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Rodrigo Nery
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Rio - Pilotos e especialistas em aviação trazem na memória bastidor que, para leigos, é assustador. Nenhum deles gosta de precisar data dos episódios de claro risco de colisão, mas todos conhecem ao menos uma história. "No Rio, o controle já deu orientação para piloto de Boeing fazer movimento e se esqueceu dele. Só não houve acidente porque o piloto era experiente, desconfiou e por três vezes pediu confirmação dos dados, até restabelecer contato", conta aviador.
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Um oficial superior ouvido por O DIA revela estatística aterradora: o número de aeronaves executivas cresce 20% ao ano, enquanto o de operadores diminui. Presidente da Associação dos Controladores de Tráfego Aéreo do Rio, Jorge Nunes Oliveira contabiliza a falta de pessoal nos aeroportos: "O Santos Dumont opera com 4 controladores, quando o mínimo deveria ser de 6 a 8. O Tom Jobim precisa de 75, mas lá só trabalham de 40 a 48, porque uns 10 foram convocados para Brasília".
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Coronel da reserva da Aeronáutica, Franco Ferreira lembra a colisão de avião da Lufthansa com montanha na Serra das Araras, em 1979. "O controlador determinou ao piloto, que decolou do Tom Jobim, que fizesse curva à esquerda na direção da serra, mas esqueceu da aeronave, que seguiu até colidir", recorda o oficial.
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Ferreira aponta a falta de treinamento como causa de desastres e cita o que tirou a vida dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, há 10 anos. "Gravações mostraram que o controlador pedia ao piloto informações a que ele respondia de forma errada, por não estar familiarizado com o GPS, que era novidade. Perderam 12 minutos no diálogo, em percurso de 14 minutos", disse o coronel da reserva.
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Controle pode ficar com civis
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Outro ponto fraco do setor é o militarismo do controle aéreo, marcado pela falta de jogo de cintura. "Um militar tem que comunicar o fato ao superior, que comunica ao superior etc. O civil tem autonomia para decidir", compara o sindicalista Jorge Oliveira. O piloto Célio Eugênio, do grupo interministerial que trata da crise, aponta a transferência do controle para órgão civil, subordinado à Presidência ou à ministra Dilma Rousseff.
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A maioria dos profissionais do setor critica a decisão do governo de convocar aposentados — o ministro da Defesa, Waldir Pires, admitiu que só 37 voltaram. "A profissão exige atenção e agilidade demais para quem está afastado, aumentando o risco de acidentes", diz o diretor-técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Ernandes Pereira da Silva. Oficial ouvido por O DIA compara: "Um cirurgião, ao se aposentar, ainda vai cortar alguém?".
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Nacionalistas deviam agradecer Hollywood
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Igor Gielow, Folha de São Paulo
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Rio - Pilotos e especialistas em aviação trazem na memória bastidor que, para leigos, é assustador. Nenhum deles gosta de precisar data dos episódios de claro risco de colisão, mas todos conhecem ao menos uma história. "No Rio, o controle já deu orientação para piloto de Boeing fazer movimento e se esqueceu dele. Só não houve acidente porque o piloto era experiente, desconfiou e por três vezes pediu confirmação dos dados, até restabelecer contato", conta aviador.
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Um oficial superior ouvido por O DIA revela estatística aterradora: o número de aeronaves executivas cresce 20% ao ano, enquanto o de operadores diminui. Presidente da Associação dos Controladores de Tráfego Aéreo do Rio, Jorge Nunes Oliveira contabiliza a falta de pessoal nos aeroportos: "O Santos Dumont opera com 4 controladores, quando o mínimo deveria ser de 6 a 8. O Tom Jobim precisa de 75, mas lá só trabalham de 40 a 48, porque uns 10 foram convocados para Brasília".
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Coronel da reserva da Aeronáutica, Franco Ferreira lembra a colisão de avião da Lufthansa com montanha na Serra das Araras, em 1979. "O controlador determinou ao piloto, que decolou do Tom Jobim, que fizesse curva à esquerda na direção da serra, mas esqueceu da aeronave, que seguiu até colidir", recorda o oficial.
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Ferreira aponta a falta de treinamento como causa de desastres e cita o que tirou a vida dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, há 10 anos. "Gravações mostraram que o controlador pedia ao piloto informações a que ele respondia de forma errada, por não estar familiarizado com o GPS, que era novidade. Perderam 12 minutos no diálogo, em percurso de 14 minutos", disse o coronel da reserva.
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Controle pode ficar com civis
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Outro ponto fraco do setor é o militarismo do controle aéreo, marcado pela falta de jogo de cintura. "Um militar tem que comunicar o fato ao superior, que comunica ao superior etc. O civil tem autonomia para decidir", compara o sindicalista Jorge Oliveira. O piloto Célio Eugênio, do grupo interministerial que trata da crise, aponta a transferência do controle para órgão civil, subordinado à Presidência ou à ministra Dilma Rousseff.
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A maioria dos profissionais do setor critica a decisão do governo de convocar aposentados — o ministro da Defesa, Waldir Pires, admitiu que só 37 voltaram. "A profissão exige atenção e agilidade demais para quem está afastado, aumentando o risco de acidentes", diz o diretor-técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Ernandes Pereira da Silva. Oficial ouvido por O DIA compara: "Um cirurgião, ao se aposentar, ainda vai cortar alguém?".
