com a realização ou não realização dessa Copa de 2014. Acredita no que dizem, será no Brasil. Não embarque nessa, senador, em 2014, só o fim do teu mandato, a não ser que você mude para o governo do Paraná em 2010. A badalação em cima da "realização" da Copa no Brasil é jogo viciado e marcado, como acontece em Las Vegas. Blatter e Ricardo Teixeira querem se beneficiar, diante da "impossibilidade" do Brasil sediar a Copa.
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Blatter e Teixeira sabem o que fazem, prejudicam fingindo que ajudam. A China quer a Copa, mas a Ásia já fez em 2002. A África realiza a próxima em 2010. Se o Brasil não pode fazer, imaginem os outros países.
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Então a opção é a Europa (mesmo tendo sediado em 2006), mais precisamente na Inglaterra, que realizou a última em 1966. Serão 48 anos.
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Com isso, Blatter espera todos os votos da Europa para se reeleger mais uma vez. E Ricardo Teixeira garantiria (herdaria) esses votos para ele mesmo na sucessão de Blatter em 2010 ou 2011. Teixeira foi à Suíça, em missão arriscada e angustiosa para a TV Globo e para ele.
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Conversando na Suíça, Blatter e Teixeira colocaram um novo item, no plano, urdido, que palavra, para confundir mais ainda a Copa de 2014. Lançaram o Canadá como sede, perdão, subterfúgio dessa Copa. O Canadá não disputa nenhuma Copa. Mas fica na América do Norte, que realizou a Copa mediocríssima de 1994. Só 20 anos, o Brasil, em 2014, seria sede depois de 64 anos.
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Para tripudiar e favorecer a eles, Blatter reduziu o tempo da escolha. Sempre foi de 6 anos, seguindo o calendário das Olimpíadas. Agora, diminuíram o tempo, querem "emparedar" o Brasil.
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PS - Para a TV Globo, a Copa no exterior é muito melhor do que a Copa aqui. Em 54 jogos, pelo menos 3 milhões de pessoas assistiriam aos jogos nos estádios. Realizada no exterior, todos têm que ver pela televisão.