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Nacionalistas deviam agradecer Hollywood
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Igor Gielow, Folha de São Paulo
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O aspecto mais curioso do nacionalismo brasileiro é que ele se manifesta por conta dos motivos mais risíveis. Como uma dermatite dormente, só explode em comichão de tempos em tempos, reagindo a "ameaças". Os defensores da nação brasileira agora miram alvo fácil, um filmeco B. "Turistas" mostra uma terra de ninguém em que você pode se dar mal na mão dos locais e acabar sem um rim, talvez coisa pior.
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Estereótipos? Bravo nacionalista, passe a noite numa "no-go area" de qualquer cidade brasileira e me conte depois. O filme fantasia sobre eventos que estão no noticiário. A realidade não o incomoda? Ah, mas você usou a camisa do "Eu sou da paz" quando foi moda, ou quando a realidade tocou alguém próximo. Mas sem sair do shopping, ou do jipão blindado, não é? No máximo, deu um trocado para o projeto que um amigo do amigo seu toca naquela favela -qual mesmo?.
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Estereótipos? Bravo nacionalista, passe a noite numa "no-go area" de qualquer cidade brasileira e me conte depois. O filme fantasia sobre eventos que estão no noticiário. A realidade não o incomoda? Ah, mas você usou a camisa do "Eu sou da paz" quando foi moda, ou quando a realidade tocou alguém próximo. Mas sem sair do shopping, ou do jipão blindado, não é? No máximo, deu um trocado para o projeto que um amigo do amigo seu toca naquela favela -qual mesmo?.
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"Turistas" deve ser tolo, trash. Não sei, só li a respeito. Mas absurdo é acreditar que isso, e não a indecência do nosso cotidiano, irá manchar a imagem pátria. É como se o ótimo "Massacre da Serra Elétrica" (1974) o levasse a crer que o Texas é uma terra de canibais. Há vários motivos para não ir à terra dos Bush, mas medo de virar almoço não é um deles.
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O nacionalismo local é burlesco, o que acaba sendo algo bom. Nacionalismo é perigoso. A lista de "ismos" associados a ele fala por si só: fascismo, nazismo, jacobinismo, imperialismo, comunismo e afins.
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Nossa variante é tão fajuta que apareceu só depois da formação do Estado nacional, com certeza por ser bom negócio. De tempos em tempos, volta: Estado Novo, ditadura militar e, agora, no governo Lula. Dificilmente haveria um presidente mais adequado para o clima de boicote xenofóbico.Afinal de contas, Lula não gosta de jornalista gringo que não fale bem do governo (na verdade, não gosta de nenhum que não fale bem), estimula empresa amiga a dizer que "sou brasileira, com muito orgulho", diz que "brasileiro não desiste nunca", exalta a trinca cachaça-feijoada-pagodinho e até torrou US$ 10 milhões para levar um brazuca de carona ao espaço. Na terra dos mensalões, a jequice desfila livre.
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Espera-se que Lula não repita FHC e perca seu tempo passando recibo, como o tucano fez com quando os "Simpsons" avacalharam o Rio. Alguém pode perceber, e verá que a matéria-prima para a crítica abunda. Os nacionalistas deviam é agradecer o fato de que Hollywood não nos leva a sério.
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Bebê Seqüestrado
Burocracia impede mãe de levar filho de volta para casa
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"DO AGORA"
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Bebê Seqüestrado
Burocracia impede mãe de levar filho de volta para casa
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"DO AGORA"
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Após o susto de ter o filho roubado e a alegria de reencontrá-lo, Eliene Brandão de Souza, 34, ainda não conseguiu levá-lo para casa. O hospital onde Gabriel está exige documento que comprove a maternidade. O bebê, de 23 dias, não foi registrado porque ela queria perguntar ao pai dele, que está preso, se ele gostaria de emprestar o sobrenome.
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Índio deve se cuidar
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Do Blog Alerta Total
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Índio deve se cuidar
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Do Blog Alerta Total
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O índio Evo Morales está com os dias contados no poder da Bolívia.
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E deve tomar cuidado para que não sofra qualquer “acidente” ou “fique doente”, de repente.
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Álvaro Garcia Linera, vice-presidente da Bolívia, que já foi radical e guerrilheiro, quer tirar o cacique Evo da presidência.
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A manobra golpista conta com o apoio de venezuelanos e cubanos, que consideram Evo incompetente para implantar o “socialismo” na Bolívia.
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Como o Alerta Total informou semanas atrás, a manobra para derrubar Evo Morales contaria com o apoio financeiro das grandes petroleiras, como a British Gás, a Shell e até a brasileira Petrobrás - o que pareceria, à primeira vista, uma notícia absurda.
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Oposição se intensifica
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O grande problema de Morales é não dar conta da oposição.
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Nesta sexta-feira, ocorre a votação sobre a autonomia dos departamentos (estados) de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.
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Se esses departamentos da media Luna se declararem autônomos, 80% do PIB boliviano ficará nas mãos dos Cívicos (opositores de Morales).
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Por isso, numa manobra radical, não será surpresa se Linera virar presidente da Bolívia na semana que vem.